Ministro do Ambiente de Portugal diz desconhecer caso de transmissão de Covid-19 no transporte público

Ônibus da STCP (Porto). Ministro afirmou que atualmente algumas linhas de ônibus nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto têm de ser reforçadas

Em audiência no Parlamento nesta segunda-feira, ministro assegurou que será apresentado um plano de reforço dos transportes nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto

ALEXANDRE PELEGI

Dizendo desconhecer ao menos um caso comprovado em Portugal de transmissão da covid-19 no transporte coletivo, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, adiantou nesta segunda-feira, 02 de novembro de 2020, em audiência no Parlamento do país, que muito em breve será apresentado um plano para reforçar a oferta nos transportes públicos nas duas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

O ministro assegurou que “a utilização do transporte coletivo, feito com máscara, com a higiene respiratória necessária e com as regras que conhecemos é segura“.

Não conheço nenhum caso. Não quer dizer que não há, mas não é conhecido nenhum e se fossem muitos alguns conheceriam“, ressaltou o dirigente.

As informações são do Jornal de Negócios, de Portugal.

Quanto às empresas geridas pelo Ministério do Ambiente, Matos Fernandes salientou que a oferta dos metrôs de Lisboa e Porto variou, em setembro, entre menos 4% e 1%, enquanto a procura nos dias melhores só caiu 40%.

O que temos é por vezes, não é todos os dias, dois ou três comboios [trens] da parte da manhã onde o valor dos dois terços é marginalmente ultrapassado“, referiu Matos Fernandes, admitindo que na Área Metropolitana do Porto algumas linhas da STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) têm de ser reforçadas, e o mesmo acontece na Área Metropolitana de Lisboa, particularmente na linha de Sintra.

Muito em breve haverá medidas de reforço“, garantiu, assegurando que “nos metrôs não conheço nenhum caso de sobrelotação, há é de maior lotação“.

O orçamento do Ministério do Ambiente prevê 138 milhões de euros (cerca de 920 milhões de reais) para o programa de apoio à redução tarifária (PART) no transporte público. A estes, serão acrescentados mais 60 milhões, que podem chegar a 90 milhões, que dependerá da evolução da procura.

Já para o Protrans, um programa destinado a reforçar a oferta de transporte público nos territórios de baixa densidade, estão previstos para 2021 os mesmos 15 milhões de euros (cerca de 100 milhões de reais) já aprovados para 2020, informa o Jornal de Negócios.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta