Futura secretária de Transportes do Rio condiciona reajuste de tarifa a diagnóstico do setor

Foto: Lucas Nogueira da Silveira / Ônibus Brasil

O ano excepcional com pandemia e a queda de demanda e de oferta são fatores que precisam ser ponderados, segundo Maína Celidônio

ALEXANDRE PELEGI

A futura secretária dos Transportes da cidade do Rio de Janeiro, Maína Celidônio, assume sem planos imediatos para aumentar a tarifa do transporte coletivo.

Em entrevista ao jornal O Globo, ela afirmou que é preciso antes de tudo fazer um diagnóstico preciso do setor.

Fatores como o ano excepcional com pandemia e a queda de demanda e de oferta precisam ser analisados antes de se pensar em reajuste da tarifa, disse a economista.

Ela afirmou que pretende estudar a qualidade dos serviços prestados à população, além de outros fatores como o sumiço das linhas.

No entanto, Maína Celidônio não descarta negociar com as empresas de transporte, mas sempre levando em conta a situação da população.

Na opinião da futura secretária, há problemas dos dois lados e o município tem de atuar como poder moderador, e desta forma garantir boas condições tanto para as empresas como para os usuários.

Quanto ao BRT, que vem passando por seguidas crises, que envolvem desde as condições dos ônibus até a superlotação, ela promete como uma das primeiras ações a reabertura de sete estações das 56 que estão atualmente fechadas até o começo de fevereiro.

Para enfrentar a superlotação no sistema BRT, Maína Celidônio disse que a prefeitura vai tentar escalonar os horários de abertura das empresas, diluindo assim a aglomeração nos horários de pico.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Marcelo Leta disse:

    Tarifa tem que ser justa para os dois lados. Empresas e usuários. O que não dá é para que o Rio continue com o pior serviço de ônibus do Brasil com sumiço de linhas, onibus ultrapassados, sucateados e velhos, pessimo serviço por parte dos motoristas, etc. São Paulo, apesar de não ser um modelo perfeito é um exemplo do mínimo que o transporte urbano no Rio precisa buscar, tanto em ônibus, quanto em trens e metrô. O Rio não deveria depositar todas as suas fichas no BRT e colocar ônibus articulados de maior capacidade em toda a cidade (com embarque e desembarque em ambos os lados dos veiculos) assim como fazem as principais cidades brasileiras
    .

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