Metrô revoga licitação para modernização de pisos nas áreas externas das estações das linhas 1, 2 e 3

Publicado em: 16 de maio de 2020

Foto: Diário dos Trilhos

Valor estimado do contrato é de R$ 8,7 milhões. Melhorar o acesso às estações, com calçadas bem cuidadas, é essencial para estimular o acesso ao transporte público

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô revogou a licitação que visava contratar empresa para modernizar os pisos nas áreas externas das estações ao longo das linhas 1 – Azul, 2 – Verde e 3 – Vermelha.

Realizada em Pregão Eletrônico, o certame era para ter ocorrido em 24 de março deste ano.

O Aviso de Revogação consta da edição do Diário Oficial do Estado deste sábado, 16 de maio de 2020.

No formato “maior desconto”, o preço total estimado para as obras é de R$ 8,7 milhões (R$ 8.710.821,79).


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Como vários especialistas têm pontuado, a utilização dos meios de transporte é um dos fatores intimamente ligado ao desenho urbano.

Um exemplo é o acesso a uma estação de Metrô.

Melhorar a acessibilidade é fundamental para estimular o uso dos meios de transporte.

Como defendem os especialistas, o espaço para se chegar a uma estação deve ser contínuo, sem interrupções, o que inclui não somete o piso próximo ao local, mas toda uma série de medidas no entorno.

Os riscos impostos à circulação diminuem a vontade de caminhar até um meio de transporte que, apesar de próximo, aparenta na prática estar muito distante de ser alcançado.

Dessa forma é extremamente importante que o setor de transportes tenha olhos também para os aspectos urbanísticos.

Para falar do básico, é importante que haja um sistema viário apropriado à circulação a pé, por exemplo, ao redor de todas as estações do metrô, CPTM e terminais de ônibus, onde as calçadas sejam largas, bem cuidadas, com os motoristas de automóveis sendo especialmente cobrados quanto ao respeito ao pedestre em sua preferência absoluta de cruzar as ruas em travessias seguras e sinalizadas, isso para dizer o mínimo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    O acesso às estações do Metro, CPTM e Terminais de buzões é um tema que deve ser mais debatido aqui no DT e nas “lives”.

    Mas sem se preocupar com embelezamentos e perfumarias.

    – Por que as estações e terminais não tem ponto de desembarque para passageiros que chegam de carro, taxis, aplicativo e fretados?

    Nem no metro 4 amarelo que é a mais recente não tem.

    – Por que temos estações tão fundas a exemplo de Pinheiros e Alto do Ipiranga?

    – Por que ao invés do passageiros descer o trem não sobre, fazendo a estação quase no nível da rua?

    Esta dívida pode até parecer louca, mas eu adoraria que um engenheiro do metro me tirasse essa dúvida.

    – No caso dos arotrens, porque os trens não descem ao nível da rua nas estações.

    Isto daria uma enorme economia em escadas rolantes e diminuiria o tempo de deslocamento dos passageiros. (claro não daria uma boa comi$$ão)

    Eu evito embarcar na estação Pinheiros do metro 4, é muita perda de tempo, apesar que a mairia das estações do metro 4 são muito fundas.

    Na Estação Jundiaí da CPTM também, o desembarque de passageiros é crítico, apesar de haver espaço.

    Fica ai o tema para reflexão de todos, do DT e dos demais sites especializados para fazerem uma live.

    SAÚDE A TODOS!

    Att,

    Paulo Gil

  2. Creio que o PAULO GIL não sabe do relevo na região de Pinheiros…o aprofundamento entre Pinheiros e Butantã é devido ao leito do Rio Pinheiros, (fico imaginando até se houvesse estouro do leito do rio, por ali e inundasse a estação. Não sobraria ninguém). Se fizer metrô ao nivel da rua é alagamento na certa e já BRT não dá outra, tem de ser aéreo numa cidade que é vício em inundações,,E fora que se metrô é subterrâneo, é preciso pensar que existe outros encanamentos, como Sabesp e fiações que não podem ser relocados, pois já estavam lá há anos,, O melhor de todos os projetos sem dúvida é o corredor Sacomâ-P.D.Pedro II abraços Paulo Gil

  3. Paulo Gil disse:

    landauford1970, boa noite.

    Conheço sim e na estação Buta não há alagamentos, onde alaga é no CEASA e no pé da Ponte do Jaguaré do lado do Parque Vila Lobos.

    A linha 4 passar por debaixo do Rio Pinheiros foi outro absurdo combinado com desperdício do dinheiro do contribuinte, incluindo o desabamento que aumentou ainda mais o desperdpicio.

    A região do Butantã é muito úmida e dá água em qualquer lugar, sem contar que beira de rio é brejo.

    O que eu disse é que por exemplo, na estação alto do Ipiranga ou Pinheiros o trem (o leito da ) linha devia subir e não ter 4, 5 ou 6 escadas rolantes.

    Exceto onde as linhas se cruzam e claro as limitações de fios e tubulações têm de ser consideradas.

    Abçs.

    Paulo Gil

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