Termina a greve do transporte coletivo em Goiânia e Região Metropolitana após acordo
Publicado em: 20 de dezembro de 2020
Sistema volta a operar normalmente a partir desta segunda (21), mas déficit do sistema será discutido somente em 2021 com a nova gestão municipal
ALEXANDRE PELEGI
Comunicado da Assessoria do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo e Passageiros de Goiânia e Região Metropolitana (SET) acaba de comunicar que chegou ao fim a greve da Rede Metropolitana do Transporte Coletivo (RMTC).
A paralisação, que começou neste sábado (19), foi encerrada após a garantia dos pagamentos em atraso feita pelas empresas Cootego, HP Transportes, Rápido Araguaia e Viação Reunidas.
Os funcionários aceitaram a proposta que contempla o pagamento do 13º salário em até 4 parcelas.
Quanto aos salários do mês de novembro, ainda em aberto, estes serão quitados ainda no decorrer desta semana.
Já o pagamento de dezembro com vencimento em janeiro, será pago no decorrer do mês de janeiro de 2021.
O presidente do SET, Adriano Oliveira, afirmou após a reunião: “Conseguimos chegar a um acordo, mais uma vez por esforço das concessionárias do sistema, para que a população não fique sem transporte neste final de ano. As empresas vão manter a priorização para o pagamento dos funcionários, com isso, tendo que sacrificar outros pagamentos de insumos e fornecedores, até mesmo de óleo diesel, exigindo que elas montem uma operação emergencial nos próximos dias, até que seja dada uma solução para a grave crise que assola o setor, não somente na região metropolitana de Goiânia, mas em todo o Brasil”.
As negociações foram feitas diretamente com os funcionários das empresas, “os reais articuladores e responsáveis desta paralisação”, afirma a nota do SET.
A proposta aceita foi a mesma que foi apresentada ao SindColetivo quando foi negada pelo sindicato há cerca uma semana, “o que demonstra que os funcionários não veem neste sindicato a representação da categoria“, diz a nota do SET.
Ao final do encontro de hoje ficou acordado ainda que as empresas colocariam os ônibus nas ruas nesta segunda-feira (21), e uma nova rodada de negociações teria início com a nova gestão municipal de Goiânia e municípios da região metropolitana a partir de 1º de janeiro de 2021.
O tema: o déficit do sistema de transporte acumulado desde abril de 2020 por causa da forte queda da demanda provocada pela pandemia de COVID-19.
Veja nota da CMTC, que gerencia o sistema:
Nota à imprensa
A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos- CMTC- como órgão gestor do sistema de transporte público coletivo- realizou no fim de semana varias reuniões com representantes da Prefeitura de Goiânia e das empresas que operam o transporte público coletivo em Goiânia e região metropolitana, visando solução à crise instalada no serviço e que provocou, neste fim de semana, a paralisação do serviço por parte de motoristas, funcionários de garagens e do administrativo de quatro empresas concessionárias. Participaram das tratativas o presidente da CMTC, Benjamin Kennedy Machado da Costa, o diretor Técnico da CMTC Murilo Ulhôa, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), Adriano Oliveira e representantes das operadoras.
A CMTC levou a proposta da prefeitura de Goiânia de repassar aproximadamente R$ 1,8 milhão às empresas sendo esse aporte financeiro valendo a partir deste mês de dezembro, para os meses seguintes (janeiro a junho) a próxima administração faria o repasse de uma parcela do déficit operacional mensal das empresas, déficit esse que tem valores variados. A nova administração aceitou fazer o repasse mas não houve acordo por parte das empresas, elas entendem que a atual gestão deve também assumir o custo do déficit acumulado desde abril de 2020. Ao final da reunião de hoje (20) ficou acertado que as empresas buscariam meios para que o serviço de transporte volte a operar amanhã sem prejuízo ao usuário, e uma nova rodada de negociações será iniciada com a nova gestão municipal de Goiânia e demais municípios a partir de 1º de janeiro de 2021.
Assessoria de imprensa CMTC
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



CMTC nunca funcionou nem mesmo em São Paulo , onde foi privatizada a mais de 15anos, então é hora de privatizar também em Goiânia e região metropolitana , só assim será resolvido essas pendências e impasses nas empresas prestadoras de serviços de transportes de massas . O IDEAL mesmo seria uma obra de metrô subterrâneo na região de Goiânia e cidades adjacentes , aí sim resolveria definitivamente o problema dos transportes coletivos em Goiânia .