Pesquisador Mário Custódio conta um pouco desta paixão e ajuda a relembrar momentos dos transportes em diferentes épocas e regiões
ADAMO BAZANI/MARIO CUSTÓDIO
Muito mais que paixão e coleção, as miniaturas podem ser importantes fontes de pesquisa e uma maneira de deixar registros importantes de elementos cujos originais não foram preservados e que há poucos registros fotográficos.
Com a história dos transportes coletivos não é diferente.
Não são raras as vezes que um modelo de ônibus passou com o tempo, ninguém preservou ou restaurou um exemplar, e o veículo ficou apenas na memória.
Ou então, que se tem apenas um ângulo do veículo em poucas fotos e, pela memória e por pesquisas, é possível reconstituir todos os demais ângulos e, assim, eternizar não só design e pintura, mas a contribuição que este ônibus deu para o desenvolvimento dos sistemas de mobilidade.
Na edição deste domingo da coluna “História em Retratos”, do Diário do Transporte, o pesquisador e consultor em transportes, Mario dos Santos Custódio traz cinco miniaturas de sua coleção.
Os modelos são raros e mostram como os veículos desenvolveram em tecnologia, mas que guardam um charme especial que os modelos de hoje não têm.
As miniaturas são artesanais, feitas por diferentes fornecedores.
Prepare-se para embarcar de uma só vez em Ciferal da Auto Viação 1001, GMC Coach da Expresso Brasileiro, Grassi com a pintura da Viação Cometa, Aerobus da argentina Costera Criolla e num Eliziário da Nossa Senhora da Penha.
Mas antes, a mensagem do motorista desta viagem no tempo pelas “pequeninas”:
“Hoje nos deteremos em algo que faz parte do hobby e das pesquisas de diversos colecionadores e pesquisadores históricos do tema ônibus: as miniaturas. No meu caso específico, agrada-me miniaturas de época, representativas das empresas de linha regular que servem ou serviram cidades e bairros, transportando pessoas e bagagens pelos diversos cantos do mundo. Inclusive, é possível reviver modelos de ônibus que nem correram em alguma empresa ou linha, atualizando um fato histórico como se tivesse existido. Como não há espaço para tantas miniaturas, tenho-as em pouca quantidade, todas compradas em diversos momentos, seja diretamente dos miniaturistas, seja em exposições, seja em lojas, sendo que algumas foram doadas pelas próprias companhias de ônibus. Assim, neste primeiro momento selecionei cinco delas, em 10 fotos, de empresas e modelos variados, de miniaturistas diversos, sendo então uma homenagem a estes valorosos fabricantes, que em detalhes inimagináveis trazem à luz, em 3D, modelos que, se hoje são atuais, certamente se tornarão e se tornaram antigos, revelando ainda mais a importância da questão histórica. Para os que gostam, apreciem os modelos, alguns já com desgaste pela ação do tempo.”
Texto inicial: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Mario dos Santos Custódio, pesquisador e consultor em transportes
