Estação Japão-Liberdade da linha 1-Azul do Metrô de SP completa 45 anos nesta segunda-feira, 17

Publicado em: 16 de fevereiro de 2020

Inauguração reuniu centenas de pessoas: metrô ainda era novidade

Painéis relembram imigração japonesa no Brasil

ADAMO BAZANI

O Metrô de São Paulo comemora nesta segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020, 45 anos de funcionamento estação Japão-Liberdade (antes chamada apenas de Liberdade) da linha 1-Azul.

A inauguração, em 17 de fevereiro de 1975, foi marcada pela presença de autoridades, comerciantes, representantes da comunidade japonesa e centenas de pessoas que aguardavam ansiosamente a expansão do meio de transporte que era novo na cidade.

Para se ter uma ideia, o  primeiro trecho da linha, de Jabaquara à Vila Mariana, começou a prestar serviço em 14 de setembro de 1974, de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 20h30.

Já nesta época, o bairro reunia grande parte da comunidade japonesa em São Paulo. Muitos destes imigrantes abriram estabelecimentos comerciais no local, templos religiosos, centros de convivência, escolas e conferiam ao local seus traços culturais.

A mudança do nome para Japão-Liberdade foi oficializada em 24 de julho de 2018 por meio de um decreto.

A demanda média da estação é entre 25 mil e 30 mil passageiros por dia, de acordo com dados do Metrô.

HOMENAGEM

Painéis retratam história da imigração japonesa

Em nota, o Metrô diz que a estação tem 11 painéis artísticos que retratam a história da Imigração Japonesa no Brasil, produzidas por artistas nipo-brasileiros durante a Expo Brasil-Japão de 1988. O local também possui um vitrine de “ikebana” (arranjo floral japonês), que é trocada toda a semana.

“Em 2019, o Metrô, por meio de parceria com a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e Secretaria de Estado da Cultura, restaurou e reinstalou 11 painéis alusivos à Imigração Japonesa no Brasil, na estação Japão-Liberdade, no coração do bairro oriental. Essas obras produzidas por artistas nipo-brasileiros durante a Expo Brasil-Japão de 1988, estavam instalados no mezanino da estação há mais de 30 anos.

A parceria possibilitou que as 11 telas, que integram o projeto Linha da Cultura, passassem por um processo de descupinização, higienização mecânica, descontaminação microbiana e troca de chassi – estrutura de madeira da tela. Os painéis foram reinstalados por etapas no mezanino intermediário da estação, ocupando os lados Norte e Oeste daquela estação. Posteriormente, o local ganhou novo leiaute, nova iluminação e guarda-corpo.

Integram esse conjunto comemorativo da Imigração Japonesa no Brasil, os seguintes painéis: “Paralelépípedo”,  de Mário Noboru Ishikawa; “Bad Moon”, de Lúcio Yutaka Kume; “Sem Título”, de Hisae Sugishita; “O Imigrante – O Primeiro a Desembarcar”, de Oscar Satio Oiwa; “Projeto para uma Paixão Sem Fim”, de Milton Terumitsu Sogabe; “Momento – História”, de Laerte Yoshiro Orui; “Tempo I”, de Ayao Okamoto; “Pós – 80”, de Hironobu Kai; “Sem título”, de Yae Takeda; “Sem Título”, de Toshifumi Nakano e “Sem Título”, de Carlos Yasoshima.

 Vitrine de Ikebana

Vitrine de Ikebana; arranjos florais japoneses são trocados toda semana

Além dos painéis em homenagem a Imigração Japonesa, a estação Japão – Liberdade do Metrô conta desde 1993 com uma vitrine de “ikebana” (arranjo floral japonês) do projeto Cultural do Metrô, em parceria com a Associação de Ikebana do Brasil. Os arranjos são trocados semanalmente.”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. JOSE LUIZ VILLAR COEDO disse:

    Muito bacana! É muita cultura e muita tradição! Vale lembrar que outros imigrantes asiáticos vieram para o Centro da Cidade e se instalaram na Liberdade; Coreanos, chineses, vietnamitas e tmb árabes, libaneses e sírios.

  2. Marcos Kaneko disse:

    Parabéns a estação Japão-liberdade pelos seus 45 anos de existência. O bairro da Liberdade retrata a colônia japonesa de vários ângulos.

  3. Pedro disse:

    Povo ordeiro e trabalhador e patrióticos, exemplo que deveriam ser seguido pelos nossos governantes e políticos, que vivem nos envergonhado.

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