Greve teve início na manhã desta segunda (16) e frota está completamente paralisada
JESSICA MARQUES
Os motoristas e demais funcionários da Viação Litoral Sul, que opera o transporte coletivo urbano de Itanhaém, no litoral paulista, estão em greve desde as primeiras horas desta segunda-feira, 16 de novembro de 2020.
A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região, em nota ao Diário do Transporte. Segundo a categoria, a paralisação está sendo realizada por conta de atrasos nos salários, na cesta-básica, no vale-refeição, no plano de saúde e nos depósitos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
“O pessoal está 100% parado, a diretoria do sindicato mantém o jurídico de plantão para eventualidades e aguarda liminar da Justiça do Trabalho sobre número mínimo de veículos em circulação”, detalhou o sindicato.
Em nota, o presidente do sindicato, Valdir de Souza Pestana, afirmou que publicou um edital na quarta-feira (11), avisando aos usuários e autoridades sobre a greve.
Além disso, o sindicato informou também que a diretoria que representa os trabalhadores esteve terça-feira (10) na cidade e está, nesta segunda-feira, “organizando a categoria, conversando com a direção da empresa e com o prefeito Marco Aurélio Gomes”.
A empresa opera há 27 anos e 11 meses no município. Segundo Pestana, o prefeito exigirá o reaproveitamento dos trabalhadores em caso de revogação do contrato e engajamento de nova empresa.
Em nota, a Prefeitura de Itanhaém informou que “entrará nas próximas horas com pedido de liminar para que empresa Litoral Sul Transporte restabeleça o serviço prestado à população, mas estranha de a empresa não ter se manifestado também com pedido de liminar para que os serviços não sejam paralisados integralmente. Da mesma forma, esclarece que está avançando para a rescisão contratual em virtude dos constantes prejuízos causados à população“.
A Litoral Sul opera com 45 veículos em 25 linhas, com 150 funcionários, sendo 110 motoristas, 32 na manutenção e oito no escritório. Segundo o sindicato, esta é a quinta greve desde 2019, sendo todas realizadas por atraso no pagamento.
Jessica Marques para o Diário do Transporte
