Tráfego em rodovias administradas pela CCR cai pela metade

Na Linha 5-Lilás de metrô, a queda no fluxo de passageiros foi de 77,2%. Foto: Alexandre Pelegi

Em relatório divulgado para acionistas, a concessionária lista seus empreendimentos e a variação percentual do fluxo de veículos nas estradas que administra

WILLIAN MOREIRA

O Grupo CCR, antiga Companhia de Concessões Rodoviárias, divulgou nesta sexta-feira, 10 de abril de 2020, o relatório semanal de seus empreendimentos para acionistas, dentre eles rodovias, aeroportos e Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo.

O Grupo é uma empresa brasileira de concessão de infraestrutura, transportes e serviços, uma das líderes na administração de rodovias no Brasil, com um total de 3.265 km administrados.

A empresa já sente os efeitos das medidas de isolamento social determinadas para o combate à disseminação do coronavírus.

Com um comparativo entre os dias 03 a 09 de abril de 2020 com o mesmo período de 2019, a concessionária calculou a variação percentual do fluxo de passageiros e, no caso das rodovias, dos veículos que por elas transitaram.

No setor das rodovias em sua administração, a queda total foi de 27,2% no trânsito geral, com o maior índice sendo apontado no trânsito de carros de passeio com 50,5%, pouco mais da metade habitual. A planilha abaixo, separada por período e tipo de tráfego, aponta variações notáveis em todas as vias como a NovaDutra (Rodovia Presidente Dutra), que liga os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde a variação negativa foi de 39,3%.

CCR_tabela


PLANILHA CCR RODOVIAS

Já no setor aeroportuário, a CCR administra quatro aeroportos – Quito no Equador; Curaçao nas Antilhas Holandesas; Juan Santamaria na Costa Rica; e o Aeroporto de Confins em Belo Horizonte. Nesse segmento, o Grupo registrou uma queda 97% no fluxo dos passageiros na última semana, com uma queda total de 16,8% nestes mesmos aeroportos, se analisado o mesmo período de 01 de janeiro até 09 de abril nos anos de 2020 e 2019.

Já na Linha 5-Lilás de metrô, que liga a Zona Sul da cidade de São Paulo até próximo da região da Paulista (Capão Redondo – Chácara Klabin), por meio de integração na Linha 1-Azul e 2-Verde, a variação entre os dias 03 e 09 de abril foi de -77,2% de passageiros em relação ao mesmo período em 2019.

Estes impactos sentidos resultam das medidas de contingenciamento social e derivados no combate ao coronavírus, o que atinge diversos setores e é fator determinante na queda de pessoas em circulação por vias e transporte.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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