Câmara aprova de forma definitiva pacote de Bruno Covas que subsidia parte dos salários dos motoristas e cobradores de ônibus por quatro meses

Transportes têm registrado queda de passageiros e arrecadação

Projeto de lei permite com que a prefeitura altere contratações públicas para reduzir os impactos econômicos do coronavírus

ADAMO BAZANI

A Câmara Municipal de São Paulo, por unanimidade, aprovou na tarde desta sexta-feira, 27 de março de 2020, de forma definitiva o PL 180, o projeto de lei número 180, de autoria do prefeito Bruno Covas com um pacote de medidas para redução dos impactos econômicos do coronavírus na capital paulista.

Entre as ações, está a possibilidade de a prefeitura conceder subvenções por quatro meses para pagar parte dos salários de motoristas e cobradores de ônibus ou de outros trabalhadores do transporte coletivo.

Da Subvenção para Evitar Desemprego dos Trabalhadores de Transportes Art. 7º Em função das restrições de circulação de pessoas por força da situação de emergência e estado de calamidade pública em vigor no Município de São Paulo, fica o Poder Executivo autorizado a conceder subvenções econômicas, pelo período de até 4 (quatro) meses, para cobertura de despesas relativas ao pagamento de ajuda compensatória mensal e/ ou parte dos salários dos funcionários das empresas de transporte urbano de passageiros contratados pela prefeitura, em decorrência da diminuição da frota em circulação, na forma e condições estabelecidas em regulamento.

Na justificativa, Bruno Covas citou a redução da demanda e das viagens que comprometem o aspecto financeiro das empresas.

São em torno de 50% dos ônibus em circulação da frota habitual da cidade de São Paulo e, segundo a SPTrans – São Paulo Transporte, a demanda de passageiros caiu mais de 70%.

Foram 54 votos favoráveis e nenhum contra. Só um vereador não votou por estar de licença médica.

A votação ocorreu de forma virtual.

No total, a prefeitura poderá remanejar R$ 5,97 bilhões que antes estavam vinculados a determinadas ações para medidas emergenciais.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. RodrigoZika disse:

    4 meses acho muito ao menos por enquanto, mas veremos.

  2. Sergio disse:

    Não entendo o pq de só as empresas de transporte serem beneficiadas com esse pacote.
    E as demais empresas que tbem foram prejudicadas com o fechamento do comércio?
    Quem vai pagar os salários dos emprehados?

  3. Fábio Alves de Oliveira disse:

    Justo pois afinal de contas os profissionais continuam trabalhando e precisam receber por isso!

  4. Ronald Poleti disse:

    Isso é um descaso aos trabalhadores é uma pouca vergonha o que estão fazendo aos trabalhadores , e as dividas o Prefeito vai pagar para os trabalhadores , todos nós temos contas para pagar .

  5. ANTONIO RODRIGUES NETO disse:

    Entendo que essa medida está correta e deve se estender a todas as empresas paralisadas por conta do isolamento social, afinal é essa a obrigação dos governantes.

  6. J. Dilson A. De Oliveira disse:

    E porque nós trabalhadores do vai receber 50% dos vencimentos e 50% VR , qual a explicação?

  7. José Valter da silva disse:

    E muito gratificante da parte do nosso prefeito mais da empresa que eu faço parte eles estão descontando os VR e uma vergonha está viação Grajaú

  8. AdelsonBarbosa disse:

    A move buss está cortando tbm….o Q devemos fazer???

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