Depois de empresas de ônibus urbanos e rodoviários, agora são fretados que pedem prorrogação da suspensão de parcelas do Finame por causa da crise da Covid-19

Publicado em: 8 de outubro de 2020

Finame é a principal linha de financiamento de veículos pesados – Foto Ilustrativa

Fresp, que reúne as companhias de fretamento de São Paulo, enviou ofício ao BNDES solicitando prorrogação até março de 2021

ADAMO BAZANI

As empresas de ônibus fretados do estado de São Paulo, alegando dificuldades financeiras ainda em decorrência da crise de Covid-19, pediram ao BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social que a suspensão do pagamento das parcelas do Finame (principal linha de financiamento de veículos pesados) seja prorrogada para março de 2021.

A Fresp (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo) enviou ofício ao presidente do banco de fomento, Gustavo Montezano.

Como mostrou o Diário do Transporte, a Fetpesp – Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de São Paulo e a NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos também pediram ao banco prorrogação do prazo.

Relembre;

https://diariodotransporte.com.br/2020/09/22/empresas-de-onibus-pedem-que-bndes-prorrogue-suspensao-para-o-pagamento-de-parcelas-do-finame/

Por causa dos efeitos da pandemia de Covid-19 sobre a economia, o BNDES suspendeu o pagamento destas parcelas entre abril e setembro, com previsão de retomada em outubro, mas as viações ainda registram quedas expressivas no demanda de passageiros.

A Fresp pediu também que “seja autorizada a prorrogação dos prazos contratuais pelo mesmo período, permitindo assim que as empresas de fretamento recuperem sua capacidade de pagamento e possam honrar os compromissos assumidos junto aos agentes financeiros da linha Finame utilizada nos financiamentos de suas frotas”, conforme nota da entidade.

A diretora executiva da entidade, Regina Rocha, disse na mesma nota que os efeitos da pandemia estão durando mais do que o setor previa.

Segundo Regina, o pior quadro é em relação ao fretamento de turismo e o escolar.

“Com o país retomando algumas atividades de maneira progressiva, o fretamento contínuo registrou leve recuperação, mas ainda muito distante do necessário. Já o turismo e o transporte de universitários e escolares não veem nenhuma perspectiva para este ano”, disse.

Já o presidente da Fresp, Milton Zanca, disse que somente com estímulos o setor deve continuar se mantendo até a situação normalizar.

“Ainda seguimos em meio a uma crise sem precedentes. E enquanto a demanda não é retomada, entendemos que essa medida é fundamental para que o mercado de transporte coletivo no Brasil em breve volte a operar na normalidade e contribuir para a geração de emprego, renda e arrecadação de tributos no nosso país”.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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