ANTT apreende três ônibus a serviço da Buser em Belo Horizonte (MG)

Publicado em: 5 de julho de 2020

Empresa de tecnologia informa que opera de acordo com a lei

JESSICA MARQUES
*Colaborou Alexandre Pelegi

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informou ao Diário do Transporte que apreendeu três ônibus a serviço da Buser em Belo Horizonte, Minas Gerais.

As apreensões ocorreram na quinta, 02, e sexta-feira, 03 de julho de 2020. Os ônibus estavam realizando o transporte de passageiros de Belo Horizonte para São Paulo, de acordo com a ANTT.

“As empresas tiraram licença para fazer viagem de fretamento, mas a fiscalização percebeu que não se tratava de uma excursão de turismo, pois os passageiros não se conheciam e iriam ficar no destino. Na prática, executavam linhas de ônibus como se regulares fossem, mas sem autorização da ANTT”, informou a Agência, em nota.

Após as apreensões, os passageiros que adquiriram as passagens por plataformas digitais seguiram viagens por empresas regularizadas, também segundo a agência. “Em Minas Gerais o próprio judiciário já consolidou o entendimento desta prática irregular”, informou a ANTT.

Na sexta, 03, foram apreendidos dois ônibus. Um deles, com 18 passageiros, ia de Belo Horizonte para São Paulo. O outro, com 14 pessoas, foi apreendido quando ia da capital mineira para o Rio de Janeiro.

Por sua vez, o ônibus apreendido na quinta, 02, estava com 16 passageiros e partia de Belo Horizonte para a capital paulista, ainda de acordo com informações da ANTT.

OUTRO LADO

Em nota ao Diário do Transporte, a Buser, empresa de tecnologia que faz o intermédio entre os passageiros e as operadoras do transporte rodoviário, informou que opera de acordo com a lei.

Confira a nota, na íntegra:

A atuação da Buser e de suas parceiras faz parte da chamada nova economia, estando plenamente de acordo com a lei e pelos princípios constitucionais da livre iniciativa e livre concorrência. Causa estranheza, portanto, que mais uma vez se testemunhe o empenho das autoridades em interromper a viagem causando prejuízo a passageiros e empresas.

Essas ações, que de forma arbitrária parecem defender os interesses dos velhos monopólios, tem claro intuito de impedir que a Buser siga intermediando viagens, conectando passageiros a empresas de fretamento, por valores muito mais vantajosos aos consumidores, com ônibus de qualidade e com segurança muito acima da média.

A Buser seguirá atuando conforme o que lhe permite o Poder Judiciário e espera que o Poder Executivo tome atitude para garantir a livre iniciativa e que sobretudo o consumidor seja beneficiado pela nova economia, especialmente num setor que tradicionalmente é dominado pelas práticas abusivas dos monopólios.

Confira as imagens das apreensões:

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Esse é o BARSLei.

    Nada muda, independe do partido, da cor ou da Ideologia.

    O que manda no sistema é o JURASSÍSMO.

    SIMPLIFICA BARSILei.

    SAÚDE A TODOS!

    Att,

    Paulo Gil

  2. Eles dizem que oferece mais qualidade, vantagens,que as empresas tradicionais, como se a Cometa tivesse onibus velho, que a Garcia tivesse ainda Carrocerias da Busscar, ou Mercedes bens tipo 0370..ou Marcopolo Viaggio…Ou seja argumentos pífios e absurdos, para driblar as leis de concessões…Entrando num ramos que respeita as leis e obedece as normas do transporte interestadual brasileiro,,Vocês acham que apenas com 16,ou 14 passageiros em cada DD- de BH para SP, ou RJ, dá lucro?? é puro prejuizo , isso sim…

  3. João Luis Garcia disse:

    Incrível a cara de pau do pessoal da UBER pois está mais que comprovado que as viagens não atendem as exigências regulamentadas pela ANTT e insistem com explicações vazias e agora voltam-se a querer jogar os usuários ( passageiros ) contra as empresas devidamente legalizadas com o discurso da livre iniciativa e quebra de monopólios.

  4. Joaquim Magalhães Neto disse:

    Conforme a Sra Letícia da Abrati em uma live com jornalista da CBN disse que a fiscalização iria ser pesada por estes “Transportes Clandestinos travestido de aplicativo” foram estas suas palavras na live, portanto está ocorrendo a favor dos grandes monopólios ou dos barões do transporte. Nosso presidente tem que intervir na ANTT que nem fez com a máfia dos tacógrafos.

