Greve de seletivos e pontos de alagamento afetam transporte público em Santos
Publicado em: 10 de fevereiro de 2020
Segundo os rodoviários, atraso de salários está entre motivos para paralisação
JESSICA MARQUES
O transporte coletivo de Santos está sendo afetado desde o início desta manhã. Além dos pontos de alagamento que impedem a circulação de veículos, uma greve está paralisando a operação dos 21 micro-ônibus seletivos de Santos, no Litoral Paulista, desde o início desta segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020.
O transporte é de responsabilidade da empresa Guaiúba. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, atraso de salários está entre os motivos para a paralisação, assim como outras questões relacionadas a pagamento.
Os motoristas paralisaram voluntariamente as atividades e em seguida acionaram o sindicato. De acordo com a categoria, os salários estão atrasados desde sexta-feira, 07, que é o quinto dia útil do mês, quando o pagamento deveria ter sido feito.
Conforme informado pelo vice-presidente do sindicato, José Alberto Torres Simões, à imprensa local, os motoristas e demais empregados da empresa Guaiúba também não receberam a cesta-básica na sexta-feira.
Além disso, foram relatados atrasos no vale-refeição desde a última semana de janeiro e o pagamento das férias do mês passado. Os trabalhadores informaram ainda à mídia local que o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) não é depositado há cinco anos.
A empresa Guaiúba informou à mídia local que o vale-refeição será pago até esta terça-feira, 11, e os salários, até sexta, 14. Entretanto, os trabalhadores recusaram a proposta ao meio-dia e estão de braços cruzados desde o início da manhã.
Em nota ao Diário do Transporte, a Prefeitura de Santos informou que a CET Santos cobrou a empresa Guaiúba Transportes, e a mesma garantiu que 70% da frota irá circular nos horários de pico a partir de amanhã, e 50% no entrepico.
“A empresa Guaiuba Transportes e seus funcionários programaram reunião na data de hoje para discutir o pleito da categoria. Demais informações devem ser solicitadas à empresa responsável pelo sistema, que está conduzindo as tratativas. Cabe reforçar que o seletivo é um sistema complementar de transporte coletivo, ou seja, todos os seus percursos são cobertos por linhas do sistema convencional, cuja frota operacional já tem 95% dos coletivos com ar-condicionado e 100% com Wi-Fi”, informou, em nota.
ALAGAMENTOS
Além da greve, pontos de alagamento também afetam o transporte coletivo de Santos nesta segunda-feira, conforme noticiado pelo Diário do Transporte.
Em nota, a Prefeitura de Santos informou os pontos com interdição na tarde desta segunda. Além de pontos de alagamento, deslizamentos, quedas de árvore e vazamentos de gás também resultaram em bloqueios de vias.
Confira:
Equipes da Prefeitura de Santos atuam desde sábado (8) em locais afetados pelas chuvas, cujo acumulado das últimas 72 horas (registrado até 15h desta segunda, 10) na Cidade é de 162,6 milímetros. O índice já ultrapassa 60% da média para o mês de fevereiro. Os trabalhos são realizados por profissionais da Defesa Civil, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Secretaria de Serviços Públicos (Seserp).
Nesse período, mais de 40 ocorrências foram registradas. No sábado e no domingo (9), foram avaliados riscos em estruturas e terrenos da Caneleira, além de quedas de árvore nos bairros Estuário, Encruzilhada, Embaré e Morro da Nova Cintra.
Nesta segunda-feira (10), houve atendimentos referentes a deslizamentos de terra no Centro e no Morro da Penha. Também no Morro da Penha houve um escorregamento de terra, com necessidade de interdição de cinco moradias. Quatro famílias foram para casas de parentes e uma para o abrigo da Prefeitura. No Bom Retiro, foi necessária avaliação de uma estrutura. Árvores caíram em ruas do Marapé e dos morros da Nova Cintra e São Bento.
MÉDIA ULTRAPASSADA
Segundo a Defesa Civil, o acumulado do mês de fevereiro até às 9h desta segunda-feira já era de 490,7 milímetros, por volta de 65% a mais do que o previsto para chover em todo o mês – conforme a média histórica dos últimos 25 anos, de 291,2 milímetros. O órgão informa também que nesta madrugada a maré no estuário chegou a 2,05 metros.
TRÂNSITO
De acordo com a CET, neste momento, a avenida Nossa Senhora de Fátima, nos dois sentidos, apesar de ainda alagada, está liberada para o tráfego. A avenida Martins Fontes está fluindo. Em operação as pistas 1, 2 e 3.
REGISTROS DE OCORRÊNCIA
quedas de árvores
– Rua Martin Francisco/ Encruzilhada
– Rua Bezerra de Menezes/ Estuário
– Rua José André do Sacramento/ Estuário
– Praça Cel. Fernando Prestes/ Embaré
– Avenida Antônio Manoel de Carvalho/ Morro Nova Cintra
– Rua Antônio Bento Amorim/ Marapé
– Rua Torquato Dias/ Morro Nova Cintra
– Rua Nilo Peçanha/ Marapé
– Rua Santo Amaro/ Morro São Bento
– Benedito Ernesto Guimaraes/ Marapé
– Rua São Roque/ Morro São Bento
– Av. Pinheiro Machado, 48/ Vila Mathias
– Dom Duarte Leopoldo e Silva/ Marapé
– Rua Santo Américo/ Vila Lindóia / Morro São Bento
Quedas de galhos
– Rua Ana Nery/ Marapé
– Praça da República/ Centro
– rua Alexandre Martins/ Aparecida
Deslizamentos de terra
– Rua 1/ Morro da Penha
– Morro da Penha próximo ao Boa Vista
– Avenida Martins Fontes/ Centro
– Vila Pedreira/ Monte Serrat
– Monte Serrat próximo ao nicho 10
– Rua Emília Maria Reis/ Nova Cintra
– Visconde do Embaré/ Valongo
– Rua 1/ Vila Israel/ Morro Santa Maria
– Rua São Silvestre morro São Bento
– Santo Antonio do Valongo/ Morro São Bento
– Nossa Senhora de Lourdes/ Morro Fontana
– Rua São Roque/ Vila Lindóia
– Rua Pedro Borges Gonçalves/ Morro José Menino
1 avaliação de risco estrutural no Caminho Particular São Jorge/ Caneleira
1 Avaliação de risco geológico na Avenida Prefeito José Gomes/ Caneleira
1 avaliação estrutural na Rua Arquiteto Lucio Costa/ Bom Retiro
1 avaliação risco – caminho particular São Jorge – Caneleira
1 avaliação de encosta – avenida Prefeito José Gomes – Caneleira
Queda de barraco
rua 1 – morro da Boa
1 vazamento de gás perto da praça do pedágio na Piaçaguera – rodovia Cônego Domênico Rangoni
1 vistoria estrutural – Gal. Câmara com Itororó
1 avaliação de risco – Demerval de Almeida/ Morro Jabaquara
1 avaliação de risco encosta – rua estrada São João Batista/ Morro da Penha
1 vistoria estrutural – Alberto Veiga/ Marapé
Jessica Marques para o Diário do Transporte

