Doria não muda classificação de cidades nas fases da quarentena. Alterações podem ocorrer na 4ª feira (10)
Publicado em: 3 de junho de 2020
Prefeitos, em especial da Grande São Paulo, querem a mesma classificação da capital paulista, na faixa laranja, que permite o funcionamento de algumas atividades. Regiões, como do ABC, ficaram de fora
ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA
O governador de São Paulo, João Doria, e uma equipe de secretários estaduais anunciaram em entrevista coletiva no início da tarde desta quarta-feira, 03 de junho de 2020,que não houve mudança na classificação das cidades quanto à quarentena em razão da Covid-19.
No entanto, indicou as regiões que podem ter mudanças comunicadas na próxima quarta-feira, 11 de junho de 2020, com as tendências de flexibilização ou endurecimento.
Assim, o municípios da Grande São Paulo, por exemplo, não conseguiram sair da fase vermelha, a mais restritiva, e se igualar à capital paulista, que foi colocada na fase laranja, na qual é permitida a abertura de shoppings centers (com proibição das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podendo funcionar com capacidade limitada a 20% com horário reduzido para quatro horas seguidas e também com a adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Nesta fase, permanece ainda proibida a abertura de bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e barbearias, academias de esportes em todas as modalidades e outras atividades que gerem aglomeração. (Veja detalhes abaixo)
“São Paulo não liberou geral. A retomada da economia será gradual, sensível e segura. nenhum prefeito vai transformar sua cidade em uma ‘festa de abertura’” – disse Doria na coletiva.
Entre os critérios para permitir que os municípios mudem de faixa, estão a capacidade de resposta do sistema de saúde (como por exemplo, vagas em UTI) e evolução da epidemia (taxas de contágio, novos casos e óbitos).
O vice-governador, Rodrigo Garcia, disse que o Plano São Paulo não é de abertura, mas de retomada consciente e que todos os resultados de Saúde eram os esperados. Garcia ainda trouxe a previsão de que até o final do mês de junho o Estado deve ter entre 195 mil e 265 mil casos de Covid-19.
De acordo com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse que há chances de a capital paulista evoluir para a fase amarela.
“Se a cidade mantiver a taxa atual de ocupação de leitos (63%), poderá avançar para a fase 3 da quarentena” – comentou.
TRANSPORTE COLETIVO PODE SER PROBLEMA:
Uma das preocupações na mudança de faixas é com o transporte coletivo, principalmente na Grande São Paulo, já que as cidades são territorialmente, socialmente e economicamente muito ligadas, com o tráfego intenso de pessoas em ônibus e trens, podendo gerar superlotação, o que deve ser evitado, de acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde.
A movimentação maior em uma cidade influencia nos municípios vizinhos, inclusive nos transportes municipais, já que muitas pessoas pegam os ônibus nos bairros e vão até os ônibus intermunicipais e trens para seguir até as outras cidades.
Veja a entrevista na íntegra:
CORTES DE ÁGUA, GÁS E ENERGIA ESTÃO SUSPENSOS:
Doria anunciou também que o Governo do Estado garante a não interrupção de água, luz e em regiões carentes de pessoas que não podem pagar suas contas, até o dia 31 de julho. Ao todo, devem ser beneficiados dois milhões de moradores pela medida em vigor desde o mês de março.
DEPOIS DE DIFERENCIAR CAPITAL, DORIA CEDE A PREFEITOS DA GRANDE SÃO PAULO:
Como mostrou o Diário do Transporte, no início da tarde de sexta-feira, 29 de maio, o Governo do Estado de São Paulo anunciou a mudança na divisão das cidades da Grande São Paulo para classificação de fases para que a quarentena seja relaxada nos municípios que circundam a capital paulista.
A região metropolitana foi dividida em cinco sub-regiões.
Norte: Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairporã;
Leste: Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano
Sudeste: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul;
Sudoeste: Cotia, Embu,Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista;
Oeste: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba
DECRETO:
O Diário do Transporte mostrou também que no dia 29 de maio, a gestão João Doria publicou o decreto 64.994, em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado de São Paulo, com as regras para as mudanças de fases nas cidades.
São cinco fases. No decreto, a equipe de Doria também detalha quais as atividades permitidas em cada uma destas fases:
Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais)
Na fase vermelha, ficam liberadas apenas as atividades consideradas essenciais
– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.
– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.
– Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis.
– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.
– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.
– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.
– Segurança: serviços de segurança pública e privada.
– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.
– Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.
Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações.
Na fase laranja, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade limitada a 20%, horário reduzido para quatro horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Fica proibida a abertura de bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e barbearias, academias de esportes em todas as modalidades e outras atividades que gerem aglomeração.
Fase 3 (Amarela): Flexibilização – Fase controlada, com maior liberação de atividades
Na fase amarela, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade a limitada 40%, horário reduzido para seis horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Adiciona-se à lista salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados apenas para atendimento ao ar livre. Academias e eventos que gerem aglomeração continuam com abertura suspensa.
Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições
Na fase verde, fica liberado o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços, incluindo academias e praças de alimentação dos shoppings, desde que com capacidade limitada a 60% e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Ficam proibidos eventos que gerem aglomeração.
Fase 5 (Azul): Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.
Retomada da economia dentro do chamado “novo normal”
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Willian Moreira, em colaboração especial para o Diário do Transporte



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