  5. Cesare disse:

    Segue o tradicional monopólio

  6. Alexandre disse:

    Eu sou motorista rodoviário
    Um dia eu estava indo pra casa e acabei pegando um carona num buser SP x JF
    O motorista super educado e humilde
    Mais quando eu cheguei na porta e pedi a ele uma carona
    Foi hilário
    Ele já tirou o cinto de segurança e me pediu pra dar um ” dente”
    Em uma hora de viajem ele dormiu de roncar kkkk
    Eles viajam sem descanso….muitas vezes são obrigado a limpar e higienizar o ônibus e detalhe esse cara dormia no bagageiro pq a empresa dele não pagava hotel

  7. Fabrício Santos disse:

    Podem dar o nome que quiserem ( dourar a pílula ) mas o nome é um só : CLANDESTINO !

  8. Edson disse:

    Se o presidente falou em acabar monopólio, como os futebol na globo .
    Então deveria deixar fazer esse tipo de serviço sim,pois pagamos impostos e a lista estando certa poderia fazer o transporte ,para um brasil melhor pra todos fim de monopolio .

  9. Wilson disse:

    Existe uma grande diferença entre acabar com monopólio e insistir com o discurso de estar apenas intermediando fretamentos “dentro da lei”.
    Se é tão legítimo, então sigam as normas como qualquer outra tem que seguir. Não são diferentes e nem melhores que ninguém.
    A legislação do fretamento, para os defensores da ilegalidade que só falam besteira, é a resolução ANTT 4777, perca um tempinho e vai ler, é melhor que continuar falando besteiras.
    E outra coisa, o governo federal já interferiu “no monopólio” no final do ano passado, leia a reportagem do dia 05/12/19 aqui do Diário do Transporte sobre o decreto 10.157/19.
    A ANTT também vem liberando linhas para quem solicita, vai lá no site dela pesquisar.
    A preguiça de se informar é grande, criticar sem conhecimento é mais fácil.
    Tudo isso já foi matéria nesse site, pesquise.
    Agora, prestem bastante atenção nessa torcida contra quem se estabeleceu trabalhando sério. Esse é um péssimo hábito de algumas pessoas que não tiveram a capacidade ou força de vontade de se esforçar pra ter algo e descarrega sua revolta em quem produz. Não é só no transporte, é geral.
    Essas liberações desenfreadas vão ter um custo alto no futuro.
    O excesso de oferta vai fazer com que os custos se tornem altíssimos, vai sobreviver quem tiver capacidade e caixa. Daí em diante acaba virando o tão sonhado monopólio.
    Por uma exigência da ANTT que a justiça impediu de ser padrão para todos (monitriip), as empresas que estão conseguindo autorização hoje não são as que já operam. O problema é que só temos visto empresas de pequeno porte, micro empresas e Eirelli cujo capital social é de 2 milhões conseguindo linhas que exigem grande capacidade operacional e financeira.
    E pior, não adianta “esconder o sol com a peneira”, acidentes acontecem e a responsabilidade da empresa é objetiva, independe de culpa. Esse seguro exigido pela ANTT não garante o passageiro.
    E quando acontece o acidente, independente da culpa da empresa, aparece logo uma dúzia de advogados solícitos com a dor do passageiro e fazem uma lista de direitos que conseguirá na justiça. Infelizmente o judiciário é bem estilo “Robin Hood” e não pune o causador, pune diretamente a empresa que é mais fácil, ela que regresse contra o causador depois. O seguro cobre a maior parte, sim, mas nem tudo. Na maioria das vezes a empresa paga para ser ressarcida depois.
    Porém, hoje muitas empresas bancam custos altos de condenações por tais acidentes porque duas das maiores seguradoras do ramo quebraram. Se vão ser ressarcidas, ninguém sabe.
    E porque dessa pequena explicação?
    Primeiro, se quer fazer linha, não precisa fingir que é fretamento, basta se adequar. E é muito estranho, com a facilidade atual, ainda insistir nessa balela. Pode ser que não queira transportar as gratuidades impostas por diversas leis e decisões.
    Segundo, qualquer um pode hoje operar uma linha, mas o passageiro vai pagar caro por tudo isso se amanhã toda essa euforia passar, perder a graça devido a tantas exigências e punições que estão sujeitos os transportadores e virar realmente um monopólio ou acontecer algum acidente e a empresa simplesmente não dar assistência ou sumir, já que não tem estrutura para bancar.

  10. Jsilva disse:

    Defender a BUSER sem conhecimento de seus propósitos beira à infantilidade ..a empresa de Tecnologia vem ao Brasil…doa dinheiro pra todo lado…não teve um centavo de lucro até agora…e alguém ainda acredita que ela veio para fazer caridades…vendendo passagem a $10,00 com volta gratuita??? Pq será hein??? Outra coisa …para quem não é do ramo…os veiculos que ela anuncia são das empresas que já existem no mercado…afinal, a BUSER não tem nenhum veiculo em seu nome..quem defende deve acreditar em Papai Noel, coelhinho da Páscoa…

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