Dia do Ferroviário: profissionais são homenageados por manter serviço essencial durante pandemia

Publicado em: 30 de abril de 2020

Em SP, funcionários da CPTM aplaudem durante buzinaço realizado pelos trens para celebrar a data. Foto: Diário do Transporte.

Operadoras de transporte de passageiros sobre trilhos publicam mensagens aos trabalhadores nas redes sociais

JESSICA MARQUES / WILLIAN MOREIRA

O Dia do Ferroviário, celebrado nesta quinta-feira, 30 de abril de 2020, está sendo diferente dos anos anteriores. Nesta data, os profissionais trabalham na linha de frente, mantendo o transporte de passageiros, um serviço essencial, durante a pandemia de Covid-19.

A comemoração da data também não está sendo convencional. Sem os abraços calorosos, festas e até mesmo um bolinho após o expediente, as homenagens estão sendo feitas a distância.

Em São Paulo, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) encontrou uma forma criativa de comemorar a data tão especial. Às 12h30, foi promovido um buzinaço para os ferroviários, enquanto funcionários também aplaudiam os trabalhadores.

O ato foi uma maneira de homenagear não só os maquinistas, mas funcionários do setor de manutenção, segurança, operacional, entre outros que seguem trabalhando diariamente, mesmo em meio à pandemia.

Além disso, as redes sociais foram outra maneira de comemorar a data, tão importante para a categoria. Além da CPTM, que publicou ainda um vídeo aos ferroviários, outras companhias também divulgaram homenagens, como a SuperVia, no Rio de Janeiro, e o Metrô de Belo Horizonte.

Confira:

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HISTÓRIA

Também para celebrar esta data, o Arquivo Nacional, que pertence ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, trouxe detalhes sobre a comemoração do Dia do Ferroviário, celebrado em todo o país.

Confira a publicação, na íntegra:

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A data foi escolhida para lembrar a inauguração da primeira ferrovia brasileira, em 30 de abril de 1854. Nessa data, o imperador Pedro II inaugurou a Estrada de Ferro Petrópolis, hoje conhecida como Estrada de Ferro Mauá, por ter sido idealizada pelo então Barão de Mauá, Irineu Evangelista de Souza. A cerimônia de inauguração teve como auge a circulação de uma composição tracionada pela “Baroneza”, a primeira locomotiva a vapor a trafegar no Brasil.

Fabricada na Inglaterra, a Baroneza recebeu esse nome em homenagem a Maria Joaquina Machado de Souza, esposa do Barão de Mauá. Também denominada “Locomotiva N° 1”, a Baroneza é uma das peças mais importantes da história ferroviária brasileira. Classificada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como monumento cultural, encontra-se atualmente exposta no Museu do Trem, localizado no bairro do Engenho de Dentro, Rio de Janeiro.

O acervo do Arquivo Nacional contém milhares de itens documentais que registram uma parte da história das ferrovias no Brasil. São fotografias, mapas, gravuras, plantas, projetos de material rodante, estações, linhas, e muito mais. Você pode acessar parte dessa documentação on-line, no Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN).

Saiba como realizar a pesquisa multinível acessando o link bit.ly/2UtZA8F

Você também pode realizar a pesquisa simples. No campo de busca, digite “ferrovia”, “estrada de ferro”, “linha férrea”, “trem”, “locomotiva” e expressões correlatas. Acesse o tutorial de pesquisa simples no link bit.ly/3c2kf9B

Na imagem acima, a Baroneza no pátio das oficinas ferroviárias do Engenho de Dentro, Rio de Janeiro. Fotografia de 1969, do acervo do Arquivo Nacional.
Jessica Marques para o Diário do Transporte

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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