Coronavírus: Demanda de ônibus se mantém e frota vai aumentar com a abertura das atividades econômicas na cidade de São Paulo

SMT diz que faz ajustes tanto para trânsito como para ônibus

De acordo com o secretário de mobilidade da capital paulista, trânsito de carros está aumentando. Volta de rodízio vai ser analisada com relaxamento de quarentena

ADAMO BAZANI

A demanda dos passageiros de ônibus na cidade de São Paulo com a quarentena para evitar o avanço da pandemia do novo coronavírus manteve-se estável com uma média de 30%, apesar da lotação em algumas linhas nos horários de pico, principalmente. Entretanto, a SMT –Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes vai realizar estudos para aumentar a frota de coletivos a partir de 11 de maio, quando está prevista a retomada gradual das atividades econômicas com o afrouxamento das medidas de isolamento.

A informação é do secretário Edson Caram, em entrevista à Rádio Bandeirantes na manhã desta terça-feira, 22 de abril de 2020.

Segundo Caram, hoje são 53% da frota em operação para atender em torno de 30% da demanda habitual.

O secretário reconheceu que ainda há algumas linhas com lotação e que diariamente são feitos monitoramentos da demanda pontual.

No dia 30 de março, a frota foi reduzida para 40% do habitual, mas teve de ser aumentada por causa do excesso de lotação em algumas linhas, em especial nos horários de pico.

Na terça-feira (31/03), a frota foi ampliada em 151 ônibus, na quarta-feira (01/04) em mais 50; na quinta-feira (02/04) foram mais 30 ônibus e, na sexta-feira (03/04) outros 163, todos distribuídos em diversas linhas. Já na segunda-feira (06/04) mais 401 ônibus em circulação. Na terça-feira (07/04), o acréscimo foi de 312 ônibus e, na quarta (08/04), de 424 veículos.

Desde então, foram inseridos em torno de 1,7 mil coletivos.

TRÂNSITO:
Se a demanda de ônibus pouco teve alteração, segundo Caram, o trânsito de carros e motos tem aumentado. Entre 7h30 e 8h30, foi registrado índice de 19 km de lentidão.

Antes da crise do coronavírus, o pico era de 170 km. Durante a quarentena, em dias comuns, o índice foi já de zero km.

Neste momento, está descartada a volta do rodízio municipal de veículos. O temor é que restrição a carros direcione pessoas para o transporte coletivo provocando lotações.

Uma eventual volta do rodízio será analisada com os impactos do relaxamento das medidas de restrição após 11 de maio.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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