Metroviários de SP propõem greve com catracas livres

Publicado em: 29 de junho de 2020

Sindicato que representa a categoria desafiou o governo a aceitar uma manifestação sem que a população seja punida

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

Em transmissão online nas redes sociais do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a categoria anunciou o indicativo de greve para esta quarta-feira, 01 de julho de 2020, com um novo modo de protesto, trabalhando normalmente, mas sem cobrar tarifa com catracas livres e atendendo os passageiros.

O objetivo dos trabalhadores é que sejam revistas as alterações na folha salarial. O Metrô pretende retirar alguns direitos como:

* redução da hora extra de 100% para 50%;

* fim do adicional de periculosidade dos Operadores de Trem e Agentes de Segurança;

* redução do adicional noturno de 50% para 20%;

* fim do auxílio-transporte da complementação salarial, entre outros.

Às 15h desta terça-feira, 30, será realizada uma reunião on-line de conciliação para que o governo e os metroviários cheguem a um acordo que impeça a paralisação/protesto. O resultado será divulgado no mesmo dia para os passageiros nas estações.

Não queremos e não estamos pedindo aumento salarial, mas respeito ao que construímos nos últimos 40 anos”, disse Wagner Fajardo durante a live.

Uma votação on-line será realizada na parte da noite, sendo que na sede do sindicato haverá uma assembleia presencial, respeitando os cuidados sanitários que permitam evitar a propagação do coronavírus.

A decisão de greve no dia seguinte será tomada caso a gestão de João Doria decida não negociar com a categoria.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes e Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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