Greve de ônibus é encerrada no Rio de Janeiro após TRE-RJ acionar Polícia Federal

Greve de ônibus nas viações Redentor e Futuro, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2020. Foto: Reprodução.

Tribunal considerou paralisação ilegal por representar impedimento às eleições

JESSICA MARQUES

A greve de ônibus nas viações Redentor e Futuro, no Rio de Janeiro, foi encerrada na tarde deste domingo, 29 de janeiro de 2020. Os rodoviários cruzaram os braços desde o início do dia.

A Polícia Federal foi acionada pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) para intervir e a operação foi normalizada no fim da manhã.

Segundo o Tribunal, a “paralisação é ilegal e representa grave impedimento e embaraço às eleições”.

A paralisação dos rodoviários é contra o parcelamento do 13º salário e de atrasos no recolhimento do FGTS e INSS.

Confira as notas do Ônibus e o do Consórcio Transcarioca, onde as duas viações atuam, enviadas ao Diário do Transporte:

NOTA DO RIO ÔNIBUS

O Rio Ônibus informa que a paralisação de rodoviários que vem impedindo a operação das viações Redentor e Futuro na manhã deste domingo é um movimento isolado e pontual, e que não tem causado impacto sobre as atividades das demais empresas que circulam na capital fluminense.

É importante destacar que o movimento, além de ilegal – como já declarado pelo TRE-RJ -, não conta com o apoio do sindicato da categoria, que vinha negociando com as empresas o parcelamento do 13º salário, inclusive com a intermediação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

As dificuldades enfrentadas pelas empresas são consequência do colapso econômico-financeiro enfrentado pelo setor, e que vem sendo exposto publicamente há tempos. O congelamento da tarifa há aproximadamente dois anos e a concessão de gratuidades sem fontes de custeio são apenas duas entre as muitas causas da mais grave crise que atinge o transporte por ônibus no Município do Rio.

O Rio Ônibus entende as demandas dos rodoviários e valoriza o papel da categoria na rotina de milhões de passageiros, mas apela para que as negociações sejam retomadas e que a paralisação nas viações Redentor e Futuro seja interrompida imediatamente, para que os eleitores das regiões impactadas possam exercer o direito ao voto neste domingo de segundo turno das eleições municipais. 

NOTA DO CONSÓRCIO TRANSCARIOCA

O Consórcio Transcarioca informa que rodoviários das viações Redentor e Futuro decidiram paralisar as atividades na madrugada deste domingo, o que vem impedindo a saída de ônibus das garagens. O movimento tem impacto nas regiões de Jacarepaguá e Barra, incluindo localidades como Rio das Pedras, Cidade de Deus, entre outras. 

As empresas vinham negociando o parcelamento do 13º salário, inclusive com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), e foram surpreendidas com a paralisação neste domingo de segundo turno de eleição no Município do Rio.

A dificuldade das empresas de ônibus vem sendo anunciada publicamente há tempos, sendo consequência da mais grave crise já enfrentada pelo setor no Município do Rio.

O congelamento da tarifa há quase dois anos e a concessão de gratuidades sem fonte de custeio são algumas das causas do colapso econômico-financeiro que vem atingindo as empresas que circulam na capital, impactadas por uma brutal queda de receita que ainda vem sendo agravada pela pandemia.

O Consórcio Transcarioca reitera seu respeito pelos rodoviários, mas faz um apelo aos profissionais para que as negociações sejam retomadas imediatamente e possam evitar que a paralisação neste domingo prejudique milhares de usuários eleitores que utilizarão o transporte público por ônibus para exercer o democrático direito ao voto.   

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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