Brasil passa a fazer parte como país observador no Fórum Internacional de Transportes
Publicado em: 20 de julho de 2020
ITF é o órgão da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico para o setor de transporte mundial
ALEXANDRE PELEGI
O Brasil passou a fazer parte como país observador no Fórum Internacional de Transportes (ITF – Internacional Transport Forum), órgão da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para o setor de transporte.
O ingresso do país, a pedido, foi aprovado pelos 60 países membros.
O ITF atua como um laboratório de ideias da política de transportes e organiza a Cúpula Anual de Ministros dos Transportes.
O organismo é o único global que abrange todos os modos de transporte.
Apesar de administrativamente integrado à OCDE, o ITF é politicamente autônomo.
O status de país observador no ITF é concedido por um período renovável de dois anos.
No comunicado oficial do ITF, o secretário-geral da entidade, Young Tae Kim, disse que o organismo acolhe o Brasil de braços abertos. “Queremos aprender com o país que deu ao mundo uma das grandes inovações em transporte das últimas décadas, o Bus Rapid Transit. Da mesma forma, os países membros do ITF estão prontos para compartilhar suas próprias experiências com o Brasil para ajudar a enfrentar os atuais desafios de transporte no maior e mais populoso país da América Latina. Estou certo de que será uma colaboração muito proveitosa para os dois lados, e espero ver o Brasil se tornar um membro pleno do ITF no devido tempo”.
O Embaixador Carlos Marcio Cozendey, Delegado do Brasil nas Organizações Econômicas Internacionais em Paris, disse que tornar-se um observador do ITF é um passo muito importante no desenvolvimento de um relacionamento mais próximo entre o Brasil e o Fórum. “Agradecemos muito o novo status concedido pelos países membros ao Brasil. Esperamos contribuir com as discussões, análise de políticas e melhores práticas de compartilhamento de políticas de transporte, neste espaço privilegiado fornecido pelo ITF “.
Vivendo sua pior crise de todos os tempos, o transporte brasileiro, especialmente o transporte coletivo urbano por ônibus e trilhos, tem muito a aprender com as experiências dos demais países.
Sob risco de colapso, o setor não só precisa urgentemente de um auxílio financeiro emergencial, para evitar uma quebradeira generalizada neste segundo semestre, como principalmente requer um novo marco regulatório, que defina novas formas de contratação dos serviços, hoje totalmente dependente da tarifa.
Sem esses dois ingredientes, aplicados no tempo certo, o setor sofrerá uma desarticulação jamais vista, o que provocará o crescimento exponencial e danoso de formas clandestinas e irregulares de mobilidade.
Países como México, Chile e Argentina já são membros do ITF.
Veja os 60 países membros do ITF:
- Albânia
- Argentina
- Armênia
- Austrália
- Áustria
- Azerbaijão
- Bielorrússia
- Bélgica
- Bosnia-Herzegovina
- Bulgária
- Canadá
- Chile
- China
- Croácia
- República Checa
- Dinamarca
- Estônia
- Finlândia
- França
- Georgia
- Alemanha
- Grécia
- Hungria
- Islândia
- Índia
- Irlanda
- Israel
- Itália
- Japão
- Cazaquistão
- Coreia
- Letônia
- Liechtenstein
- Lituânia
- Luxemburgo
- Malta
- México
- Moldavia
- Montenegro
- Marrocos
- Holanda
- Nova Zelândia
- Macedônia
- Noruega
- Polônia
- Portugal
- Romênia
- Russia
- Sérvia
- Eslováquia
- Eslovênia
- Espanha
- Suécia
- Suíça
- Tunísia
- Turquia
- Ucrânia
- Emirados Árabes
- Reino Unido
- Estados Unidos
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes