Avança processo de certificação de tecnologia embarcada para novo sistema de transporte coletivo de São Paulo

Foto: Alexandre Pelegi

Relatório da certificadora Tuv Rheinland Brasil, obtido pelo Diário do Transporte, mostra situação de cada empresa de tecnologia até o dia 4 de fevereiro

ALEXANDRE PELEGI

Oito empresas de tecnologia estão em processo de certificação junto á SPTrans para fornecer tecnologia embarcada para o novo sistema de transporte coletivo da cidade de São Paulo.

Como mostrou o Diário do Transporte, um dos principais destaques dos novos contratos assinados em setembro passado com as empresas de ônibus, que terão validade por 15 anos, está justamente no termo “inovação”, concretizado nas ações e investimentos de tecnologia que as operadoras terão de realizar a partir de agora.

Caberá a elas a aquisição de tecnologias embarcadas para captura de dados para gestão.

Com inovação, as empresas de ônibus podem gerir melhor seus serviços, e em decorrência disso podem também melhorar a imagem do Transporte Público para o cliente do setor.

O fundamental, no entanto, é que o poder concedente – no caso a Secretaria municipal de Mobilidade e Transporte, por intermédio da SPTrans – certifique os fornecedores de tecnologia dos sistemas embarcados e do sistema central.

No caso dos sistemas embarcados, oito empresas de tecnologia estão passando pelo processo de certificação junto à SPTrans.

Por esse processo, as empresas de ônibus passam a ter uma garantia tecnológica de que o produto que irão adquirir é não só reconhecido pelo poder concedente, mas também será capaz de entregar os produtos para os quais foram desenhados.

O processo de certificação nada mais é que uma série de verificações que habilitarão os fornecedores tanto para os sistemas embarcados, como para o fornecimento do sistema central.

As verificações são realizadas por meio de Organismos de Certificação (OCD) e Laboratórios de Testes (LTD) designados pela SPTrans. Eles analisam aspectos funcionais e não funcionais descritos no edital de concessão do transporte público municipal paulistano.

SITUAÇÃO DE MOMENTO

O Diário do Transporte teve acesso a um relatório da empresa certificadora Tuv Rheinland Brasil, com data de 4 de fevereiro de 2020, que mostra que o processo já está bem avançado.

A SPTRans confirmou a veracidade do documento, bem como informou não ter informações mais recentes.

O processo de certificação, para ser concluído, precisa passar por três fases.

Na Fase 1, ocorre a entrega das documentações das empresas a serem certificadas para o fornecimento da tecnologia embarcada e suas soluções.

Na Fase seguinte, de número 2, são realizados testes laboratoriais da solução embarcada proposta, bem como é feita a análise de seus resultados.

Na Fase 3, que finaliza o processo, são realizados testes de integração entre a tecnologia embarcada proposta e o atual sistema central da SPTrans, o SIM (Sistema Integrado de Monitoramento) – eles precisam “conversar entre si” -, bem como análise de seus resultados.

Superadas essas três fases, a empresa de tecnologia poderá ser certificada pelo OCD (Organismo de Certificação) e homologada pela SPTrans.

SITUAÇÃO DAS EMPRESAS

Como se pode ver pelo relatório, até a data de 04 de fevereiro de 2020 (portanto esse status poder ter avançado mais em alguns dos casos abaixo), a situação de cada empresa de tecnologia no processo era a seguinte:

TACOM BILHETAGEM INTELIGENTE LTDA = Fase 1 (com pendências)

NOXXON SAT TELECOMUNICAÇÕES LTDA = Fase 2 (em andamento)

ETRABRAS MOBILIDADE E ENERGIA = Fase 2 (em início)

HARMAN DO BRASIL/CITTATI = Fase 3 (em início)

M2M SOLUTIONS = Fase 2 (pendente de início)

VOITH TURBO LTDA = Fase 1 (em andamento)

PRODATA MOBILITY BRASIL S.A. 2 – Fase 1 (em andamento)

PRODATA MOBILITY BRASIL S.A. 1 – Fase 2 (em andamento)

Situação tecnologia embarcada

Leia mais sobre o tema: Processo de Certificação garante qualidade dos serviços de tecnologia embarcada nos ônibus de São Paulo


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. JOSE LUIZ VILLAR COEDO disse:

    Quantas tecnologias… Meu Deus! Mas eu gostaria mesmo é de mais opções de deslocamentos Locais e aquilo que a Prefeitura agora chama de “Articulação Regional” e mais Coletivos nas Linhas! E MUITÍSSIMO MAIS CORREDORES E FAIXAS REALMENTE EXCLUSIVAS PARA ELES ! Principalmente mais uns BRTs! Nada contra as tecnologias… mas o Transporte em si tem que acontecer ! Né? ! #SOACHO!

  2. Dênis disse:

    Avança a captura de dados do usuário de ônibus em São Paulo! Enquanto isso, nas sociedades desenvolvidas, tecnologias como o reconhecimento facial estão perto de ser BANIDAS porque especialistas alertam que o “combate a fraudes” cobra um preço que não é nada barato: brechas graves que colocam em risco o direito à privacidade, aos dados pessoais, aos direitos iguais e de não sofrer discriminação. Os paulistanos precisam estar atentos não ao que as empresas de tecnologia oferecem, mas ao que elas não divulgam aos clientes e à sociedade!

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