Instituições internacionais realizam pesquisa sobre impactos da pandemia nos deslocamentos e transportes

Publicado em: 30 de setembro de 2020

Ônibus urbano e idoso caminhando em calçada em Santo André, na Grande São Paulo. Caminhadas e transportes coletivos estão oferecendo condições adequadas para este público considerado mais vulnerável. Foto: Adamo Bazani

Questionário pode ser respondido de forma on line e resultados podem ajudar em formulação de sugestões para políticas públicas de mobilidade, com foco na região Metropolitana de São Paulo

ADAMO BAZANI

A pandemia de Covid-19 mudou os hábitos das pessoas em diversos aspectos e as formas de como se deslocar estão entre as principais alterações.

Resta saber se estas mudanças são temporárias ou se haverá uma cultura diferente de deslocamento e transportes mesmo quando o novo coronavírus estiver completamente controlado no mundo.

Para tentar entender esta nova realidade, foi lançada uma pesquisa pelo Centro de Excelência BRT+ do Departamento de Transporte e Logística da Escola de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Chile, com apoio do WRI Brasil, instituições internacionais especializadas em mobilidade e planejamento urbano.

Para participar, basta acessar o link:

https://pt.surveymonkey.com/r/HK8JVCL

O trabalho é voltado para a capital paulista e cidades vizinhas e os resultados podem contribuir com sugestões para formulação de políticas públicas.

Uma das preocupações de gestores públicos e operadores privados é quanto ao futuro dos transportes coletivos.

Na capital paulista e cidades vizinhas, em especial nos meses de abril e maio, a demanda de passageiros de ônibus, trólebus, trens, metrô e monotrilho, chegou a cair em torno de 90% em alguns horários e, mesmo com a retomada gradual de algumas atividades, a quantidade de passageiros não alcançou os níveis de antes da pandemia.

Parte dos operadores acredita que a quantidade de passageiros jamais será a mesma. Além do trabalho em casa que deve permanecer em diversas funções, muita gente partiu para o transporte individual. E justamente isso gera preocupação: quais serão os impactos no trânsito, níveis de acidentes e poluição nas cidades com estas mudanças de hábitos?

Especialistas ainda não chegaram a um consenso sobre qual vai ser o tamanho deste impacto, mas apontam soluções que são velhas conhecidas, como a priorização para os ônibus nas cidades em corredores ou faixas, ampliação das redes de trilhos, formas de financiamento extra-tarifários para deixar o transporte público mais atrativo e restrições ao transporte individual.

E a bicicleta vai ganhar mais espaço?

A participação na pesquisa é gratuita, o anonimato é garantido e o tempo para resposta é de aproximadamente 15 minutos.

O link é:

https://pt.surveymonkey.com/r/HK8JVCL

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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