Sancetur de Indaiatuba com paralisação nesta terça-feira, 14

Ônibus em Indaiatuba. Foto Arquivo

Redução e atrasos em salários estão entre os motivos. Prefeitura propôs subsídios

ADAMO BAZANI

Passageiros que dependem de transporte coletivo em Indaiatuba, no interior de São Paulo, estão sem poder contar com os serviços na manhã desta terça-feira, 14 de abril de 2020.

De acordo com o plantão da empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda, operadora da cidade, sindicalistas impedem a saída dos ônibus.

Os protestos são contra redução e atrasos em salários e benefícios.

A empresa alega dificuldades financeiras por causa da queda de demanda em decorrência das necessárias medidas de restrição de movimento para conter o avanço do novo coronavírus, que teve origem na China.

A Câmara Municipal de Indaiatuba deve votar projeto de lei do prefeito Nilson Gaspar que prevê subsídios de até R$ 529.920, 00 mensais, por até três meses, somando R$ 1,58 milhão (R$ 1.589.760,00) para equilibrar o contrato de prestação de serviços.

Por sessão online, nesta segunda-feira, 13, os vereadores começaram a analisar a urgência do projeto, mas alguns parlamentares pediram mais tempo para analisar.

Por meio de nota, a Sancetur diz que por causa da crise originada pelo coronavírus passa por dificuldades financeiras, transportando apenas 13% da demanda habitual, e que os subsídios no projeto de lei não são para a empresa, mas para manter empregos e a continuação dos serviços.

A Sancetur – Sou Indaiatuba vem prestar os seguintes esclarecimento para os usuários do transporte público coletivo na cidade. Nos últimos dias todos fomos surpreendidos pelos devastadores efeitos da pandemia causado pelo Covid-19. Em razão da pandemia houve suspensão de diversas atividades econômicas, por ordem ou orientação de todas as esferas de Governo do Brasil.

Pela suspensão das atividades econômicas e pela orientação dos Governos para que as pessoas fiquem em casa pelo receio da proliferação do contágio do Covid-19, a quantidade de usuários do sistema público de transporte coletivo despencou para aproximadamente de 13% da usual e a empresa tem que tomar suas medidas de redução de gastos para continuar existindo e prestando serviço, bem como tentando manter o emprego de nossos colaboradores.

Somente para ilustrar, hoje estamos transportando 4.000 passageiros, dos quais 2.800 são pagantes e a receita não basta sequer para a aquisição do óleo diesel. Outras cidades já tomaram medidas visando a manutenção do transporte público coletivo, com a implementação de subvenções e subsídios, como São Paulo e Campinas, por exemplo.

O SUBSÍDIO NÃO É PARA A EMPRESA, MAS SIM PARA A GARANTIA DA CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO COMO MODICIDADE TARIFÁRIA E MANUTENÇÃO DOS EMPREGOS.

É de suma importância que a Concessionária fique mobilizada para, quando terminar este período, de forma imediata retome a prestação dos serviços de forma plena.

A paralisação do transporte na cidade ocorreu hoje, pois os nossos empregados, estão, de forma justa, preocupados com a manutenção de seus empregos, uma vez que a Câmara Municipal ainda não apreciou o Projeto de Lei 64/20 que subsidia os usuários do sistema de transporte coletivo e garantiria a continuidade da prestação dos serviços. Acreditamos que em breve a situação seja normalizada.

Estamos nos esforçando ao máximo nesse período de crise de saúde para prestar serviço público à população de Indaiatuba e manter os empregos, todavia, isso somente será possível se a Prefeitura garantir o equilíbrio econômico e financeiro do contrato de concessão, de forma que as receitas consigam fazer frente às despesas com a manutenção do serviço.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Não dá para entender.

    Essa Sancetur é um mistério.

    Só tem buzão novo e não tem grana pra pagar os funcionários…

    “Tem gato nessa tuba.”

    Essa conta não fecha.

    SAÚDE A TODOS!

    Att,

    Paulo Gil

  2. Felipe Figueiredo disse:

    Imagina que vc tenha um ônibus, e vc rode 300 km por dia. Fazendo uma média de 3 km com 1 litro……. Some o preço do diesel mas salario de funcionário mas manutenção……. A conta não fecha, não é porque tem ônibus novo que tem tanto dinheiro em caixa, sem contar que deve estar financiado.
    Não estou defendendo empresa nenhuma mas se usar a cabeça Não tem como rodar sem puxar passageiro sem ter subsídio…….alguém tem que pagar a essa conta…….ou seja la na frente os passageiros vai pagar na passagem

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