Japão quer eliminar veículos a gasolina até meados da década de 2030

Primeiro-ministro Yoshihide Suga prometeu em outubro atingir emissões líquidas de carbono zero em 30 anos. Foto: Agências internacionais

Meta inclui a substituição por veículos elétricos, híbridos e de célula de combustível

ALEXANDRE PELEGI

O Japão traçou uma “estratégia de crescimento verde”, que foi anunciada nesta sexta-feira, 25 de dezembro de 2020. Ela inclui a meta de substituir novos veículos movidos a gasolina por carros elétricos até meados da década de 2030.

O objetivo é atingir emissões líquidas de carbono zero e gerar quase US$ 2 trilhões (R$ 10,4 trilhões) por ano em crescimento sustentável até o ano 2050.

A meta inclui veículos híbridos e veículos de célula de combustível.

Para isso, o Japão trabalhará para reduzir o custo das baterias, componentes-chave de um veículo elétrico, para 10.000 ienes (US$ 97, cerca de R$ 506) ou menos por quilowatt-hora até 2030.

Outro objetivo é trocar os combustíveis das embarcações marítimas por outras mais limpas, como o hidrogênio e a amônia, até 2050.

Além disso, todas as novas casas e edifícios deverão ser construídos com tecnologia de emissão zero até 2030.

Como consequência da eletrificação dos setores industrial, de transporte e doméstico, a demanda de eletricidade do Japão deve aumentar de 30% a 50% dos níveis atuais até 2050.

Assim, o país pretende expandir as energias renováveis ​​tanto quanto possível até este ano, com a meta de referência de fontes de energia renováveis ​​respondendo por 50% a 60% do fornecimento de energia do país até 2050, contra 18% no exercício encerrado em março de 2020.

Outro objetivo da “estratégia verde” é aumentar o consumo de hidrogênio em áreas como geração de energia e transporte para 3 milhões de toneladas até 2030 e para cerca de 20 milhões de toneladas até 2050. Isso é muito mais do que as 200 toneladas consumidas em 2017.

O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, prometeu em um discurso político em outubro atingir emissões líquidas de carbono zero em 30 anos. “Enquanto o mundo enfrenta um desafio ambiental, o investimento verde é uma oportunidade de crescimento, não um fardo”, disse ele.

A estratégia identificou 14 setores, como eólica offshore, hidrogênio e amônia combustível, e um roteiro para cada setor. No caso da energia eólica offshore a meta de instalação é de 45 gigawatts até 2040.

O governo também fornecerá incentivos fiscais e outros apoios para encorajar o investimento em tecnologia sustentável, e projeta um crescimento anual de US$ 870 bilhões até 2030 e US$ 1,8 trilhão até 2050.

O governo oferecerá incentivos fiscais e apoio financeiro às empresas, como um fundo verde de US$ 19 bilhões.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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