História

Caio 75 anos. A trajetória de uma marca que movimenta o transporte coletivo de passageiros

Caio Gabriela, um dos grandes sucessos da indústria nacional de ônibus

A história da marca Caio se funde com a evolução do transporte coletivo de passageiros. São 75 anos ditando tendências no segmento, fazendo a diferença com produtos de vanguarda e estabelecendo-se como uma das maiores fabricantes de ônibus urbanos do mercado, em nível global. Alicerçada em valores sólidos, a marca é reconhecida internacionalmente por sua excelência em qualidade, robustez estrutural, design e soluções diferenciadas.

Fundada em dezembro de 1945, a produção da primeira carroceria, a Jardineira, ocorreu em 10 de janeiro de 1946. A evolução da empresa está diretamente relacionada com o crescimento das cidades, por fatores político-econômicos e específicos do segmento. Após um momento difícil, a Caio, em janeiro de 2001, foi assumida por um novo grupo com forte atuação no mercado de transporte da cidade de São Paulo.

20 anos do Grupo Caio

Essa nova história, completa 20 anos em 2021. Com gestão firme e visão empreendedora, atualmente a Caio é a marca mãe de um conglomerado formado por empresas que atendem às demandas internas e de clientes externos de diferentes segmentos. São elas: CPA (Centro de Processamento de Alumínio); Fiberbus (fabricante de peças em fibras); GR3 (Centro de Distribuição de Alumínio); Inbrasp (fabricante de peças de plásticos automotivas) com três unidades fabris, duas em Botucatu, SP, e outra em Betim, MG; Tecglass (fabricante de vidros temperados). O mais recente investimento do Grupo é a Busscar, uma das marcas mais respeitadas na produção de ônibus rodoviários do país.

Essas empresas formam o Grupo Caio Induscar e contribuem de forma relevante com a economia, gerando aproximadamente 5.300 empregos nos estados que abrigam suas unidades fabris. Os colaboradores são beneficiados com plano de saúde e odontológico, restaurante na empresa, transporte por fretamento, como também acompanhamento psicológico, de serviço social e fisioterapia. Também são e serão contemplados por ações sociais realizadas internamente, como o Programa de Humanização na Empresa (PHE), que atende a diversas necessidades sociais como valorização profissional, tratamento e acompanhamento psicológico, entre outros. Há também projetos de qualificação de profissionais, para colaboradores, seus familiares e comunidade, em parceria com instituições.

Liderança da marca Caio no mercado de ônibus urbanos

A paixão por ônibus está no DNA da marca e, por mais um ano, se reflete nos números de mercado. A Caio encerra o ano de 2020 com cerca de 40% de share na venda de ônibus urbanos no Brasil, mantendo a liderança nesse segmento. Desde seu nascimento, a marca mantém o título de líder na produção de urbanos no país.

Em um ano difícil, principalmente para o segmento de ônibus, essa conquista é força motriz para que a marca continue a oferecer ao mercado produtos inovadores que vão além do transporte coletivo de passageiros.

Seu completo portfólio de produtos abrange modelos urbanos (padrón e articulados), mídis, micros e minis. O Apache VIP, que completa 20 anos em 2021, está em sua quarta geração e é o ônibus urbano recordista de vendas no país, conhecido por sua eficiência operacional e facilidade de manutenção. Também faz parte do portfólio da marca, veículos especiais para atender à demanda de grandes centros urbanos. Veículos híbridos e os 100% elétricos, com baixa e zero emissão de poluentes, respectivamente e também os utilizados em sistema trólebus, completam o mix de produtos.

A primeira fabricante de carrocerias do Brasil a conquistar o certificado ISO 9001, e mantida até os dias atuais, demonstra a perene preocupação pela qualidade de seus produtos e processos. Isso se reflete no relacionamento da Caio com seus clientes, que podem contar com uma equipe de representantes de vendas com vasta experiência e know how. Além disso, têm à disposição uma equipe de assistência técnica ágil e eficiente. A Caio também oferece o serviço de reposição de peças, que possui uma equipe capacitada e, para melhor atendimento, contempla uma rede de representantes em vários pontos do país.

