Em “dia sem carro” obrigatório, Bogotá tira 1,8 milhão de veículos particulares das ruas
Publicado em: 6 de fevereiro de 2020
Medida existe há décadas e objetivo é incentivar os moradores da cidade a escolher maneiras mais sustentáveis e ambientalmente amigáveis para se locomover
ALEXANDRE PELEGI
As ruas de Bogotá, capital da Colômbia, foram tomadas por bicicletas, scooters, ônibus e táxis nesta quinta-feira, 06 de fevereiro de 2020.
A mobilização ocorreu devido à proibição da circulação de carros e motocicletas particulares, fato que ocorre um dia por ano, na tentativa de promover o transporte mais ecológico e desta forma reduzir a contaminação do ar na cidade.
O “dia sem carro’ é uma iniciativa da prefeitura de Bogotá, que começou há duas décadas com o objetivo de incentivar os moradores da cidade de mais de 7 milhões de habitantes a escolher maneiras mais sustentáveis e ambientalmente amigáveis para se locomover.
A prefeita de Bogotá, Claudia López, percorreu as ruas da cidade de bicicleta, assim como a ministra das Minas e Energia, María Fernanda Suárez, que também usou a sua bike para ir trabalhar.
Em sua conta no Twitter, a prefeita escreveu: “Hoje é dia de pegarmos o transporte público e usarmos a bicicleta, o meio de transporte que não polui. Vamos fazer parte da transformação da cidade e do planeta!”.
Hoy es un día para que nos subamos al transporte público y usemos la bicicleta, el medio de transporte que no contamina. ¡Hagamos parte de la transformación de la ciudad y el planeta!
Conéctense aquí 👉🏼 https://t.co/x859QfOdmE pic.twitter.com/oIkMkymVZo
— Claudia López Hernández (@ClaudiaLopez) February 6, 2020
A proibição do tráfego isentou apenas caminhões de entrega, ônibus escolares e veículos blindados de serviço de altos funcionários do governo.
Segundo dados da prefeitura de Bogotá, cerca de 1,8 milhão de veículos particulares e 460 mil motocicletas deixaram de circular hoje.
Algumas empresas reduziram a atividade pela manhã, possivelmente porque as pessoas que geralmente dependem do uso de seus próprios carros ou motos decidiram não comparecer ao trabalho.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

