ESPECIAL: Curiosidades sobre os ônibus metropolitanos da EMTU na Grande São Paulo

Publicado em: 17 de fevereiro de 2020

Tecnologias diferentes dividem as mesmas áreas

Linha mais longa tem 80 km. Consumo de energia de trólebus é um terço do que gasta um ônibus diesel por quilômetro. Linha menos movimentada transporta apenas 50 pessoas por dia

ADAMO BAZANI

Todos os dias, 1,8 milhão de passageiros se deslocam usando os 4.521 ônibus gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos nos 39 municípios da Grande São Paulo.

Mesmo com a abrangência da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que atende por dia a cerca de 3,5 milhões de passageiros em grande parte da região e a necessidade de expansão dos trilhos (como o momento tão sonhado em que o Metrô ultrapassará os limites da cidade de São Paulo), os ônibus metropolitanos jamais vão perder a importância.

Essa relevância tem raízes históricas. Com a especulação imobiliária, a valorização de terrenos na capital e ao longo das linhas férreas (inclusive na Grande São Paulo) concomitante com o grande fluxo migratório para a região, a população começou a se adensar em áreas mais distantes dos centros mais desenvolvidos. Muitas vezes, pela distância das regiões centrais das cidades, se tornou mais vantajoso ir de um município a outro de ônibus do que chegar até o trem. Muitos destes coletivos, pioneiros, ajudaram a abrir novos caminhos que depois se tornaram vias importantes de alto fluxo.

Diário do Transporte enviou questionamentos à EMTU sobre alguns pontos que podem ajudar a entender esse universo em constante movimento que é o transporte metropolitano.

Ainda no aspecto histórico, a gerenciadora informou que as primeiras linhas metropolitanas (até então chamadas de intermunicipais) tiveram origem entre os anos 1930 e 1940. Alguns serviços estão ainda em circulação, mas foram se tranformando com o tempo.

Ônibus da empresa Santo Ignácio, que operou na Grande São Paulo

“Algumas destas linhas iniciaram sua operação nos anos 30 e 40. Um exemplo é a linha 004TRO da Viação Riacho Grande, que era operada pela Viação Santo Ignácio. Seu trajeto era de São Bernardo do Campo (Bairro dos Casas) para São Paulo (Parque Dom Pedro).  Com o crescimento da periferia o serviço foi ampliado do bairro dos Casas para bairro do Alvarenga. Em São Paulo, com o projeto de reestruturação do transporte municipal do centro, a linha foi alterada do Parque Dom Pedro para o Terminal Sacomã.”

Outra característica é a diversidade dentro de um mesmo sistema porque as realidades dos passageiros e das cidades são diferentes.

Assim, há linhas como 206TRO, que liga Guararema (Centro) a São Paulo  (Terminal Rodoviário do Tietê), com 80 km de extensão, sendo a maior do sistema, mas também é necessário um serviço como da linha 317TRO Francisco Morato (Centro) – Franco da Rocha (Parque Paulista), que tem só quatro quilômetros de extensão e, apesar de ligar duas regiões atendidas por trem, o trajeto atende quem está mais distante das estações.

Da mesma forma que existem linhas de grande demanda e também de baixa frequência.

A linha mais movimentada, de acordo com a EMTU, é a 288TRO São Bernardo do Campo (Terminal Metropolitano Ferrazópolis) – São Paulo (Terminal Metropolitano Jabaquara) do – Corredor Metropolitano ABD, operada pela Metra e que transporta 85 mil passageiros dia útil. A linha com menor demanda transporta uma média de apenas 50 pessoas por dia. Trata-se da 093TRO, do serviço comum, que liga Guarulhos (Terminal Metropolitano Vila Galvão) a  São Paulo (Metrô Carrão). A linha é operada pelo Consórcio Internorte.

Se há variedade de perfis de linha, também a tecnologia emprega pode mudar de acordo com o serviço.

No caso das formas de tração dos veículos no sistema da EMTU na Grande São Paulo, se destacam dois tipos: os ônibus a diesel e os trólebus do Corredor ABD.

E quando se fala em custo por quilômetro da fonte de tração, os trólebus são bem mais econômicos, sendo três vezes mais baratos que os ônibus a diesel, segundo os dados da EMTU enviados à reportagem na última semana.

O consumo de diesel pelos ônibus é de aproximadamente 2,3 km por litro, assim, o custo médio aproximado de R$ 1,50 por km, de acordo com as tabelas vigentes.

Já o consumo de energia dos trólebus do Corredor ABD é de aproximadamente 3,80kwh/km, sendo o custo do kwh médio em 2019 de R$ 0,52.

Este dado é só do consumo energértico, não levando assim em conta os custos com manutenção de veículos e infraestrutura.

 Veja mais curiosidades sobre os ônibus metropolitanos da Grande São Paulo. Muitos destes dados devem ser alterados com os novos contratos nas cinco áreas operacionais, mas ainda não há previsão de lançamento dos novos editais:

1)Quantos ônibus gerenciados pela EMTU operam hoje na Grande São Paulo?

Quantos são comuns, quantos são seletivos, quantos veículos da RTO e quantos são do Corredor ABD?

O Sistema Regular possui 4.521 ônibus cadastrados, sendo 3.733 da modalidade comum e 296 do seletivo. No serviço RTO (Reserva Técnica Operacional) são 197 veículos e no Corredor Metropolitano ABD, 259. No Sistema Airport Bus Service há 36 veículos registrados.

 2)Quantas empresas de ônibus operam na Grande São Paulo e quais

Atualmente são 16 permissionárias e 5 Consórcios

 Consórcios: Intervias, Anhanguera, Internorte, Unileste e Metra (Corredor ABD)

Empresas Permissionárias (Área 5 – ABC Paulista) : Abc, EAOSA, Expresso SBC, Imigrantes, Mobibrasil, Parque das Nações, Publix, Riacho Grande, Ribeirão Pires, Rigras, São Camilo, Trans-Bus, Triângulo, Tucuruvi, Urbana e Vipe.

 3)Qual a empresa da Grande São Paulo que tem a maior frota? Qual e quantos ônibus?

Consórcio Anhanguera, frota média operacional dia útil de 1.193 veículos.

 4)Qual a empresa da Grande São Paulo que tem a menor frota?  Quantos ônibus?

 A permissionária Vipe, com frota média operacional dia útil de 10 veículos.

5)Qual a linha metropolitana mais longa? (Numeração, Origem/Destino, extensão do trajeto por sentido, tempo médio de viagem e empresa operadora)

Linha 206TRO que liga Guararema (Centro)  a São Paulo  (Terminal Rodoviário do Tietê). Trata-se de serviço Seletivo, operado por ônibus rodoviários do  Consórcio Unileste Sua extensão é em torno de 80 km e o tempo estimado de percurso de 110 minutos.

 6)Qual linha metropolitana mais curta? (Numeração, Origem/Destino, extensão do trajeto por sentido, tempo médio de viagem e empresa operadora)

 Linha 317TRO Francisco Morato (Centro) – Franco da Rocha (Parque Paulista). Esta linha é do Serviço Comum e é operada pelo Consórcio Anhanguera. Sua extensão média é de cerca de 4 km e tempo estimado de percurso de 13 minutos.

 7)Qual a linha mais movimentada da Grande São Paulo? Quantos passageiros por dia útil?

 Linha 288TRO São Bernardo do Campo (Terminal Metropolitano Ferrazópolis) – São Paulo (Terminal Metropolitano Jabaquara)  do – Corredor Metropolitano ABD, operada pelo Consórcio Metra, que transporta 85 mil passageiros dia útil.

 8)Qual a linha menos movimentada da Grande São Paulo? Quantos passageiros por dia útil?

