Covid-19: Scania reforça importância de ônibus eficientes para reduzir custo operacional em meio à crise no setor de transportes

Segundo o gerente de Vendas de Ônibus da Scania no Brasil, Fábio D´Angelo, linha de comunicação tradicional da empresa ganha ainda mais força neste período

JESSICA MARQUES

Em meio à crise no setor de transportes, causada pela pandemia de Covid-19, a Scania informou que está reforçando aos clientes a importância de ônibus eficientes para redução do custo operacional.

Em entrevista exclusiva ao Diário do Transporte, o gerente de Vendas de Ônibus da Scania no Brasil, Fábio D´Angelo, afirmou que a linha de comunicação tradicional da empresa fica ainda mais forte neste período.

“A abordagem ganha mais força no cenário em que vivemos atualmente. As empresas, em geral, estão sendo levadas a aumentar sua eficiência. Antes da crise, a pressão se dava pelo aumento da concorrência. Nessa fase de transição é uma condição básica para sobrevivência das empresas”, afirmou o executivo.

De acordo com o gerente de Vendas de Ônibus, o investimento em ônibus com maior eficiência em consumo de combustível pode ser maior, contudo, o custo se paga “com tranquilidade”. Isso porque, segundo Fábio, ao longo da vida útil do produto as soluções da fabricante permitem minimizar os custos que o empresário tem com a operação.

“Muitas vezes as empresas colocavam em segundo plano o custo operacional, alegando ser pouca a diferença ou bom relacionamento com um fornecedor. Antes, muitas privilegiavam tradição em detrimento de maximizar a economia de combustível. Agora cada centavo conta. Vai fazer cada vez mais sentido o operador economizar em custo operacional”, completou o Fábio.

SUPORTE AO CLIENTE

O executivo afirmou ainda que a equipe de vendas mantém contato com os clientes, mesmo que a distância em alguns casos por conta da pandemia. A fabricante atua tanto no suporte técnico quanto na negociação de soluções financeiras em meio à crise.

Apesar de as condições de crédito variarem de acordo com as condições de cada cliente, Fábio afirmou que atualmente o Finame apresenta-se como a principal solução financeira para os empresários.

Contudo, o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) também é procurando pelos clientes, assim como as opções apresentadas por meio do Consórcio Scania, em que cotas são convertidas em chassis de ônibus.

“A verdadeira parceria com o cliente ocorre no momento bom e no momento ruim também, sempre pensando em soluções. Apesar de nós não estarmos viajando e fisicamente presentes com os clientes, temos uma rotina semanal em que todos os representantes e gerentes de negócios têm contato constante com nossa carteira de clientes”, contou Fábio.

PERSPECTIVAS

O executivo afirmou ainda que o mercado, de modo geral, poderá baixo volume de emplacamentos nos próximos três meses. Isso porque os veículos emplacados no momento são referentes a vendas realizadas em meados de março.

De janeiro a maio de 2020, o mercado de ônibus de oito toneladas, do qual a Scania participa, apresentou uma queda de 45%, segundo Fábio. Apesar de não detalhar projeções específicas para a empresa, o gerente de vendas afirmou que a retomada deve ocorrer de forma lenta, de modo geral, com recuperação prevista para 2022 no setor.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

 

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Comentários

Comentários

  1. vagligeiro disse:

    Eu não entendo porque as fabricantes de veículos pesados não investiram em pesquisas para sistemas de tração híbrida.

    Automóveis hoje tem sistemas híbridos ou o chamado “híbrido leve”, onde o motor de arranque tem mais potência, que é o suficiente para tracionamento de curtas distâncias – no caso ambiente urbano e manobras de pátio.

    Veículos tipo ônibus rodoviário poderiam se aproveitar destas tecnologias para ter mais economia de combustível, mais respeito ao meio ambiente, e também de quebra servir como laboratório para futuros aperfeiçoamentos em sistemas de tração elétricos. Assim, sabendo quando uma tração elétrica pode servir para ter autonomias necessárias para países como Brasil e Estados Unidos, cujas rodovias cortam distâncias equivalentes a países europeus inteiros atravessados.

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