Ônibus depredado no terceiro dia de vandalismo na Zona Sul de São Paulo

Ninguém fico ferido, segundo empresa

Na segunda-feira, seis coletivos foram incendiados e, na terça, ao menos três depredados. Fiação de trólebus destruída, saque a comércios e arrastões contra motoristas também marcaram protestos contra a morte do adolescente Guilherme Silva Guedes, de 15 anos

ADAMO BAZANI

Mais vandalismo na região de Americanópolis, na zona Sul de São Paulo.

É o terceiro dia seguido.

De acordo com a empresa MobiBrasil, no final da tarde desta quarta-feira, 17 de junho de 2020, o ônibus prefixo 63501 foi alvo de pedradas na linha 6338-10 (Jd. Miriam / Pq. Ibirapuera) enquanto trafegava pela rua Rodrigues Montemor, nas proximidades da Avenida Cupecê.

Segundo ainda a companhia que opera no sistema municipal, há desvio pela Av. Cupecê, Rua Juan de La Cruz, Rua Conde Moreira Lima, Rua Cidade de Bagdá, Rua Genaro de Carvalho, Rua dos Marapés, seguindo normalmente depois.

As linhas 6338-10 (Jd. Miriam / Pq. Ibirapuera) e 576C-10 (Metrô Jabaquara / Term. Sto. Amaro) não estão acessando a Vila Campestre.

A linha 576C – está trafegando ida e volta pela Rua Cidade de Bagdá e na Av. Santa Catarina segue normal, ainda segundo a empresa.

Em nota, a SPTrans informa que houve alterações em pontos finais de linhas:

A SPTrans repudia atos de vandalismo e contata a Polícia Militar em tais circunstâncias. Um ônibus que opera na linha 6338/10 Jd. Miriam – Pq. Ibirapuera foi alvo de vandalismo na Rua Rodrigues Montemor, na altura da Avenida Cupecê.

As linhas 576M/10 Vl. Clara – Pinheiros e 574A/10 Americanópolis – Lgo. do Cambuci estão operando com ponto inicial na Rua Sebastião Afonso com a Rua José de Afonseca e para a Rua Baltazar Gomes de Alarcão, 529, na divisa com Diadema.

Nos últimos dias têm sido realizados protestos contra a morte do adolescente Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, mas não há informações sobre a relação deste apedrejamento com as manifestações.

Policiais Militares são acusados de matar Guilherme.

O Batalhão de choque está na região e até o momento não há registro de tumultos.

Janela danificada na noite desta quatta-feira. Divulgação: MobiBrasil

Nesta terça-feira (16) e nesta segunda-feira (15), atos de vandalismo marcaram as manifestações.

Terça-feira, 16 de junho de 2020

– Ao menos três ônibus da Metra (linhas metropolitanas EMTU) depredados

– Arrastão contra motoristas

– Saques a comércio

– Mais de 40 linhas de ônibus paralisadas e dois pontos finais alterados

Segunda-feira, 15 de junho de 2020

– Seis coletivos foram queimados, sendo dois trólebus articulados da empresa Metra (linhas metropolitanas EMTU), um trólebus padron também da Metra (linhas metropolitanas EMTU), dois ônibus padron da empresa MobiBrasil (linhas municipais SPTrans) e um ônibus midi da A2 Transportes (linhas metropolitanas EMTU).

– Quatro ônibus depredados, sendo um da Metra e dois MobiBrasil

– Fiação aérea de trólebus destruída

– Caçambas de entulho viradas e queimadas

– Mais de 40 linhas de ônibus paralisadas e dois pontos finais alterados

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Douglas disse:

    As empresas afetadas tem que recolher e deixar esse lugar sem ônibus, não tem cabimento algo assim, o que tem a ver ônibus e lojas com a morte do adolescente, poxa é triste e complicado essa morte do adolescente, e as ocorrências ruins da policia, mas daí queimar ônibus e destruir e saquear lojas não vai adiantar nada, tinha que ir todos na delegacia e fazer uma queixa e abrir uma investigação sobre essa morte. Quem sai prejudicado é o próprio povo pobre que depende dos ônibus, é complicado.

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