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Moradores de Taboão da Serra fazem abaixo-assinado contra corte de linha da EMTU

Itinerário deixou de operar em 26 de maio de 2020, assim como outras 11. Foto: Reprodução.

Usuários da ‘029’ alegam que itinerário da 068 não os contempla

JESSICA MARQUES

Um grupo de moradores de Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, fez um abaixo-assinado online contra o corte de uma linha da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).

O protesto é contra a extinção do itinerário 029 Taboão da Serra (Jardim Monte Alegre) – São Paulo (Pinheiros). A linha deixou de operar em 26 de maio de 2020, assim como outras 11.

Relembre: Por determinação da prefeitura de São Paulo, 12 linhas da EMTU serão paralisadas na terça-feira (26)

De acordo com o abaixo-assinado, o itinerário da linha 068, apontada como alternativa pela EMTU, não contempla os moradores da região. Confira o texto da petição, na íntegra:

“Nós, usuários da Linha 029 – EMTU realizamos esse abaixo assinado exigindo a volta do nosso transporte. Desde o dia 26/05/2020, meio ao caos causado pela pandemia, tivemos nosso único meio de acesso a São Paulo interrompido, numa atitude abusiva dos responsáveis pelas políticas públicas de transportes, posto que não fomos informados, consultados e muito menos nos foi oferecido uma opção adequada, a linha 068 não nos contempla, está distante demandando mais gastos especialmente num momento econômico tão delicado pelo qual atravessamos. Acrescentamos que essa linha é antiga, cinco décadas, os bairros se formaram em seu entorno, são dependentes dela, o itinerário passa por locais ermos e íngremes e a sua extinção significa que os usuários, trabalhadores e estudantes, que saem muito cedo e voltam muito tarde para suas casas estarão mais expostos as violências e dificuldades cotidianas. Portanto, nossa exigência se fundamenta em nossos direitos de cidadão a termos uma locomoção acessível e de qualidade para que possamos cumprir nossos compromissos com segurança, dignidade e respeito.”

O documento conta com mais de 1.200 assinaturas realizadas de forma virtual. No site do abaixo-assinado, os passageiros listam motivos para solicitar o retorno do itinerário.

“É uma linha onde os moradores precisam usar para trabalhar. Minha filha faz faculdade é precisa usar pois chega tarde e é perigoso”, argumenta Eliana Gonçalves Moreira.

“Estou assinando porque essa linha passa por pontos que nenhuma outra passa, e sem ela moradores de vários bairros seriam prejudicados. Eu peguei essa linha por 3 anos às 5:30 da manhã para ir para a escola, e era a melhor opção, já que é mais próxima da minha casa”, pontuou Jucely Correia.

Em nota ao Diário do Transporte, a SMT – Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, da prefeitura de São Paulo, destacou que as alterações mencionadas são resultado de análise iniciada em setembro de 2019 e que a área de Planejamento da EMTU participou de reuniões técnicas antes da conclusão dos estudos.

A Pasta também informou que os passageiros não ficarão desatendidos uma vez que poderão utilizar o transporte público na capital e que, de acordo com o Decreto 57.867, de 12 de setembro de 2017, são suas atribuições estudar, planejar, gerir, integrar, fiscalizar e controlar os transportes individuais e coletivos no município de São Paulo.

Ainda assim, a extinção das 12 linhas de ônibus metropolitanos gerenciados pela EMTU, por determinação da prefeitura da capital paulista, virou alvo de questionamento na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

Relembre: Alesp questiona secretário de Doria sobre extinção de linhas metropolitanas por determinação da prefeitura de São Paulo

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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