ANTT apreende 4 ônibus clandestinos no Triângulo Mineiro

Após a apreensão, os ônibus foram levados para a rodoviária mais próxima, em Uberlândia.

Apreensões ocorreram na noite desta segunda-feira e madrugada de terça, 10 e 11 de agosto, em Uberaba e Prata

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que realiza em todo o país a Operação Pascal de combate ao transporte irregular de ônibus interestaduais, fez uma operação nas cidades mineiras de Uberaba e Prata.

As equipes atuaram na noite de segunda-feira para a madrugada de terça, 10 e 11 de agosto de 2020.

Como resultado da operação, quatro ônibus clandestinos foram apreendidos, sendo três deles em Prata e outro em Uberaba.

Dos quatro ônibus recolhidos pela equipe de fiscalização da ANTT, três eram provenientes de São Paulo, com destinos para Belém, Maranhão e Goiânia. O outro veículo, de Santa Catarina, tinha como destino o estado do Maranhão.

Após a apreensão, os ônibus foram levados para a rodoviária mais próxima, em Uberlândia, para que se fizesse o transbordo para uma empresa regular. As despesas de passagens foram pagas pela empresa flagrada sem autorização.

Somente na região do Triângulo Mineiro a ANTT afirma que, somente em 2020, foram apreendidos 30 veículos clandestinos.

Como mostrou o Diário do Transporte, em julho a operação ficou concentrada em São Paulo, e em agosto passou a ser realizada no estado de Minas Gerais, com ações no Triângulo Mineiro e na Região Central da capital Belo Horizonte.

Dados da ABRATI estimam crescimento de 30% de transporte não autorizado durante a pandemia.

Enquanto isso, o transporte regular, já na segunda quinzena de março, início do isolamento social com medidas de suspensão das viagens em várias cidades, perdeu cerca de 70% de passageiros embarcados, o que representa em números 3 milhões de passageiros/mês.

Com o endurecimento das medidas em algumas regiões, o setor chegou a amargar 95% de queda de receita.

INVESTIMENTO EM BIOSEGURANÇA

Letícia Pineschi, Conselheira da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (ABRATI), destaca que o maior desafio das empresas de ônibus que atuam no transporte regular neste momento de pandemia é superar as dificuldades financeiras visando a retomada gradual da operação. Para tanto, será necessário adequar os protocolos de biossegurança, para passar confiança aos clientes do setor.

A segurança sanitária tem sido uma prioridade para as empresas associadas à ABRATI, que têm investido em pesquisa e desenvolvimento, criando protocolos com uso de produtos homologados pela Anvisa e normatizados pela ANTT.

Como mostrou o Diário do Transporte, uma série de ações têm sido realizadas por empresas de ônibus e fabricantes, alcançando desde tecidos antivirais, até a higienização dos veículos com um equipamento que exerce vaporização com eficiência de 99,76%.

As ações de encarroçadoras em parceria com as empresas também têm sido destaque, como Marcopolo, Caio, Busscar e Irizar.


FOTOS DA APREENSÃO, ENVIADAS PELA ANTT


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Santos Dumont disse:

    Só essa ação profilática justifica a conveniência da taxa de fiscalização que a agência luta para viabiliza-lá junto aos transportadores regularizados. Até então, a sensação era de que a atuação se limitava a terminais e nunca atingia o clandestino. Bom para o sistema.
    Mas se desse lado é favorável a quem se acha regularizado, falta viabilizar a entrada de movas empresas nesse sistema, observadas regras claras e isonômicas em relação a quem está habilitado para o serviço regular e regularizado com sua licença (autorização de operar). Por enquanto, a Antt só admitiu novas linhas para as mesmas operadoras, alteradas apenas nos nomes que ostentam, pois os controladores são de mesmas famílias.
    Fiscalizar é preciso, progredir é fundamental.

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