Setor de transportes vai sentir crise do coronavírus por oito meses, acredita maioria das empresas. Para 70%, impactos são muito negativos

Demanda caiu para mais de 98% das empresas.

Sondagem da CNT, apurou 776 empresas do setor, entre 1º e 3 de abril. Situação é pior entre operadores de ônibus, trens de passageiros e metrô

ADAMO BAZANI

O setor de transportes, tanto de cargas como de passageiros, é um dos mais afetados pela crise financeira gerada pelo novo coronavírus, causador da Covid-19, doença originária na China.

De acordo com sondagem da CNT – Confederação Nacional do Transporte com 776 empresas do setor, entre 1º e 3 de abril, 69,5% declaram que a pandemia já gerou impactos muito negativos.

Já para 84% das empresas, o faturamento do setor de transporte cairá ainda mais nos próximos 30 dias e quase um terço destas empresas acredita que a queda vai ser superior a  80%

O maior impacto da pandemia tem sido a queda no faturamento (71,1%), mas também chamam atenção a paralisação total ou parcial das atividades da empresa (38,9%)  redução da frota em operação (31,1%).

Já a capacidade de pagamento dos salários está muito comprometida para 41,4% das empresas que participaram e parcialmente comprometida para 29,3%.

Sem financiamento ou ajuda, 28,2% das empresas dizem que não aguentam um mês e se 25,5% resistem por 30 dias.

A maior parte das respostas (34,5%) acredita que os impactos da crise no setor vão durar de quatro a oito meses e 19,5% esperam sequelas por um ano.

Como medidas de socorro por parte do poder público, segundo a sondagem, 51,9% acreditam que a prioridade deve ser para criação de linhas de crédito com prazos maiores e juros reduzidos. Em seguida, 43,3% defendem como alternativa para o setor, a suspensão da cobrança da PIS-Cofins.

ÔNIBUS:

Para os setores de ônibus, os impactos são ainda maiores, de acordo com a pesquisa.

No caso de ônibus urbanos, 97,3% das empresas pesquisadas responderam que os impactos da pandemia de origem chinesa foram muito negativos. É o mesmo índice das respostas dos empresários dos ônibus rodoviários regulares.

No segmento de ônibus de fretamento, os impactos foram muito negativos para 87% das empresas.

METROFERROVIÁRIO:

Já para o setor metroferroviário, 77,8% das empresas sondadas classificam os impactos do vírus na economia como muito negativos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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