Novo trecho do Corredor BRT Campo Grande é liberado em Campinas (SP)

Publicado em: 15 de julho de 2020

Liberação ocorreu na Região do Londres. Foto: Divulgação / Emdec.

Mais 1,5 quilômetro de via exclusiva está disponível para circulação na Avenida John Boyd Dunlop

JESSICA MARQUES

A Prefeitura de Campinas, no interior de São Paulo, liberou um novo trecho Corredor BRT Campo Grande. Agora, mais 1,5 quilômetro de via exclusiva de ônibus está disponível para circulação na Avenida John Boyd Dunlop, na Região do Londres.

A liberação ocorreu na data em que Campinas comemora 246 anos de história, nesta terça-feira, 14 de julho de 2020. O novo trecho está localizado entre as avenidas Transamazônica (após o viaduto da Rodovia Anhanguera / Jardim Garcia) e Brasília (anterior ao Hospital da PUC / Jardim Londres).

A extensão liberada contempla os bairros Jardim Garcia, Paulicéia, Jardim Londres e Vila Castelo Branco. De acordo com a Prefeitura, região conta com diversos polos geradores de tráfego, comércios, delegacia, agências bancárias e restaurantes.

No total, já são quase 13 quilômetros de corredores exclusivos do BRT BRT (Bus Rapid Transit, Ônibus de Trânsito Rápido) abertos para circulação dos veículos. A responsável pela execução das obras é a empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio.

A região liberada para circulação integra o Lote 2, Trecho 2, da implantação do BRT, que vai da Vila Aurocan até o viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 quilômetros de extensão.

FAIXAS EXCLUSIVAS

Em nota, a Prefeitura detalhou que o trecho liberado conta com dez faixas de rolamento no total. São quatro faixas expressas para os veículos em geral (duas por sentido) na Avenida JBD; e outras quatro faixas (duas por sentido) nas marginais (ruas Oswaldo Oscar Barthelson e José Rosolem). No Corredor BRT, são duas faixas exclusivas para o sistema de transporte público coletivo (uma por sentido), junto ao canteiro central.

“As faixas exclusivas, dedicadas aos veículos BRT, foram executadas em pavimento rígido (concreto), mais resistentes ao fluxo intenso de veículos. As faixas por onde circulam os demais veículos foram requalificadas, com nova pavimentação asfáltica e sinalização. O trecho também recebeu paisagismo (implantação de grama) no canteiro central”, informou.

“A sinalização viária foi totalmente revitalizada em todo o trecho, tanto a vertical (placas), quanto a horizontal (solo). A velocidade máxima permitida no trecho passa a ser 50 km/h; com exceção dos pontos em obras, próximo às estações, que será de 40 km/h”, detalhou também.

INFRAESTRUTURA

Além disso, novos conjuntos semafóricos foram instalados, incluindo sinalização para pedestres. Também foram construídas passagens para a travessia segura de pedestres.

A iluminação dos corredores é em LED, com a fiação subterrânea, trazendo mais segurança aos usuários do transporte público no período noturno e requalificação visual da região.

O trecho já conta com as estações Garcia e Jardim Londres. Ambas já receberam estrutura metálica e envidraçamento, restando detalhes da etapa de acabamento. A Estação BRT Londres está com identificação visual.

LINHAS DE ÔNIBUS

Com a liberação, sete linhas de ônibus do sistema convencional passam a circular na faixa exclusiva, com pontos de embarque/desembarque provisórios junto às estações. São elas: 210, 212, 221, 222, 223, 224 e 229. Juntas, essas linhas transportam cerca de 43 mil passageiros mensalmente.

“A liberação favorece 15 linhas do transporte público coletivo, que circulam na região. No total, cerca de 76 mil usuários serão beneficiados com a melhoria da fluidez viária e redução do tempo de viagem”, informou a Prefeitura, em nota.

Outras oito linhas de ônibus seguem utilizando as marginais da Avenida JBD, com embarque e desembarque pela faixa da direita. São elas: 116, 134, 211, 214, 220, 230, 231 e 241. São cerca de 33 mil passageiros transportados mensalmente. Também pelas marginais, irá circular a linha 289 (Itajaí / Terminal Mercado – Corujão), durante a madrugada.