Linha 093TRO do serviço comum, que liga Guarulhos(Terminal Metropolitano Vila Galvão) a  São Paulo (Metrô Carrão). É operado pelo Consórcio Internorte e transporta 50 passageiros dia útil.

 9)Qual linha metropolitana mais antiga em operação sem alterações significativas? (data de criação, origem/destino e operadora atual e na época da criação)

Com a Regulamentação, por meio do Decreto Estadual 11.575/78, de maio 1978, a EMTU/SP passou a ser gestora das linhas intermunicipais metropolitanas.

 Inicialmente um grupo de 50 linhas (da 001TRO a 050TRO) foram transferidas do DER para o planejamento e fiscalização da EMTU/SP.

Algumas destas linhas iniciaram sua operação nos anos 30 e 40.

Um exemplo é a linha 004TRO da Viação Riacho Grande, que era operada pela Viação Santo Ignácio. Seu trajeto era de São Bernardo do Campo (Bairro dos Casas) para São Paulo (Parque Dom Pedro).

 Com o crescimento da periferia o serviço foi ampliado do bairro dos Casas para bairro do Alvarenga. Em São Paulo, com o projeto de reestruturação do transporte municipal do centro, a linha foi alterada do Parque Dom Pedro para o Terminal Sacomã.

 10)Quantas linhas existem na Grande São Paulo? Quantas são seletivas, quantas são comuns, quantas operadas pela RTO, quantas são do Corredor ABD?

No total são 546 linhas, 494 do Serviço Comum, 35 do Serviço Seletivo 35,

13 do Corredor ABD, quatro do Sistema Aeroporto e 57 do serviço RTO (operação compartilhada com o Serviço Comum).

11)Quantos passageiros por dia os ônibus metropolitanos transportam na Grande São Paulo? Quantos são em linhas comuns, quantos são nos seletivos, quantos nas RTOs e quantos são no Corredor ABD?

Aproximadamente são transportados 1,8 milhão de passageiros por dia, sendo 1,4 milhão no Serviço Comum, 35 mil no Seletivo, 70 mil na RTO (Reserva Técnica Operacional), 270 mil do Corredor ABD e 4 mil do Serviço Aeroporto.

 12)Qual a quantidade de passageiros transportados em cada uma das cinco áreas da Grande São Paulo?

São transportados na Grande São Paulo 43 milhões de passageiros por mês: na Área 1 (intervias) são 10,1 milhões por mês; na Área 2 (Anhanguera) são 11 milhões; na Área 3 (Internorte) 6,7 milhões; na Área 4,  2,7 milhões; na  Área 5 são 5,9 milhões  e no Corredor Metropolitano ABD,  6,6 milhões.

  13)Quantos passageiros, em média, leva um ônibus por dia na Grande São Paulo?

 Aproximadamente 400 passageiros por dia.

14)Quantas tarifas existem na Grande São Paulo? Destas, qual é a menor e qual é a maior?

 Existem atualmente cerca de 94 tarifas praticadas nos diversos serviços da RMSP (incluindo tarifas integradas) que variam de R$ 3,65 até R$ 39,00 (Serviço Aeroporto Executivo).

  15)Qual o índice de gratuidades na Grande São Paulo? E quantos são: idosos, estudantes, pessoas com deficiência e programas sociais?

 A gratuidade abrange hoje 21% da demanda transportada por mês (8,9 milhões de passageiros) sendo, 1,3 milhão de Passes Escolares; 4,4 milhões de idosos, 800 mil de passageiros especiais e 2,4 milhões de gratuidades não classificadas. 

 16)Qual consumo por quilômetro e custo médio do diesel dos ônibus da Grande São Paulo?

 Aproximadamente 2,3 km por litro, custo médio aproximado de R$ 1,50 por km.

 17)Qual consumo por quilômetro e custo médio da eletricidade dos trólebus do Corredor ABD?

