Brasileiro gasta R$ 1649 em aplicativos de transporte por ano, diz mapeamento de 203 mil usuários

Publicado em: 28 de fevereiro de 2020
aplicativos de transporte

Nível de comprometimento de renda das famílias pelos apps como Uber, 99 e Cabify  tem se aproximados dos transportes públicos

ADAMO BAZANI

O brasileiro tem gastado, em média, R$ 1649 por ano em aplicativos de transportes individuais, como Uber, 99 e Cabify.

O dado faz parte de um levantamento com 203 mil usuários feito nos últimos 12 meses pela plataforma de gestão financeira pessoal “GuiaBolso”.

Somente no mês de janeiro, cada pessoa que usa o “GuiaBolso” gastou, em média, R$ 134,40 nos apps de carros.

Ao menos 30% dos cadastrados usaram Uber, 99, Cabify, entre outros. Os aplicativos de transporte já consomem, de 3,1% a quase 10% da renda dos brasileiros.

Por meio de nota à imprensa, o diretor de Produto e Tecnologia do Guiabolso, Julio Duram, disse que há um risco de perda de controle dos gastos pelos usuários devido às caraterísticas de pagamento dos apps de transporte individual.

“O gasto acumulado em um ano assusta, principalmente porque as corridas costumam ter um valor bem menor e são descontadas diretamente no cartão de crédito. A pessoa nem precisa abrir a carteira e só vai se dar conta do volume quando chega o final do mês”, – disse

O comprometimento da renda do brasileiro com aplicativos de transporte ainda é menor do que com o transporte coletivo, pelo número de viagens que cada pessoa na comparação entre as duas formas de deslocamento. Entretanto, a tendência é de a diferença entre os dois índices se tornar menor, com o aumento de demanda dos apps e perda de passageiros do transporte público, em especial dos ônibus.

De acordo com um levantamento divulgado em 2019 pela Here Technologies, empresa voltada para tecnologia de mobilidade, transporte e veículos, em média, no Rio de Janeiro, os transportes públicos comprometiam 11,65% da renda e, em São Paulo, antes do último reajuste de R$ 4,30 para R$ 4,40, o comprometimento era de 13,7% da renda mensal.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa tarde.

    Quanta campanha contra os aplicativos, meeeeeeeeeeeeeeeeu Deus.

    É isso ai camarão dorme a onda leva.

    Os taxis ficavam chocando nos pontos e não passavam mais nas ruas.

    O buzão não passa.

    O mundo passou e levou todos os passageiros.

    Agora guenta galera.

    O JURASSISMO se matou sozinho.

    Agora só falta o poder público.

    Esse será o próximo se matou ja faz tempo; bas ler a materia do DT que fala sobre a consulta publica e licitações do buzão pelo BarsiLei, tudo a mesma LERDA

    Casa-separa; casa-separa; casa-separa.

    Ou vocês acham que o povo ainda acredita em Papai Noel.

    Acabou JURÁSSICOS, o folego de vocês está no fim.

    Pode espernear com esse papinho das instituições, mas essas instituições que ai estão JÁ ERA.

    Querem ter moral, se espelhem no CORPO DE BOMBEIROS, NO METRO (exceto os Aerotrens) e na CET.

    Lembrem-se vocês mesmo se mataram, independentemente da cor, do nome e da ideologia.

    Não produz tá morto.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Rodrigo Zika! disse:

    Olha eu acho bem relativo, eu to na lista do streaming e comida kkk, vou exemplificar aqui em SP capital onde moro, o Uber só compensa atualmente em curtas distâncias, porém quem mais usa e a população de classe média com certeza, porque quem e da periferia e inviável a distância de onde mora pra ir pra uma balada de noite no centro por exemplo, ao invés de pegar Trem, Metrô ou ônibus, e há via várias reportagens que quem mora em bairro nobre trocou o carro por carros de aplicativos, isso e normal já que a pessoa não mora longe do centro, e o valor sai bem baixo diariamente, mas ainda assim foi a melhor coisa que aconteceu, pois antigamente por ter só táxi, colocavam o preço que queriam absurdo e você não tinha uma segunda opção, não sou de usar Uber porém e uma mão na roda, uma vez quando fui no centro de Itaquera e acabei indo numa loja comprar um aparelho de som grande, como tinha entrega imediata e eu não tenho carro, pedi um Uber e deu menos de 20 reais ate em casa, então sempre acaba sendo útil, pra uns mais outros menos.

  3. Sergio Araujo disse:

    Não é uma questão de preços e sim de comodidade, muitas vezes viagens são feitas simplesmente por ser mais barato que o valor do taxi relativamente e como é muito fácil o gasto real só é percebido na fatura do cartão de crédito ou se o costume é pagar em dinheiro, nem se percebe. É o mesmo efeito psicológico de compras a prazo só por que as parcelas cabem no orçamento mensal que muitos fazem por não se importar com educação financeira.

  4. Rodrigo Massayoshi Horino disse:

    Alguém próximo ao Sr. Julio Duram, pode avisá-lo que a pessoa só vai perder o controle dos gastos se REALMENTE QUISER, visto que nos dias atuais temos apps bancários para exatamente CONTROLAR as próprias finanças.
    Eu por exemplo tenho total controle dos gastos utilizando apps de transporte e até onde posso gastar para não afetar outros orçamentos mensais.
    Principalmente em vez de pagar R$ 4,50 no ônibus, alguns dias prefiro pagar em média R$ 12,00 para não ficar no pinga-pinga dos pontos e também ir em pé. Tem o fato de quando estar chovendo não ficar no abafado, porque a anta que fica na janela não deixa pelo menos uma fresta de 1 dedo para ventilar, ou as outras antas, que utilizam guarda-chuva deixar pingando no corredor e as vezes até em vez de colocar em uma sacola adequada, tem também quem utiliza mochila não conseguir deixá-lo no chão por estar molhado o piso. Enfim, alguns típicos “problemas de educação” das pessoas sem noção de empatia com o próximo.

  5. Rafael do Amaral Luiz disse:

    Eu que já tive corrida recusada por taxista antes desse fenômeno dos apps e pude experimentar um Uber pra ver na real como ‘quebra o galho’, tô achando ótima a ‘abertura’ desse ‘mercado’ específico.

    Sobre os ônibus, é importante implantar nas metrópoles brasileiras como a Grande São Paulo mais que um BRT; um sistema integrado de ônibus por modalidades (alimentador, ligeirinho, expresso, etc.) mais ou menos como em Curitiba. Na cidade de São Paulo existe hoje o que há de mais estúpido, ‘burro’ mesmo; uma frota muito moderna, ‘hi-tech’ e confortável como o povo merece, mas onde praticamente todos os ônibus, do micro ao biarticulado, operam do mesmo jeito, seja na faixa exclusiva, no corredor ou na viela… Sem falar que os terminais hoje são cenográficos, de enfeite e no futuro virarão shoppings. Ridículo!
    Agora, quiseram tanto transformar transporte público em ‘mercado’, mas se incomodam quando aparece concorrência… Bem Feito!

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