Coronavírus: Belo Horizonte faz repasse semanal de R$ 3,5 milhões a empresas de ônibus e restringe gratuidade de idosos

Alexandre Kalil durante coletiva de imprensa nessa segunda-feira (20). Foto: Reprodução Redes Sociais Alexandre Kalil,

Medidas foram anunciadas nesta segunda-feira

WILLIAN MOREIRA

Em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira, 20 de abril de 2020, o prefeito da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, Alexandre Kalil, anunciou medidas para evitar o colapso de empresas de ônibus da cidade, por conta da pandemia do novo coronavírus.

O prefeito informou que semanalmente a Prefeitura vem efetuando o pagamento de R$ 3,5 milhões, referentes ao adiantamento dos vale-transportes.  O objetivo é manter assim o serviço em operação para atender profissionais do serviço essencial e diminuir os impactos pela queda brusca na demanda diária, resultado das medidas de restrição dos contatos sociais.

“A prefeitura está adiantando para as empresas [o repasse referente ao vale-transporte] para não haver colapso no sistema publico de transporte”, disse.

“Somos clientes e os maiores compradores dos vale-transportes. Precisamos levar o servidor para os postos de saúde, e quem trabalha também [em referencia aos demais serviços essenciais que seguem funcionando normalmente]”, completou Alexandre Kalil.

IDOSOS

Kalil também falou sobre a restrição de idosos com 65 anos ou mais no transporte de ônibus que começou a vigorar hoje. Na medida determinada no decreto nº 17.332 de 16 de abril, este público por pertencer ao grupo de risco de contágio não possuem a partir de hoje, a gratuidade no transporte no horário de maior movimento.

Entre às 5h e 08h59 e entre às 16h e 19h59, idosos que utilizarem o transporte vão precisar efetuar o pagamento da tarifa, mas fora destes horários a tarifa gratuita continua a valer.

“Se o idoso é o que não pode ser contaminado, o que temos que fazer é retirar eles dos ônibus nos horários de pico”, disse Kalil

Por fim o prefeito explicou que as medidas apesar de difíceis não tem como objetivo fechar a cidade ou causar prejuízos econômicos, esperando o mais breve possível mesmo sem precisar uma data, a sair das medidas de restrição.

“Fomos a primeira cidade a copiar o que o mundo todo fez [medidas de contingenciamento social em outras partes do mundo], e por isto temos a possibilidade de ser a primeira cidade flexibilizada. Ninguém, absolutamente ninguém quer uma cidade fechada.”

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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