Greve de ônibus no ABC suspensa com Baltazar pagando parte dos funcionários

Midi ônibus da Viação Triângulo, uma das empresas do Grupo de Baltazar

Início das operações deve ser normal nesta sexta-feira, 15, de acordo com sindicato, mas se houver trabalhadores sem receber, pode haver paralisação ao longo do dia

ADAMO BAZANI

O início das operações dos ônibus das sete empresas do grupo do empresário Baltazar José de Sousa deve ser normal nesta sexta-feira, 15 de maio de 2020, de acordo com o Sintetra, sindicato que representa os motoristas, cobradores e demais funcionários do setor de transportes na região do ABC Paulista.

Segundo o vice-presidente da entidade, Leandro Mendes da Silva, as empresas começaram a pagar os salários e benefícios atrasados de alguns profissionais.

“Já foram pagos os funcionários da oficina, da fiscalização, micreiros (motoristas dos micro-ônibus), cobradores, faltando ainda os motoristas dos ônibus convencionais.O início das operações vai ser normal, mas vamos acompanhar se nesta sexta-feira serão feitos os pagamentos que restam. Se faltar alguém, podemos parar a qualquer momento” – disse representante sindical.

As empresas são Viação Ribeirão Pires, EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André, Viação São Camilo, Empresa Urbana Santo André, Viação Imigrantes, Viação Triângulo e Viação Riacho Grande que operam linhas metropolitanas da EMTU entre Ribeirão Pires, Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Rio Grande da Serra e a capital paulista. Uma das empresas – EUSA (Empresa Urbana Santo André) também opera linhas municipais em Santo André.

São aproximadamente mil funcionários e em torno de 350 ônibus, segundo o sindicato.

No aviso de greve enviado às empresas do grupo, à EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (linhas intermunicipais), à SATrans (gerenciadora dos transportes municipais de Santo André), e ao sindicato que reúne as empresas de ônibus do ABC, o Sintetra informou que as companhias não estão realizado os pagamentos previstos em convenção coletiva.

Segundo o sindicato dos trabalhadores, diversos funcionários foram colocados em férias no início de abril e que, pela convenção trabalhista, deveriam receber no início de maio, o que não ocorreu.  Além de férias, não houve pagamento também de salários e vales-alimentação. Há ainda a possibilidade de corte do plano de saúde.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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