Prefeitos recebem com “perplexidade” veto de Bolsonaro a auxílio de R$ 4 bilhões para socorrer transporte público

Presidente Jair Bolsonaro e ministro Paulo Guedes em cerimônia no Palácio do Planalto em 2019. Foto Arquivo Agência EBC

Segundo Frente Nacional de Prefeitos, possibilidade de colapso dos sistemas será desafio nos primeiros meses das próximas gestões. Presidente seguiu manifestação do ministro de Economia, Paulo Guedes

ADAMO BAZANI

Os prefeitos de todo o país reagiram mal ao veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei (PL) 3364/20 do deputado Fabio Schiochet que propôs um auxílio emergencial de R$ 4 bilhões para sistemas de transportes em cidades acima de 200 mil habitantes.

Segundo a FNP (Frente Nacional de Prefeitos), os chefes dos executivos municipais receberam com perplexidade a decisão.

Como mostrou o Diário do Transporte, o presidente seguiu parecer da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, e não aprovou a proposta.

Por causa da pandemia, em alguns meses, as linhas de ônibus, trens e metrô em todo o País chegaram a registrar queda de demanda de até 90%

Com o veto de Guedes e Bolsonaro, medidas como congelamento de tarifas, manutenção de emprego dos profissionais dos transportes, revisão de contratos com as empresas de ônibus, modernização de bilhetagem eletrônica e implantação de ônibus menos poluentes ficam inviabilizadas em curto prazo nas cidades que seriam beneficiadas com o auxílio.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/12/10/bolsonaro-veta-o-socorro-de-r-4-bilhoes-para-os-transportes-publicos-e-preocupa-setor/

Segundo carta aberta da FNP, houve “intensa negociação desse projeto emergencial, envolvendo União, parlamentares, estados e municípios, se arrastou por longos oito meses, justamente pela morosidade que o governo federal imprimiu ao processo. E, agora, alega na justificativa do veto que a Lei “poderia ultrapassar o período de calamidade”.

Ainda de acordo com os prefeitos, o auxílio não seria uma solução estruturante, mas evitaria um colapso dos serviços que são essenciais, o que vai significar um desafio para o início das próximas gestões que se iniciam em janeiro de 2021, seja para novos eleitos ou para reeleitos.

“O veto ao auxílio emergencial trará ainda mais dificuldades ao setor que já enfrentava uma grave crise. Situação que se tornou ainda mais devastadora com a pandemia. Somente o sistema de transporte por ônibus atende mais de 40 milhões de pessoas/dia no Brasil, especialmente nas médias e grandes cidades e é fundamental para a economia. Por isso, seu iminente colapso é um desafio a ser enfrentado pelos eleitos e reeleitos já nos primeiros dias de governo, quando contratualmente as tarifas deverão ser revistas e, eventualmente, reajustadas.”

Os prefeitos pedem ao Congresso a derrubada do veto.

Veja na íntegra:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. JOSÉ LUIZ VILLAR COEDO disse:

    O sr. Arcebispo de Aparecida – SP tem razão mesmo ! Em duas ocasiões importantes, em 2.019, no Domingo de Ramos e na Festa Solene da Padroeira, detonou sem papas na lingua ! essa “direita” patética e toxica ! Realmente… Essa “direita” GOSPEL FARISAICA é má! Cruel e mesquinha! Alguém…por favor… fala pro “EBENÉZER SCROOGE ” que o POVÃO É QUEM USA OS TRANSPORTES PÚBLICOS E TBM DE VEZ EM QUANDO…OS TRANSPORTES PÚBLICOS RODOVIÁRIOS! (ÔNIBUS RODOVIÁRIOS) ! E NAO OS NEFASTOS E VICIADOS E ACOMODADOS EMPRESÁRIOS DESSES SISTEMAS E NEM OS DESAFETOS POLÍTICOS DO JAIR “EBENÉZER SCROOGE” MESSIAS BOLSONARO! TÁ OK! Aproveita e falem pra esse SCROOGE dos Infernos… que o Adolf Hitler, Benito Mussolini e Hideki Tojo mandam LEMBRANÇAS E UM ABRAÇO diretamente de lã…do Inferno! Bolsonaro mesquinho! Politiqueiro e nojento! Fora Bolsonaro! Fora Doria! Lula preso ja!

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