Linhas 288 e 376 da Metra passam a encerrar as atividades em novos horários

Publicado em: 22 de junho de 2020

Demanda também tem sido baixa

Na semana passada, veículos foram alvos de ataques em manifestações contra morte de adolescente

ADAMO BAZANI

As linhas 288 e 376 da Metra, que ligam o ABC Paulista à zona Sul da Capital, passam a encerrar as atividades mais cedo.

De acordo com comunicado da empresa nas redes sociais publicado nesta segunda-feira, 22 de junho de 2020, a linha 288 – São Bernardo do Campo (Terminal Metropolitano Ferrazópolis)/São Paulo (Terminal Metropolitano Jabaquara) terá a última viagem às 22h10 a partir do Ferrazópolis e às 23h a partir do Jabaquara.

Já a linha 376 – Diadema (Terminal Metropolitano Diadema)/ São Paulo (Brooklin) passa a ter a última partida às 21h50 a partir de Diadema e às 22h30 a partir do Brooklin.

Na semana passada, a empresa teve ônibus e trólebus danificados ou destruídos em manifestações contra a morte de um adolescente por policiais militares, segundo apontam investigações do DHPP – Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Polícia Civil.

Além disso, a demanda após estes horários está reduzida.

As ações registradas nos últimos dias foram

Sexta-feira, 19 de junho de 2020

– Quatro linhas da Metra encerraram as operações mais cedo.

Quinta-feira, 18 de junho de 2020

– Não houve tumultos registrados pela polícia, mas preventivamente três linhas da Metra encerraram as operações mais cedo.

Quarta-feira, 17 de junho de 2020

– Ônibus da MobiBrasil foi depredado

– Linhas da Metra foram reduzidas ou suspensas

Terça-feira, 16 de junho de 2020

– Ao menos três ônibus da Metra (linhas metropolitanas EMTU) depredados

– Arrastão contra motoristas

– Saques a comércio

– Mais de 40 linhas de ônibus paralisadas e dois pontos finais alterados

Segunda-feira, 15 de junho de 2020

– Seis coletivos foram queimados, sendo dois trólebus articulados da empresa Metra (linhas metropolitanas EMTU), um trólebus padron também da Metra (linhas metropolitanas EMTU), dois ônibus padron da empresa MobiBrasil (linhas municipais SPTrans) e um ônibus midi da A2 Transportes (linhas metropolitanas EMTU).

– Quatro ônibus depredados, sendo um da Metra e três da MobiBrasil

– Fiação aérea de trólebus destruída

– Caçambas de entulho viradas e queimadas

– Mais de 40 linhas de ônibus paralisadas e dois pontos finais alterados

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Bruno Quintiliano disse:

    Que curioso. Sem mais casos de depredação, mas a dona metra continua recolhendo mais cedo. Economizar em tempos de queda na demanda? Tudo isso com anuência da emtu, que sempre abriu as pernas, agora não seria diferente

  2. Edna Szezcinski da Costa disse:

    As pessoas confundem manifestação com depredação. E quem sai prejudicado é o cidadão. Fechar as duas vias principais que ligam a cidade de Diadema à São Paulo é inadmissível. São pais e mães de família que não conseguem voltar pra casa.
    A dor da família é legítima e é necessário apurar o que aconteceu com o adolescente Bruno. Mas tirar o direito de ir e vir das pessoas não pode ser justificado. Quem sai prejudicado sempre é a população.

  3. Rjvelino disse:

    Isso e mais uma desculpa para retirar mais ônibus isso ruma vergonha e falta de respeito

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