Aproximadamente 3,80kwh/km, sendo o custo do kwh médio em 2019 de R$ 0,52.

18) Dados históricos:

 Quando foi criada a EMTU?

Inicialmente em 1977, desativada em 1980 e reconstituída por decreto em 1987.

 Quando começou a operar o primeiro trecho do Corredor ABD e qual era?

 Em dezembro de 1988, São Matheus (SP) – Ferrazópolis (SBC).

 Quando começou a pintura padronizada nos ônibus?

A partir de 2005.

 Quando começou a RTO?

Em 1998 foi aberto processo regulatório para iniciar a operação deste serviço, com o cadastramento de perueiros da RMSP e RMC.

ÁREAS:

A divisão por áreas e consórcios da EMTU na Grande São Paulo é a seguinte (sujeita a alterações):

– ÁREA 1:

Cidades: Cotia, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista e São Paulo.

Operadoras: Consórcio Intervias (Viação Pirajuçara, Viação Raposo Tavares, Viação Miracatiba)

– ÁREA 2:

Cidades: Barueri, Cajamar, Caieiras, Carapicuíba, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e São Paulo.

Operadoras: Consórcio Anhanguera (Auto Viação Urubupungá, Viação Osasco, Viação Cidade de Caieiras, Ralip Transportes Rodoviários, Empresa de Transporte e Turismo Carapicuíba, Del Rey Transportes, Auto Ônibus Moratense, Benfica Barueri Transporte e Turismo)

– ÁREA 3:

Cidades: Arujá, Guarulhos, Mairiporã, Santa Isabel e São Paulo

Operadoras : Consórcio Internorte (Empresa de Ônibus Vila Galvão, Viação Transdutra, Guarulhos Transportes, RTM – Real Transportes Metropolitanos,  Tipbus – Transportes Intermunicipal,  Empresa de Ônibus Pássaro Marron e Serveng Transportes, Viação Atual, Empresa de Transportes Mairiporã, Viação Arujá).

– ÁREA 4:

Cidades: Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Suzano e São Paulo.

Operadoras: Consórcio Unileste (Radial Transporte Coletivo, Viação Jacareí, Empresa de Ônibus Pássaro Marron, ATT – Alto Tietê Transportes).

– ÁREA 5 (Permissionárias):

Cidades: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Paulo.

Operadoras (não consorciadas): ABC, EAOSA, Expresso SBC, Imigrantes, Mobibrasil, Parque das Nações, Publix, Riacho Grande, Ribeirão Pires, Rigras, São Camilo, Trans-Bus, Triângulo, Tucuruvi, Urbana e Vipe

– CORREDOR ABD (concessão à parte da Área 5):

Cidades: São Paulo (São Mateus – Zona Leste, Jabaquara – Zona Sul, Brooklin – Zona Sul), Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo, Diadema

Nove Terminais: Terminal Metropolitano São Mateus (São Paulo), Terminal Metropolitano Sônia Maria (Mauá), Terminal Metropolitano São Bernardo (São Bernardo do Campo), Terminal Metropolitano Ferrazópolis (São Bernardo do Campo), Terminal Metropolitano Diadema (Diadema), Terminal Metropolitano Piraporinha (Diadema), Terminal Metropolitano Santo André Oeste (Santo André), Terminal Metropolitano Santo André Leste (Terminal Metropolitano), Terminal Metropolitano Jabaquara (São Paulo)

São 45 km de corredores, com alguns trechos de trânsito misto, dos quais 33 km no eixo São Mateus-Jabaquara e 12 km entre Diadema de Brooklin.

Operadora: Metra Sistema Metropolitano de Transportes

O Diário do Transporte também fez uma matéria sobre as curiosidades do sistema municipal da capital paulista.

Os dados são bem interessantes.

