Requalificação na zona Sul da capital paulista deveria ter sido concluída em 2018. Foram sete aditivos até agora de um contrato assinado em 2016
ADAMO BAZANI
Os projetos executivos e a execução das obras de requalificação da Avenida Santo Amaro e a reforma do Corredor de Ônibus Santo Amaro, no trecho da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek até Avenida dos Bandeirantes, vão ficar R$ 3,9 milhões (R$ 3.976.064,34) mais caros.
A Secretaria de Infraestrutura e Obras publicou oficialmente nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2020, mais um aditamento do contrato em favor do Consórcio Souza Compec / Coplan.
Como já mostrou o Diário do Transporte, esta obra deveria ter sido concluída em 2018 e a contratação ocorreu em 19 de maio de 2016 pelo valor inicial de R$ 58,69 milhões (R$ 58.699.504,35). – Veja abaixo.
Com esse novo aditamento, o sétimo do contrato, de acordo com a publicação oficial desta quinta-feira, o valor do empreendimento passa de R$ 58,6 milhões (R$ 58.699.504,35) para R$ 62,6 milhões (R$ 62.675.568,69).
No despacho, a secretaria destaca que o acréscimo “representa um percentual acumulado de aumento de valor de 6,77% em relação ao valor inicial contratado, respeitando-se o disposto no Acórdão nº 749/2010 – TCU (Tribunal de Contas da União)”.
Ainda de acordo com a publicação, os “recursos adicionais ao contrato serão suportados com recursos do exercício financeiro de 2021 da Operação Urbana Consorciada Faria Lima – OUCFL, e que os recursos já empenhados em 2020 são suficientes, neste momento, para o andamento das obras e serviços, não sendo necessário neste momento o complemento de empenho de recursos financeiros.”
HISTÓRICO DE VÁRIOS ADITIVOS:
O aditamento publicado em 22 de outubro de 2020 é o sétimo desde 2016 e a conclusão das obras que deveria ter ocorrido em 2018 ainda não aconteceu.
O Diário do Transporte mostrou que em 30 de junho de 2020 foi oficializado o sexto aditivo firmado com o consórcio formado pela Souza Compec Engenharia e Construções Ltda e Coplan Construtora Planalto Ltda.
A contratação ocorreu em 19 de maio de 2016 pelo valor inicial de R$ 58,69 milhões (R$ 58.699.504,35). No aditivo de 22 de outubro de 2020, a contração foi reajustada para R$ 62,6 milhões (R$ 62.675.568,69).
No despacho na ocasião, a secretaria de Infraestrutura e Obras destacou que o acréscimo “representa um percentual acumulado de aumento de valor de 6,77% em relação ao valor inicial contratado, respeitando-se o disposto no Acórdão nº 749/2010 – TCU (Tribunal de Contas da União)”.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
