Empresa júnior da USP desenvolve ônibus adaptado para evitar a propagação da Covid-19

Publicado em: 14 de maio de 2020

Grupo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, em parceria com a empresa júnior de engenharia da Universidade Mackenzie, venceu o Desafio Inovação Aberta Covid-19

ALEXANDRE PELEGI

E quando a quarentena acabar? Como será o deslocamento de milhões de pessoas não mais isoladas, sem gerar um novo surto do vírus?

Organizado pela Brasil Júnior, confederação das empresas juniores do Brasil, o Desafio Inovação Aberta Covid-19 teve como vencedor o oniPlus, um ônibus adaptável para evitar a transmissão de doenças contagiosas.

O projeto foi desenvolvido pela empresa júnior da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FauuspJr) da USP, em parceria com a empresa júnior de engenharia da Universidade Mackenzie (Ejem).

No edital, era explicado que o desafio tinha o propósito de “por meio de uma ideia criativa e inovadora, […] ajudar governos a se prevenir ou mitigar novos casos de covid-19 e os danos causados pela doença”.

Para selecionar os melhores projetos, o edital explicava que os critérios considerados no momento de avaliação seriam impacto, escalabilidade, inovação e viabilidade. Além disso, a ideia vencedora assinaria um contrato de até 10 mil reais para executar o projeto. As inscrições ocorreram entre 1º e 5 de abril, e o resultado final foi divulgado no dia 23.

Iara Carneiro, membro do departamento presidencial da FauuspJr. e participante do desafio, explica como a equipe chegou à ideia do oniPlus. “A maior pergunta era o que nós iríamos fazer quando a quarentena acabasse, como iríamos garantir que as pessoas se deslocassem de maneira segura. Então consideramos o ônibus, que é o meio de transporte mais usado no Brasil.”

A empresa júnior de engenharia do Mackenzie participou em parceria, e a ideia do oniPlus foi desenvolvida em cerca de duas semanas.

O oniPlus já atrai o interesse de algumas empresas.

Como alguns dos conceitos, o oniPlus se concentra na proteção do motorista e do cobrador; na prevenção dos usuários, com medição de temperatura na catraca; na criação de assentos com cabine de proteção; e na higienização do ônibus, com equipamento com lâmpadas de raios UV.

Além de Iara Carneiro, participaram do projeto os seguintes estudantes: Heitor Feletti, Isabela Sverner, Laryssa Martins e Rebeca Guglielmo, pela FauuspJr; e Ana Julia de Sousa Secco, Guilherme Buzzo, Leonardo Pimenta e Maria Fernanda Alonso, que atuaram pela Ejem.

 



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. hafiy12345 disse:

    Quem desenvolveu e quem premiou, nunca deve ter andado de ônibus na vida.

  2. Santos Dumont disse:

    Nada como colocar a cuca para funcionar. Não é fácil inovar em carroceria de ônibus já que limitadas a um formato padrão, como um pão-de-forma. Utilizando técnicas simples, eficazes e de baixo custo, o projeto é bem interessante. Faltou apenas – ao menos na matéria acima – explicar como seria a aeração no interior dos ônibus. Será que privilegiariam a circulação natural por meio de janelas manipuláveis, ou seri com vidros fixos e condicionadores de ar? E o espaço para portadores de necessidade especiais e os que usam o cão-guia? Com certeza não ficaram de fora do projeto, certo?

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