Viagens serão apenas com a opção de poltrona ao lado da janela para manter distanciamento
ADAMO BAZANI
A Buser, que diz fazer a intermediação entre passageiros e empresas de ônibus de fretamento em viagens rodoviárias, anunciou nesta sexta-feira, 17 de julho de 2020, que vai retomar as operações em pelo menos 100 destinos até o final deste mês.
Para este retorno, a empresa diz que estão sendo tomadas medidas com o objetivo de reduzir a possibilidade de contágio pela Covid-19, entre as quais, a utilização apenas das poltronas ao lado das janelas.
A distribuição de álcool em gel para os passageiros é outra medida anunciada pela Buser, além da medição de temperatura de usuários e funcionários.
Por causa da redução da ocupação dos ônibus pela metade, o CEO da plataforma de tecnologia, Marcelo Abritta, disse, por meio de nota, que alguns passageiros podem não encontrar a viagem disponível.
“Estamos mantendo um alinhamento constante com as diretrizes municipais, estaduais, federais e respeitando todas as restrições necessárias. Sendo assim, infelizmente não podemos garantir que todos farão a viagem que precisam em um primeiro momento. Contudo, queremos que as pessoas que necessitam de transporte o tenham com segurança”, disse.
A empresa de tecnologia ainda diz que instalou quiosques para a higienização de bagagens nas cidades de maior movimento onde opera.
Além de máscaras, os motoristas das empresas de fretamento já estão utilizando viseiras de acrílico e a orientação é que não toquem na documentação dos passageiros durante o embarque.
Já para prevenir acidentes, a Buser diz que colocou sensores de fadiga do motorista em 100% da frota das empresas de fretamento e testa um sistema de alarme no cinto de segurança dos passageiros, que por meio de sensores instalados nos assentos será ativado automaticamente caso o passageiro se desprenda do cinto, mas permaneça sentado.
JUSTIÇA:
Em nem todas as cidades a Buser está operando, mas não por questões sanitárias.
Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, determinações judiciais atendendo empresas de linhas regulares impedem a circulação da Buser.
As viações alegam que a Buser trava uma concorrência desleal ao operar os mesmos trechos por preços menores pelo fato de não oferecer gratuidades, viagens mesmo com poucos passageiros e terem de pagar taxas de fiscalização e de terminais rodoviários.
Na última terça-feira, 14 de julho de 2020, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre analisaria uma das ações que questiona a atuação da Buser em estados do Sul do país, mas o julgamento foi retirado da pauta.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