A inovação da marca em 2020 foi marcada pelo lançamento do conjunto de itens de biossegurança Caio Protect, composto por itens de proteção para motorista, cobrador e passageiros, priorizando o combate a vírus e bactérias, devido à situação de pandemia. O Caio Protect possui excelente custo-benefício e facilidade de instalação em veículos zero km e nos já em operação. É o resultado de parcerias com universidades e startups, que aliadas à Caio, comprovaram que o modal ônibus é um ambiente seguro biologicamente.

Para 2021, a palavra é confiança de que dias melhores virão. De que a economia volte a crescer e que todos os segmentos, inclusive o de transporte, tenha força e incentivos para evoluir.

A Caio marca vidas e histórias. Caio, a marca que move o transporte de passageiros. Há 75 anos, com nossos, passageiros, fornecedores … com você. Em todos os momentos.

Um resumo dos 74 anos da Caio

Fábrica na Rua Guaiaúna, em 1952

 

Dezembro de 1945: O contrato de oficialização de abertura da encarroçadora Caio – Companhia Americana Industrial de Ônibus é assinado por dois entusiastas e empreendedores que, em janeiro de 1946, iniciam as operações da empresa com a produção do primeiro ônibus: a Jardineira.

Jardineira, o primeiro modelo de carroceria produzido pela Caio, em 1946

Na década de 50, a Caio foi a pioneira na produção de ônibus movido por tração elétrica (trólebrus), micro-ônibus e ônibus articulado.  Em 1957, a empresa revolucionou a construção de carrocerias, substituindo a madeira por estrutura inteiramente metálica. Mais tarde, houve substituição das chapas de aço comum por galvanizadas, depois por duralumínio.

Estruturas metálicas – 1952

Em 1964, a Caio era a maior fábrica de carrocerias do país, tendo fabricado mais de 10.000 ônibus desde sua fundação e já com capacidade produtiva de 150 unidades mensais. Produzia carrocerias urbanas, rodoviárias e de turismo, com motor traseiro, além de modelos do tipo lotação.

Década de 70. Nessa época, a Caio incorporou na estrutura das carrocerias, o uso de peças de fibra de vidro. O material fez uma nova revolução na produção de ônibus.

A fibra de vidro e o plástico tornaram os veículos mais leves; o piso também sofreu várias mudanças no decorrer dos anos: de assoalho de madeira pesada para compensado e mais tarde, alumínio. Todo o processo de pintura era feito à mão, as colunas de ônibus eram estampadas, o piso de chapa lavrada era rebitado e a lateral não era colada.

Nos anos 80, os chassis eram mais adequados para ônibus, não necessitando mais adaptações e improvisações para montar as carrocerias.

Nos anos 90, a Caio participou dos programas federais de modernização dos trólebus e das carrocerias urbanas, que deram origem ao projeto padron, com iniciativas que definiriam as normas técnicas básicas e de dimensionais, que passariam a ser atendidas pelo transporte urbano de passageiros.

Em 25 janeiro de 2001, a Caio é assumida por um novo grupo, com forte atuação no mercado de transportes da cidade de São Paulo. O primeiro produto lançado, ainda no primeiro trimestre de 2001, foi o Apache Vip, ônibus urbano para chassis com motor dianteiro. Nessa década, também ocorreram outros investimentos, surgindo o Grupo Caio Induscar.

Caio Apache VIP – Geração 1

Caio_Apache VIP – Geração 2

Caio_Apache VIP – Geração 3

Caio_Apache VIP – Geração 4

Apache S21

Apache S22

Vitórias, desafios e muitas histórias para contar fazem parte da Caio, que vem cumprindo a missão de trabalhar em prol da mobilidade inteligente, facilitando a locomoção de milhões de pessoas do Brasil e do mundo. Que venham os próximos 75 anos.

MAIS FOTOS DOS 75 ANOS DA CAIO

Papa-filas, 1954

Caio Jaraguá

Caio Bossa Nova

Caio Carolina

Caio Millennium

Caio F2400 urbano

Caio F2400 – facelift 202

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

  1. faltou o modelo Bela Vista…o Alpha

  2. Armando disse:

    Coloquem mais fotos de ônibus bonitos(ou seja até os anos 90) e não essas coisas feias “de agora”

  3. Fabio Almeida disse:

    Belo registro e uma história de respeito. Faltou umas fotos dos Gabriela, Amélia e Vitória

Deixe uma resposta para Armando Cancelar resposta