Sistema de ônibus de São Paulo tem 302 casos de funcionários confirmados com Covid-19. Óbitos sobem para 74

Publicado em: 31 de agosto de 2020

O Programa de Construção de Corredores de Ônibus ficou paralisado em 2020,.

Dados da Secretaria de Saúde do Sindimotoristas foram divulgados nesta segunda, 31. Há 819 casos suspeitos

ALEXANDRE PELEGI

O sistema de ônibus de São Paulo tem ao menos 302 funcionários com confirmação de contágio pela Covid-19.

O dado foi divulgado à imprensa nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2020, pelo Sinsmotoristas, sindicato que representa os motoristas, cobradores e demais funcionários dos ônibus da capital paulista.

Ainda de acordo com a entidade sindical, existem ainda 819 casos suspeitos e 74 mortes entre os trabalhadores. São cerca de 40 mil pessoas que trabalham no sistema em diferentes funções diretas.

Na estatística, está incluída a morte do diretor de base da entidade, Manoel Teixeira Neto (Português), que atuava na garagem da Ambiental Transportes.

Como no balanço anterior, divulgado em 18 de agosto, o maior número de mortes foi registrado na zona Leste, de acordo com o sindicado, somando 24, sendo sete na garagem Cidade A.E.Carvalho da Viação Metrópole Paulista,  seis na garagem Imperador da Metrópole Paulista, quatro na garagem Itaim Paulista também da Metrópole Paulista, quatro na Via Sudeste (Leste), dois na Metrópole Paulista no Brás, e um na Ambiental Transportes Urbanos.

Continua sendo também na Zona Leste o maior número de casos confirmados: 92 dos 302.

O Sindimotoristas afirma que “mesmo seguindo todos os protocolos de segurança, com o uso diário de máscara e álcool em gel, os condutores continuam sofrendo maior risco de contágio”.

Com a volta do funcionamento de várias atividades econômicas autorizadas pelo governo estadual e municipal, o transporte público foi afetado com as superlotações. Mesmo que motoristas, cobradores e passageiros se esforcem, manter o distanciamento social dentro dos ônibus ficou praticamente impossível.

Os números por região são absolutos e não levam em consideração a proporcionalidade dos casos em relação à frota e ao número de funcionários.

O secretário de Saúde, Valdemir de Jesus Santos (Mi), mandou um recado para os trabalhadores. “A flexibilização da pandemia não significa baixar a guarda com relação às medidas protetivas. Temos responsabilidade com a nossa vida e de terceiros. Portanto, continue se protegendo. Use máscaras, álcool em gel e lave as mãos sempre que possível”.



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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