Metroviários anunciam paralisação no Metrô de Belo Horizonte nesta segunda-feira, 23, por causa do coronavírus

Segundo categoria, não estão sendo tomadas medidas adequadas de proteção

ADAMO BAZANI

O Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindmetro-MG) anunciou na noite deste sábado que deve parar totalmente o Metrô de Belo Horizonte na segunda-feira, 23 de março de 2020.

Segundo a entidade à imprensa local, as medidas da CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos no combate ao avanço do coronavírus estão sendo insuficientes.

A entidade sindical informou que não houve afastamento de trabalhadores idosos e nem a disponibilização de máscaras e álcool em gel para trabalhadores que lidam diretamente com o público.

“A diretoria do Sindimetro-MG vinha negociando com a direção da CBTU várias formas de se evitar um colapso total do sistema para que as operações continuassem sem pôr em risco a saúde dos usuários e trabalhadores. Contudo, diante das fortes evidências do rápido contágio pelo coronavírus e que a saúde e a vida dos trabalhadores e usuários estão em risco, a empresa não garantiu a segurança necessária para o empregado e pela própria natureza da atividade que é o transporte de pessoas, o Sindimetro-MG não pôde mais protelar a decisão de paralisar todas as atividades”, segundo comunicado da entidade sindical.

A CBTU ainda não se pronunciou.

Desde sábado, 21, o Metrô de BH funciona em horário reduzido, com operações somente das 6h às 9h e das 16h30 às 20h.

Durante a semana, os intervalos serão de 10 minutos e aos fins de semana, este intervalo sobe para 20 minutos.

A Companhia informa ainda que continuará mantendo os trens acoplados no sistema.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Laurindo Martins Junqueira Filho disse:

    Por que o próprio Sindicato dos Metroviários e a Federação q os representa não resolve atender aos reclamos dos empregados do transporte público? Afinal de contas, muitos dos seus dirigentes têm contato estreito com o glorioso Partido Comunista Chinês. Ao invés de “jogar as tranças para trás”, por que não assumir o seu papel de executores de uma obrigação constitucional insubstituível, que é a de garantir o transporte público coletivo (Art. 30, V) da Constituição Federal? Tirar o seu da seringa, num momento como este, revelará uma fraqueza social e uma falta de responsabilidade q somente irá enfraquecer nossos instrumentos de pressão por melhores condições de trabalho. Quando, amanhã ou depois, tivermos q recorrer a greves, de q argumentos viremos a nos servir? Ou será q os interesses sindicais, pessoais e partidários irão, mais uma vez, prevalecer sobre a defesa da vida e da solidariedade social? Abçs fraternais, companheiros!

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