OBRAS

As obras de mobilidade para o transporte coletivo de Campinas envolvem a construção de três corredores BRT – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral.

De acordo com a Prefeitura, serão 36,6 quilômetros de corredores, 18 pontes e viadutos, 37 estações e seis terminais. Com custo total de R$ 451,5 milhões, a obra beneficiará, diretamente, 450 mil pessoas.

O BRT Campo Grande tem 17,9 quilômetros de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí.

Confira a evolução das obras, segundo a Prefeitura:

95% dos corredores pavimentados;

70,63% das obras em desenvolvimento;

Lote 1: 82,88% | Trecho 1 do Corredor Campo Grande (4,3 km), que liga a região central à Vila Aurocan | Corredor Perimetral (4,1 km);

Lote 2: 68,05% | Trechos 2, 3 e 4 do Corredor Campo Grande, que liga a Vila Aurocan até o Terminal Itajaí (13,6 km);

Lote 3: 68,03% | Trecho 1 do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos (4,8 km);

Lote 4: 66,65% | Trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que liga a Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova (9,8 km).

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

  1. Cirlândio Gonçalves Medina disse:

    A reportagem diz que está pronto o trecho entre a vila Aurocam até a ponte que passa por cima da rodovia dos Bandeirantes, não, não e verdade. Eles nem mexeram no trecho frente ao shopping parque das bandeiras.
    Estou com uma dúvida! Vão fazer mais uma ponte por cima da rodovia dos Bandeirantes ou daí ficar um gargalo na que já existe?
    Será que teremos que fazer vídeos pra rebater a reportagem, imprecisa!? E intencional ou o repórter não conhece os trechos em obras!?

  2. adriano disse:

    Leia esse trecho da reportagem: “A região liberada para circulação integra o Lote 2, Trecho 2, da implantação do BRT, que vai da Vila Aurocan até o viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 quilômetros de extensão.”
    Isso quer dizer um “pedaço” do trecho/trajeto total. Não têm nada de errado nessa reportagem/informação. E sim, a prefeitura vai fazer uma nova ponte em cima da Bandeirantes, paralela a que já existe. Parece que ela conseguiu à pouco tempo a autorização do governo estadual para a obra e por isso ainda não tinha construído essa ponte.

  3. Khalil disse:

    O repórter não conhecer o trecho tudo bem, mas pra mim a construtora e os políticos tb não conhecem. Já extrapolaram o prazo é o Orçamento. Não tem jeito não, tamos perdidos com essa cambada.

  4. Cirlândio Gonçalves Medina disse:

    Sr. Adriano, li é ré li e entendi. Uma obra dividida em lotes e trechos. Quando vc termina um trecho o lote não está concluído. Certo!? Logo vc não coloca o lote todo dentro de uma mesma frase, daí o entendimento de lote de obra completo.
    Quando feito uma leitura rápida, entende que o lote está concluído que vai da vila Aurocan até a ponte sobre a rodovia dos Bandeirantes na JBS.
    Na verdade só está pronto 1/3 do lote.
    Vou resumir. A obra está atrasada, muito atrasada e muito cara, mais dq o orçamento inicial. Agora vão começa a correr pois e ano eleitoral. Vão nós entregar uma porcaria que daqui dois anos ou menos, vai nos custar outra fortuna nas manutenções.

  5. Adriano disse:

    Cirlândio,vc têm toda razão meu amigo. Vai sair caro pra nós e a qualidade vai ser mínima. Eu não passo/utilizo esse corredor da dunlop mas, tenho muitos companheiros de trabalho q sofrem com o trânsito intenso daquela região. Resultado; eles já chegam estressados e cansados na empresa. Cabe a nós pessoas de bem não permitir através do voto q esses “governantes” continuem agindo assim; fazem o q quer e como quer sem pensar nas consequências de seus atos pois sabem q o povo por uma obra como essa, se contenta e acaba votando novamente nos mesmos de sempre.
    Abraços

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