Greve de ônibus no ABC suspensa com Baltazar pagando parte dos funcionários

Publicado em: 14 de maio de 2020

Midi ônibus da Viação Triângulo, uma das empresas do Grupo de Baltazar

Início das operações deve ser normal nesta sexta-feira, 15, de acordo com sindicato, mas se houver trabalhadores sem receber, pode haver paralisação ao longo do dia

ADAMO BAZANI

O início das operações dos ônibus das sete empresas do grupo do empresário Baltazar José de Sousa deve ser normal nesta sexta-feira, 15 de maio de 2020, de acordo com o Sintetra, sindicato que representa os motoristas, cobradores e demais funcionários do setor de transportes na região do ABC Paulista.

Segundo o vice-presidente da entidade, Leandro Mendes da Silva, as empresas começaram a pagar os salários e benefícios atrasados de alguns profissionais.

“Já foram pagos os funcionários da oficina, da fiscalização, micreiros (motoristas dos micro-ônibus), cobradores, faltando ainda os motoristas dos ônibus convencionais.O início das operações vai ser normal, mas vamos acompanhar se nesta sexta-feira serão feitos os pagamentos que restam. Se faltar alguém, podemos parar a qualquer momento” – disse representante sindical.

As empresas são Viação Ribeirão Pires, EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André, Viação São Camilo, Empresa Urbana Santo André, Viação Imigrantes, Viação Triângulo e Viação Riacho Grande que operam linhas metropolitanas da EMTU entre Ribeirão Pires, Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Rio Grande da Serra e a capital paulista. Uma das empresas – EUSA (Empresa Urbana Santo André) também opera linhas municipais em Santo André.

São aproximadamente mil funcionários e em torno de 350 ônibus, segundo o sindicato.

No aviso de greve enviado às empresas do grupo, à EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (linhas intermunicipais), à SATrans (gerenciadora dos transportes municipais de Santo André), e ao sindicato que reúne as empresas de ônibus do ABC, o Sintetra informou que as companhias não estão realizado os pagamentos previstos em convenção coletiva.

Segundo o sindicato dos trabalhadores, diversos funcionários foram colocados em férias no início de abril e que, pela convenção trabalhista, deveriam receber no início de maio, o que não ocorreu.  Além de férias, não houve pagamento também de salários e vales-alimentação. Há ainda a possibilidade de corte do plano de saúde.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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