BRT Rio diz ter prejuízo de R$ 155 milhões e que vive ‘pior momento de sua história’
Publicado em: 6 de novembro de 2020
Ainda de acordo com a operadora, desde o início da pandemia sistema já demitiu 700 funcionários e que 1/3 da frota está quebrado
ALEXANDRE PELEGI
O sistema BRT Rio divulgou comunicado afirmando atravessar a sua pior crise da história.
O diretor de Relações Institucionais do BRT Rio, Bernard Fonseca, afirmou ao Diário do Transporte que a situação é de extrema dificuldade.
“Vivemos um colapso econômico e financeiro que já vem sendo construído com o congelamento da tarifa há dois anos, e uma política de gratuidade que precisa ser revista, que muitas vezes tem seu custo assumido pelas empresas de ônibus, o que é insustentável”, afirmou Bernard.
O diretor ressalta que com a pandemia o cenário se agravou muito: de março a outubro deste ano o BRT Rio teve perdas de receitas de R$ 155 milhões. Nos três primeiros meses da pandemia o sistema registrou 75% a menos de passageiros, queda que hoje está em 42%.
Obviamente, afirma o diretor do BRT Rio, a perda de receita no período de março a outubro foi tão grande que hoje estes recursos têm faltado para a compra e combustível, para a manutenção da frota e até mesmo o pagamento dos colaboradores.
Sem recursos, o BRT não consegue fazer novos investimentos. Desde 2016 não é feita a compra de novos articulados.
Desde o início da pandemia, o BRT Rio alega que precisou demitir 700 funcionários, o que impactou na vida de cerca de 2 mil pessoas e no emprego indireto de outras 2.800 pessoas.
“Lembramos que já teremos a primeira parcela do décimo terceiro para fazer frente nos próximos dias. Temos sofrido muito também com a péssima qualidade das pistas”, prosseguiu Bernard Fonseca.
Ouça:
As péssimas condições das pistas, principalmente no corredor Transoeste, acarretam constantes quebras dos articulados. Hoje, 1/3 da frota está quebrada por esse motivo, afetando 15% das viagens.
Bernard destaca que somente o corredor Transoeste “é responsável por 60% de todos os veículos que sofrem com a péssima qualidade da pavimentação”. E ele completa: “nada tem sido feito para melhorar as condições das pistas”.
O BRT Rio afirma que infelizmente não conta com o suporte da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), que desde março já aplicou aproximadamente 4.200 multas sem qualquer proposta de ajuda ou solução para a realidade do setor.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Vejo como alguns passageiros depedram os equipamentos, não pagam passagem e a fiscalização não coíbe por temer represália das pessoas que são para-bandidos. Precisa o Governo, fiscalizar e cobrar das pessoas físicas o valor dos reparos, mesmo q eles fiquem a vida toda pagando, enjaulá-las não paga conserto.