Relembre:

Curiosidades sobre os transportes coletivos por ônibus da cidade de São Paulo

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Laurindo Martins Junqueira Filho disse:

    Excelente pesquisa! Parabéns!

  2. Gerson Carvalho disse:

    Bom dia a todos!

    Parabéns pela pesquisa! Porém, me tire uma dúvida:

    Foi relatado que a pintura Padrão EMTU começou em 2005, mas não seria o correto em 1998? E em 2005 ela se tornou obrigatória?

    E, por coincidência, foi em nossa região, com os Marcopolo Torino GV Volvo B10M Articulados. Em seguida, a Viação Trans-Bus, também do ABC, comprou seu primeiro lote de veículos azuis, sendo CAIO APACHE S21 – MBB OF 1721, ano 2000 (circulam 3 até hoje – prefixos 331, 332 e 338).

    Outra curiosidade, é que algumas empresas pintaram seus veículos, mesmo os mais antigos e que já sairiam logo de circulação, um exemplo é a Trans-Bus que pintou em 2004 seus CAIO Vitória 1991/1992 – MBB OF 1315, e os mesmos circularam ate 2008. Já a Auto Viação ABC, nunca pintou seus Vitória 1993 e os mesmos circularam ate 2013… Até Alpha mais novos de 1996, não receberam a pintura e circularam com as suas atuais.

    Claro que isso não comprometeu a qualidade e, pelo contrário, foi até mais interessante, pois preservou a verdadeira identidade visual das companhias por mais tempo… Só deixando saudades!

    Abraços,

    Gerson Carvalho
    Administrador de Empresas e Bancário.

  3. Gerson Carvalho disse:

    Corrigindo, os Vitória da Trans-Bus eram MBB OF 1318, Prefixos 201 ao 220, sendo que do 211 ao 220 foram embora em 2004 e os demais em 2008, 2009…

    Abraços!

  4. EVANDRO ALVES RAYMUNDO disse:

    Bom dia!! Muito legal a matéria. A única coisa que não gosto é dessa pintura padrão metropolitano. Com isso muitas empresas se escondem e as pessoas as vezes não sabem diferenciar qual é a empresa.
    Outro motivo é que essa pintura é muito feia, triste, traz um peso pra quem olha. Antes quando cada empresa tinha sua pintura, a gente via uma diversidade de cores, que deixavam os ambientes por onde os ônibus passavam, muito mais agradável. Eu não gosto desse padrão e nunca gostei.

  5. Clarice Cardoso Diniz disse:

    Na verdade vocês precisavam pesquisar sobre a qualidade do serviço e o estado das frotas

  6. Marcos disse:

    É tao importante os onibus da Emtu….que estao acabando com as linhas seccionando linhas rentaveis…como as que iam para as clinicas e deixou os passageiros na mao….seccionam as linhas no metro porem a tarifa é a mesma dos onibus nao abaixaram porem alem da tarifa agora tem que pagar parte da integracao aumentando os custos do deslocamento onde muitas empresas nao querem pagar esse vt a mais…por essa e outras abandonei o onibus a 2 anos….comprei 2 carros 1 para o dia a dia e outro para o rodizio..gasto menos de combustivel do que de passagem….vou sentado e chego primeiro…nao me arrependo da troca

  7. Rafael do Amaral Luiz disse:

    Também troquei o intermunicipal pelo carro para o trabalho, mesmo me considerando um entusiasta do transporte público decente. Me sinto obrigado uma vez que o serviço prestado no geral não dá conta nem mesmo do passageiro que não tem a opção do veículo próprio. Se houvesse um corredor de trólebus como o ABD da Metra na minha região, pagaria com muito gosto e só usaria o carro esporadicamente. Agora, largar o ‘pois é’ e pagar mais caro que metrô pra viajar em ‘cabrito’ lotado e travado no trânsito, como já tentei fazer, me faz sentir que perdi o respeito próprio.

