Bruno Covas anuncia como vai ser a capital na primeira fase de relaxamento da quarentena. Dois mil ônibus a mais

Bruno Covas em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 28 de maio de 2020

Cidade de São Paulo foi classificada na “fase laranja”, a que permite abertura com maior nível de restrição às atividades econômicas

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo Bruno Covas, em entrevista coletiva no início da tarde desta quinta-feira, 28 de maio de 2020, anunciou os planos da administração municipal para a primeira fase de relaxamento da quarentena na capital paulista.

Como mostrou o Diário do Transporte, nesta quarta-feira, 27, o Governo do Estado apresentou o chamado “Plano São Paulo” para abertura gradual da economia e relaxamento da quarentena que está em vigor desde 24 de março para conter o avanço do novo coronavírus. Apesar da primeira fase da abertura já ser permitida a partir do dia 1º, na capital paulista, só vai ocorrer depois de definidos protocolos de atendimento, segurança e higiene com os setores com o funcionamento permitido. Assim, não será na segunda feira que os serviços vão reabrir (veja os detalhes abaixo)

TRANSPORTE COLETIVO:

Em resposta ao Diário do Transporte, Bruno Covas disse que determinou às empresas municipais que deixem mais dois mil ônibus à disposição para a demanda e, uma vez definidos os protocolos dos setores econômicos, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos será comunicada para adequação das frotas da CPTM, Metrô e EMTU.

“Em relação ao transporte público municipal já determinei às empresas concessionárias que deixem reservados mais dois mil ônibus para poder aumentar a frota neste período, elas [empresas de ônibus] serão avisadas assim que o protocolos (com o setor privado) forem assinados, porque só com a assinatura do protocolo pode reabrir na cidade de São Paulo e, da mesma forma, assim que os protocolos forem assinados, nós vamos avisar à Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos para que também providencia em relação a trem, metrô e ônibus da EMTU” – explicou.

Atualmente, estão em circulação 65,5% da frota de ônibus municipais da capital paulista de um dia útil de antes da pandemia, permanecendo o reforço dos 1.600 ônibus que foram incluídos na frota operacional desde 11 de maio, totalizando, portanto, os 8.394 veículos.

SETORES PERMITIDOS E PROCEDIMENTOS:

A cidade de São Paulo foi inserida na classificação da “fase laranja”, que permite, por exemplo, abertura com restrições em alguns serviços, como atividades imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings centers.

Bruno Covas disse que serão dez pré-requisitos que devem ser seguidos pelos setores, entre os quais apresentação de protocolos de saúde, higiene, testagem, fiscalização, comunicação de regras e proteção a clientes e funcionários.

Outra preocupação é em relação às mães que precisam deixar os filhos e que vão trabalhar, isso porque as creches públicas estarão fechadas. É o setor provado que deve apresentar essas propostas.

Os protocolos devem ser aceitos pela Vigilância Sanitária.

Os setores terão de enviar as propostas à prefeitura a partir de 1º  de junho pelo site

https://www.prefeitura.sp.gov.br/retomada

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfZ3VthqTa-QPVj26BDpoqnb7bL23gSV3V2CAyDG-iZl27a_w/viewform

UTIS, NOVOS LEITOS E TESTES:

Bruno Covas ainda anunciou os números atuais da Covid-19 na cidade.

A ocupação total das UTIs nos hospitais municipais até o início da tarde desta quinta-feira, 28, era de 92%.

A cidade tinha até então 180.720 casos suspeitos, 54.948 confirmados, 53.959 pessoas recuperadas na rede municipal, 3.619 óbitos confirmados e 77 suspeitos.

Além de sete hospitais já inaugurados na cidade, Bruno Covas anunciou a abertura de mais três hospitais: Hospital Guarapiranga com 80 leitos de UTI e 60 de enfermaria; Hospital Brigadeiro com 2o leitos de UTI e 120 de enfermaria e Hospital Sorocabana com 60 leitos de enfermaria.

Até domingo, segundo Bruno Covas, serão instalados maios 300 novos respiradores repassados do Governo do Estado. Em junho, serão distribuídos à população em torno de três milhões de máscaras.

O prefeito anunciou  ainda a realização de mais 115 mil testes rápidos em 96 distritos da capital.

REGIÃO METROPOLITANA AINDA SEM FLEXIBILIZAÇÃO:

Já os 38 municípios da região metropolitana foram inseridos na classificação da “fase vermelha”, que não permite nenhuma flexibilização da atual quarentena até, pelo menos, o dia 15 de junho.

A diferenciação entre capital e cidades da Grande São Paulo revoltou prefeitos, como do ABC Paulista, região de Osasco e região de Guarulhos, muitos dos quais sustentam que as cidades que administram apresentam índices de isolamento, de contágio e ofertas de leitos de UTI mais favoráveis que a capital paulista.

ENTREVISTA DE BRUNO COVAS NA ÍNTEGRA:

 

 

FASES:

O Governo do Estado de São Paulo criou cinco fases de flexibilização dividas por cores.

Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais (como é agora)

Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações.

Fase 3 (Amarela): Flexibilização –  Fase controlada, com maior liberação de atividades

Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições

Fase 5 (Azul): Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.

O Estado foi dividido em 17 regiões e, segundo o Governo do Estado de São Paulo, com exceção da capital, todos os municípios da Grande São Paulo e também da Baixada Santista e de Registro permanecem na fase vermelha e não terão nenhum tipo de mudança na quarentena em vigor desde o dia 24 de março. Nas três regiões, o sistema de saúde está pressionado por altas taxas de ocupação de UTI e avanço de casos confirmados de pacientes com o novo coronavírus.

Em nota, o Governo do Estado de São Paulo relacionou os critérios e as fases da retomada da economia:

  • A retomada consciente dos setores da economia começa a funcionar em 1º de junho. O Estado está dividido em 17 Departamentos Regionais de Saúde, que estão categorizados segundo uma escala de cinco níveis de abertura econômica.
  • Cada região poderá reabrir determinados setores de acordo com a fase em que se encontra. As regras são: média da taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivas para pacientes com coronavírus, número de novas internações no mesmo período e o número de óbitos.
  • A requalificação de fase para mais restritiva será feita semanalmente, caso a região tenha piora nos índices. Para que haja uma promoção a uma fase com menos restrições e mais aberturas, serão necessárias duas semanas.
  • O Plano São Paulo dá autonomia para que prefeitos diminuam ou aumentem as restrições de acordo com os limites estabelecidos pelo Estado, desde que apresentem os pré-requisitos embasados em definições técnicas e científicas.

 

Adamo Bazani  jornalista especializado em transportes

Willian Moreira, em colaboração especial para o Diário do Transporte
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Comentários

Comentários

  1. Luis Carlos da Silva disse:

    Não entendi esse negócio de reservar 2.000 ônibus.
    Os ônibus não foram vendidos e nem emprestados, então eles continuam nas garagens.
    Quando for aumentar a frota é só a SPTrans informar as empresas.

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