ENTREVISTA: Arthur do Val pretende revisar contratos de ônibus separando proprietários de garagens e de frotas dos operadores
Publicado em: 16 de outubro de 2020
O deputado e candidato também quer adotar em São Paulo um sistema de vans nos moldes dos aplicativos de transporte individual por carro como Uber e 99
WILLIAN MOREIRA
Em entrevista para o Diário do Transporte, o candidato à prefeitura de São Paulo e deputado estadual, Arthur do Val, que ficou conhecido como “Mamãe Falei” pela atuação em redes sociais, falou sobre seu plano de governo com ações voltadas para a mobilidade urbana. Ele explicou sua ideia quanto aos contratos de prestação de serviços de ônibus da cidade e ao que classificou de “fábrica de multas”, com a proposta de eliminar os “radares pegadinhas”.
Quanto ao transporte coletivo, Arthur do Val disse que fará uma revisão dos contratos das empresas de ônibus que atuam no município.
Segundo o candidato, em vez do modelo atual de contratos, seria feito um desmembramento.
Haveria a divisão entre proprietários dos veículos e das garagens e operadores.
Os donos dos ônibus e imóveis teriam contratos longos e os operadores seriam contratados por dois ou três anos.
Na visão de Arthur, a medida estimularia a concorrência e a melhoria do serviço.
“Nós temos que fazer novos contratos separando o risco de capital do risco de operação, ou seja, um vai ter o risco de capital de comprar os ônibus e as garagens e alugar esses ônibus em um contrato longo de dez a quinze anos. O outro vai ter o risco de operação, portanto, ele não vai ter que comprar os ônibus e vai fazer a operação num contrato curto de dois a três anos, ou seja, vai trazer concorrência do mundo inteiro para as operações aqui em São Paulo. E nenhum dos contratos tem de fazer o que se faz hoje que é travar o progresso”, explicou o candidato.
O deputado e candidato também quer adotar em São Paulo um sistema de vans nos moldes dos aplicativos de transporte individual por carro como Uber e 99.
Estas vans receberiam a permissão de operação na cidade, regulamentadas, e com aplicativos que conectariam o usuário ao prestador do serviço.
“Nós temos que ter aqui concorrência para todos os tipos de aplicativos de mobilidade urbana, seja de transporte individual como Uber, 99 e etc. quanto também de vans, porque não podemos ter vans em São Paulo? Temos de ter vans em São Paulo.”
Ouça:
MAMÃE FALEI QUER ATACAR A “INDUSTRIA DA MULTA”
Para o postulante ao cargo de prefeito, os radares não têm a função de educar e evitar acidentes, mas são apenas um meio acumulativo, multando e arrecadando, o que para Arthur não é considerado saudável em nenhuma cidade do mundo.
Para resolver esta questão, Arthur propõe a substituição destes radares por lombadas eletrônicas que informam a velocidade dos veículos não penalizando condutores que não comentem infrações de maneira intencional.
“Vamos trocar todos os radares por lombadas eletrônicas, o que é uma lombada eletrônica? Ele também mede a velocidade, mas é muito mais visível, ele fica piscando o limite de velocidade e mostra a velocidade que o carro anterior passou, portanto se você está distraído e não está cometendo uma infração de forma dolosa, ou seja, de forma intencional cometendo aquela infração, você automaticamente percebe e você reduz a velocidade, ai sim você está reduzindo acidentes, você está educando”, disse o candidato.
Outro ponto citado pelo candidato é a demora das multas e suas notificações chegarem ao infrator, o que impede recursos e evidenciam seu caráter arrecadatório.
“Isto sem contar, é claro, que as multas não chegam aqui em São Paulo. Você demora mais de 40 dias para receber a notificação da multa, portanto, não tem como você considerar esse sistema, um sistema saudável. Vamos trocar todos os radares por lombadas eletrônicas, reduzindo o numero de multas e aumentando a redução de velocidade dos motoristas distraídos”, concluir Arthur do Val.
Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte



Que vergonha. Só propostas exdrúxulas. Espero que entrevistem um candidato com propostas de verdade.
Um político pior que o outro.