  8. Carlos Eduardo de Souza disse:

    Uma curiosidade também seria dizer o porquê da emtu deixar a Parque das Nações trafegar com ônibus beirando os 30 (trinta) anos, como os Marcopolo Torino .

  9. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Muito legal a matéria, parabéns DT.

    Mas vamos falar um pouco da Empresa Metropolitana de Transporte Ônibus Sem Administração – EMTOSA.

    “8)Qual a linha menos movimentada da Grande São Paulo? Quantos passageiros por dia útil?

    Linha 093TRO do serviço comum, que liga Guarulhos(Terminal Metropolitano Vila Galvão) a São Paulo (Metrô Carrão). É operado pelo Consórcio Internorte e transporta 50 passageiros dia útil”

    Isto contraria qualquer boas práticas da mobilidade urbana e do Direito Administrativo; sem contar o famoso e enrraigado desperdício do dinheiro do contribuinte.

    Sai mais barato cadastrar os 50 usuários e fornecer um vale aplicativo.

    Sábado fui de Osasco até Barueri pela “antiga Estrada de Itu” (Avenida dos Autonomistas até o Barueri)

    Vamos começar pelo Terminal Vila Yara, parece obra de igreja não termina nunca e nada de moderno fizeram os buzões para sair do Terminal vão continuar a cruzar a Avenida dos Autonomistas em nível com o uso de um semáforo exatamente igual na década de 70, sequer fizeram um túnel para uma saída exclusiva.

    O Terminal de Carapicuíba no meio da antiga estrada de Itu, uma vergonha, uma bagunça , abaixo do nível da avenida e em curva; não necessita falar mais nada, creio que o projetista não tem CREA.

    Seguindo fui vendo o Corredor Itapevi Vila Yara, um tremendo bobódromo cheio de cruzamentos em nível, e pasmem os senhores nunca foi usado e já esta sendo reformado.

    Aparentemente o corredor Itapevi – Vila Yara, não está sendo utilizado pelos buzões ainda, e nem sequer uma placa indicando que os carros podem utilizar, afinal a obra está largarda.

    Diante desse quadro que eu vi no sábado, sem contar a área 5 e os Torinos com mais de 30 anos ainda em uso conforme informa em seu comentário o Sr. Carlos Eduardo de Souza eu estou quase chegando a uma conclusão.

    Ou a EMTOSA é dona da EAOSA, ou a EAOA é dona da EMTOSA ou é uma Joint Ventur.

    E ai EMTOSA quando os problemas acima vão ser resolvidos?????????????????????

    As fotos do Terminal Vila Yara eu já enviei ao DT.

    Daqui á pouco enviarei as fotos que eu tirei no sábado do corredor bobódromo Itapevi – Vila Yara e do Bobão Mor o Terminal Carapicuíba atrapalhando o trânsito.

    O Terminal Carapicuiba ou implode ou se faz o segundo andar e deixa-se embaixo livre.

    Esse Terminal é uma aberração da Engenharia Civil, de Transito e Mobilidade.

    Vamos trabalhar né EMTOSA.

    Att,

    Paulo Gil

  10. Murilo da Silva disse:

    Faltou falar da frota da Parque das Nações kkkk

  11. Dênis disse:

    Diesel 200% mais caro mas a tarifa do trólebus é 0,70 mais cara que a dos ônibus da capital (quase 20% de diferença). E ainda por cima os trólebus só rodam em pistas exclusivas, sem zigue zague entre faixas, sem táxis, asfalto reformado sem o desgaste do trânsito intenso… Onde é que está a tão alardeada “eficiência operacional”? Especialistas enchem a boca pra dizer que a redução dos custos do transporte passa pelo esquadrinhamento perfeito do viário, segregado, conservado, arquitetônico com jardinzinhos nas margens… O que será que deu errado? Já sei, deu errado porque o povo é burro. Vamos fazer uns pôsteres pra incentivar o povo a andar de ônibus e tá tudo certo.

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