Prefeitura do Rio de Janeiro fiscaliza se BRT segue determinação da justiça e encontra 23 inconformidades
Publicado em: 22 de outubro de 2020
Entretanto, administração municipal diz que já houve melhorias no corredor Transoeste
ADAMO BAZANI
A prefeitura do Rio de Janeiro realizou nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2020, fiscalização no BRT Transoeste, conforme determinação da juíza Fabeliza Gomes Leal, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que obrigou o Consórcio Operacional BRT a regularizar em até 48 horas após a notificação oficial as operações das linhas do sistema.
Como mostrou o Diário do Transporte, a decisão é de 20 de outubro e, além das melhorias no serviço pelo consórcio, determinou a fiscalização por parte da prefeitura.
A magistrada atendeu ação movida pelo Ministério Público do Estado.
Relembre:
Por meio de nota, a prefeitura informou que ao longo da manhã, equipes estiveram em seis estações e terminais: Alvorada, Santa Cruz, Mato Alto, Pingo D´Água, Campo Grande e Terminal Recreio.
De acordo com o comunicado à imprensa, os fiscais notaram melhoria na condição de alguns veículos e encontraram funcionários do BRT atuando em terminais para auxiliar no embarque, mas flagraram 23 inconformidades, como: lotação indevida dos coletivos, mau funcionamento das portas da estação, monitores com informações aos passageiros inoperantes, ausência de marcação no piso da estação, falta de despachante e ausência de vidros, que foi o caso da estação Campo Grande.
Na nota, o secretário municipal de Transportes, Paulo Jobim, disse que os trabalhos são para verificar se houve regularização no atendimento.
“Os fiscais da Secretaria Municipal de Transportes estão atentos, verificando se o BRT Rio está regularizando os itens exigidos pelo Ministério Público, com o objetivo central de atender a população com qualidade e segurança, sem causar qualquer prejuízo aos passageiros que dependem do sistema, tão importante para nossa cidade”
Entre as determinações judiciais estão:
– observar o trajeto, a frota e os horários previstos;
– utilização de veículos em perfeito estado de conservação;
– adequada operação das estações e terminais de ônibus;
– a organização das filas de embarque com auxílio de agentes de plataforma;
– observância das normas de segurança dos usuário;
– manutenção das portas das estações.
Em caso de descumprimento é prevista multa de R$ 20 mil por irregularidade verificada.
O subsecretário de Transportes, Allan Borges, explicou que todos os horários serão verificados, mas haverá atenção especial para os períodos de maior movimento.
“As operações serão frequentes e acontecerão nos horários de maior movimento das estações do BRT, para que possamos avaliar se os serviços estão sendo prestados da maneira que a população precisa e merece, conforme as obrigações previstas e as exigências do Ministério Público”
A fiscalização desta quinta-feira segue no horário de pico da tarde nos terminais Jardim Oceânico e Alvorada, e na estação Salvador Allende, segundo a prefeitura.
Por meio de nota ao Diário do Transporte, o consórcio BRT Rio informou que vai recorrer da decisão e que trabalha para melhoria dos serviços.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

