BRT do Rio de Janeiro tem 30 estações fechadas por vandalismo e furtos

Estação Otaviano (corredor Transcarioca) está fechada desde 2018 pelo mesmo motivo. Foto: BRT Rio.

Ao todo, 91 foram furtadas e/ou vandalizadas de março a junho deste ano, durante pandemia de Covid-19

JESSICA MARQUES

O BRT do Rio de Janeiro atualmente está com 30 estações fechadas por vandalismo e furtos de equipamentos. Destas, nove deixaram de funcionar exclusivamente por atos criminosos executados durante a pandemia da Covid-19.

As demais ocorrências foram registradas ao longo dos últimos dois anos. Ao todo, existem outras 20 no eixo da Cesário de Melo (corredor Transoeste), além da Otaviano (corredor Transcarioca), que continuam fechadas por vandalismo e violência desde 2018.

As informações foram divulgadas pelo BRT do Rio de Janeiro em nota ao Diário do Transporte. Além disso, no total, 91 estações foram furtadas e/ou vandalizadas desde março, incluindo estações que já foram reabertas e outras que nem chegaram a fechar.

Confira abaixo a lista de estações fechadas por consequência de atos de vandalismo e furtos de equipamentos ocorridos durante a pandemia da Covid-19, com as respectivas ocorrências:

Rede Sarah: furto de disjuntores, uma condensadora de ar-condicionado, um purificador de água, um monitor, cinco placas eletrônicas, perfis de alumínio, fios e fontes de energia. O vidro da porta automática foi vandalizado;

Santa Luzia: furto de perfis de alumínio, condensadora de ar-condicionado, monitor de informações, duas unidades de guarda corpo de aço inox polido, chassi de porta automática, extintor de incêndio, bebedouro, quadro de luz e fios, disjuntores e uma catraca. Vidros e porta da bilheteria foram depredados;

Guaporé: furto de perfis de alumínio, guarda corpo de aço polido e canos;

Cardoso de Moraes: furto de perfis de alumínio, disjuntores, porta da bilheteria e catracas. Um rack de TI e vidros da bilheteria e das portas foram vandalizados;

Olaria: furto de extintor de incêndio, pia de cerâmica do banheiro, bebedouro, monitor, perfis de alumínio e guarda corpo. Vidros das portas foram vandalizados;

Pedro Taques: furto de disjuntores, bebedouro, cabos e monitores. Porta da bilheteria, hack de material de informática e vidro da bilheteria foram vandalizados;

Divina Providência: furto de fitas de led de iluminação, bebedouro, barreamento e disjuntores. Vidros da bilheteria foram vandalizados;

Outeiro Santo: furto de réguas de led e monitores. Catracas, câmeras, caixa de extintor e vidros da bilheteria e das portas foram vandalizados; 

Arroio Pavuna: furto de martelo da porta de emergência, guarda corpo, perfis de alumínio, um mecanismo de porta automática, bebedouro, monitores, impressora de comprovantes, cabos, roteador e catracas.

VANDALISMO

O BRT Rio informou também ao Diário do Transporte que outras estações fechadas em razão da pandemia também foram vandalizadas. Em março, a concessionária fechou 26 estações nos três corredores que possuem uma baixa demanda.

“A medida teve como objetivo otimizar o planejamento operacional e aprimorar as ações de fiscalização que foram desenvolvidas pelo poder público para melhor organizar o controle de usuários nos articulados.”

“Destacamos que os passageiros são os mais prejudicados por ações criminosas como essas e que a atuação dos colaboradores nas estações do BRT Rio é de caráter de orientação aos passageiros para as operações do sistema. Ou seja, eles não têm poder de polícia. Coibir transgressões, delitos e crimes de qualquer natureza é atribuição e competência do poder público”, informou a concessionária, também em nota.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    Como responder sobre algo que é tão antigo. O transporte coletivo é percebido como governo, mesmo sendo ele prestado por empresas privadas. E nas época de grande descontentamento ele torna-se o “para-raio” das neuroses urbanas”. Lembro, no início da década de 1960,
    da destruição do bondes da Light no Rio de Janeiro, que voltaram a circular no dia seguinte ainda que meio avariados. E a imagem que me
    vem, sobre este comportamento, é a de ” cuspir para o alto” ( com o risco de voltar sobre a própria cabeça ).

  2. Marco disse:

    Nao li a matéria. Me recordo só em ver a manchete. As estações não foram fechadas por vandalismo, e sim pela prefeitura alegando Covid-19. Depois disso, sem qq aparato de segurança, os vândalos e sem teto se apropriaram das estações. Me parece que foi o caso bem pensado de deixar quebrar pra poder reformar. Bem típico da nossa classe administrativa publico-privada onde todos ganham com isto, menos a população.

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