Greve de rodoviários continua em Foz do Iguaçu, e Consórcio Sorriso quer fim de cobradores
Publicado em: 16 de dezembro de 2020
Encerramento da paralisação está condicionado à aprovação pela Câmara de um projeto da Prefeitura de crédito para pagamento dos atrasados dos funcionários
ALEXANDRE PELEGI
A greve do transporte público de Foz do Iguaçu entrou em seu segundo dia nesta quarta-feira, 16 de dezembro de 2020, e para que ela possa terminar depende de um gesto da Câmara Municipal.
Isso porque está para votação dos vereadores um pedido de auxílio emergencial de aproximadamente R$ 800 mil enviado pela prefeitura para quitar os salários atrasados e o 13º salário dos empregados do Consórcio Sorriso.
As empresas alegam dificuldades financeiras diante da queda brusca da demanda após a pandemia. A prefeitura decretou a intervenção no Consórcio há duas semanas, pelo prazo de seis meses.
Durante a paralisação, os ônibus estão circulando apenas nos horários de pico, por volta do horário de almoço e no fim da tarde.
Por outro lado, com a chegada da data da revisão do contrato de concessão, as empresas que compõem o Consórcio – Viação Cidade Verde e Vale do Iguaçu – encaminharam à prefeitura pedido de reajuste tarifário da ordem de 1,7%, o que corresponde ao período inflacionário de agosto de 2019 a agosto de 2020.
Desta forma, a tarifa passaria a R$ 4,15.
Além do reajuste, o Consórcio alega que consegue reduzir a tarifa em até 13% com a extinção do cargo de cobrador, ou seja, se a proposta for aceita pelo Município, o valor cai para R$ 3,60.
O problema é que uma das pautas do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (Sitrofi), além dos salários e cestas básicas atrasadas, é a contratação de cobradores em linhas de maior movimento e a volta do pagamento da passagem em dinheiro, proibido na pandemia do novo coronavírus.
As empresas, por seu lado, afirmam que com a extinção do pagamento em dinheiro, apenas com o uso da bilhetagem eletrônica durante a pandemia, ficou evidenciado que a operação pode funcionar desta forma.
“Como se sabe, há diversos benefícios decorrentes da redução do dinheiro embarcado nos veículos de transporte coletivo e da implantação de cartões eletrônicos, a exemplo da inibição de evasão de receitas, combate de fraudes, redução de assaltos, mais agilidade no embarque de passageiros, reduzindo-se filas e contribuindo para a pontualidade dos veículos, melhoria na gestão da demanda de passageiros transportados, dentro outros”, argumenta a empresa no documento encaminhado à prefeitura.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


