Foz do Iguaçu tem greve de ônibus nesta terça-feira
Publicado em: 8 de setembro de 2020
Ônibus começaram a paralisar por volta de 8h. Categoria fará assembleia às 11h, e prefeitura autoriza circulação de vans
ALEXANDRE PELEGI
O transporte coletivo de Foz do Iguaçu, no Paraná, não está operando nesta terça-feira, 8 de setembro de 2020.
A partir das 8h da manhã os ônibus começaram a parar no Terminal de Transporte Urbano (TTU).
Rodrigo Andrade de Souza, presidente do Sitrofi, informou que a paralisação é resultado do fracasso nas negociações entre a categoria e as empresas do Consórcio Sorriso – Viação Cidade Verde, Expresso Vale do Iguaçu e Transporte Urbano Balan.
A paralisação foi aprovada em assembleia realizada no mês de agosto, e os trabalhadores aguardaram até a noite de sexta-feira, 4, algum avanço nas negociações.
A partir das 11h será realizada uma assembleia que decidirá se os ônibus vão circular no horário de pico, ás 18h.
A prefeitura informou que autorizará a utilização de vans de turismo para suprir a ausência de ônibus nas ruas.
Ainda pela manhã, a prefeitura emitiu nota sobre a paralisação.
Leia a nota na íntegra:
Nota à imprensa – Prefeitura de Foz do Iguaçu:
“É com cautela que recebemos a notícia da paralisação do transporte coletivo prevista para terça-feira (08), supostamente motivada pela não renovação do acordo coletivo de trabalho e pendências de vale alimentação, férias e multa de FGTS.
O Foztrans sempre esteve à disposição para ouvir o Consórcio Sorriso sobre eventuais dificuldades financeiras decorrentes da pandemia do coronavírus, para juntos buscarmos a melhor solução possível. Entretanto, salienta-se que o Município não deve valor algum à concessionária.
Se de fato concretizada, esperamos que a paralisação se dê de forma prudente e pacífica, caso contrário as forças de segurança serão acionadas.
Ao contrário do que difundem nas redes sociais, a Prefeitura não recebeu verba do Governo Federal. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 3364/20, na qual prevê repasses da União para os Municípios, visando ajuda financeira para garantir o serviço de transporte público coletivo de passageiros. O PL ainda depende de análise do Senado Federal e posteriormente, sanção presidencial.
A exemplo de outros municípios brasileiros, no início da pandemia, a Prefeitura realizou a compra antecipada de 376 mil reais em vales transportes, visando possibilitar que o Consórcio organizasse seu fluxo de caixa, para garantir o pagamento de salários e verbas trabalhistas.
Como motivo da greve estão os salários atrasados dos meses de junho, julho e agosto, além da exigência de recontratação de trabalhadores demitidos durante a pandemia, principalmente cobradores. Parte das férias de abril estão atrasadas também, e a categoria aguarda a renovação do acordo coletivo de trabalho (ACT) para os anos 2020 e 2021, ainda pendente.
Atuando com menor número de ônibus desde o início da pandemia de Covid-19, as empresas de ônibus alegam forte queda na receita.
Cerca de 300 funcionários já foram demitidos, e as empresas estão com dificuldades para quitar a multa rescisória, segundo informações do portal H2FOZ.
O Edital de Greve foi publicado no dia 02 de setembro nos jornais locais:
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



