CCR Mobilidade começa a recuperar passageiros, mas queda acumulada é de 46,5%

Percentual de usuários em metrô, VLT e barcas é o maior desde o início da pandemia no Brasil, mais ainda está bem reduzido em relação aos dias sem Covid-19

ADAMO BAZANI

A abertura gradual da economia começa a refletir positivamente na demanda de passageiros de ônibus, trens, metrô, VLTs e barcas, mas abaixo do que o setor planejava para o mês de outubro no contexto da pandemia de Covid-19.

Um dos maiores operadores de concessões de mobilidade do País, o Grupo CCR, divulgou no final da última semana o seu balanço de desempenho que mostrou que a recuperação está ocorrendo, mas em ritmo lento.

De acordo com o boletim aos investidores, nas semanas de 16 a 22 de outubro e de 23 a 29 de outubro, a queda de demanda de passageiros das concessões de mobilidade do grupo foi de 49% em relação às mesmas semanas de 2019.

Parece muito, e é. Mas também, destacando as aspas “é um sinal positivo”.

Em abril, no auge da pandemia e torcendo para que não haja uma chamada segunda onda da doença, a queda na demanda das concessões da CCR foi de 77% na área de mobilidade. Em maio, foi de 76% e, em junho, de 66%.

A concessão de aeroporto do Grupo CCR é ainda o que está mais sentindo os efeitos econômicos da pandemia.

Na semana de 23 a 29 de outubro, a queda da demanda foi de 67% e de 16 a 22 de outubro, o total de passageiros foi 68% menor que em igual período de 2019. Os números não são bons, mas melhores que as quedas de demanda de 97% em abril, 96% em maio e 93% em junho, em outras palavras, quase sem passageiros.

Na comparação entre 01º de janeiro a 29 de outubro deste ano com o mesmo período do ano passado, a queda nas concessões de mobilidade da CCR foi de 46,5%. Já em relação à concessão de aeroporto, a queda acumulada de demanda de passageiros é de 62,5%

Na área de mobilidade, a CCR controla (de forma única ou associada) a ViaQuatro – Linha 4 do metrô de São Paulo, ViaMobilidade – Linha 5 Lilás de Metrô de São Paulo.

O monotrilho da linha 15-Prata de São Paulo ainda não foi assumido pelo grupo por determinação judicial e o monotrilho da linha 17 ainda não está pronto, apesar das obras desde 2010/11.  Nestes empreendimentos em São Paulo, é sócio minoritário da CCR o Grupo RuasInvest, liderado pela família Ruas que controla parte da frota dos ônibus municipais da capital paulista e possui empreendimentos como a Otima (mobiliário urbano), Banco Luso Brasileiro, as empresas de ônibus rodoviários Ultra e Rápido Brasil, que ligam a capital ao litoral paulista, e as fabricantes de carrocerias de ônibus Caio (urbanos) e Busscar (rodoviários).

A CCR também participa no Estado do Rio de Janeiro de Barcas S.A. do Rio – Transportes Marítimos e o VLT Carioca.

Já na Bahia, a CCR é a concessionária responsável pela construção e operação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro Freitas.

No setor aeroportuário a CCR pela BH Airport, possui 38,25% da concessão do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte.

RODOVIAS “RECUPERADAS”

Em volume de veículos, o desempenho das concessões de rodovias do Grupo CCR já está praticamente o mesmo que antes da pandemia em média.

Entre 23 e 29 de agosto de 2020, o volume foi 0,5% maior que na mesma semana de 2019 e, entre os dias 16 e 22 de agosto, a quantidade de veículos foi 1% menor. Mas ainda não dá para falar em tendência, apesar da sinalização positiva.

O auge da queda foi em abril, com volume 33% inferior a abril de 2019.

Individualmente por concessão rodoviária, a CCR registrou quedas acumuladas entre 01º de janeiro e 29 de outubro deste ano com o mesmo período do ano passado que variaram entre 1,8% e 11,6%.

O desempenho das rodovias, em especial no auge da pandemia, só não foi pior por causa do volume de cargas transportadas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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