CPTM não tem planos para Linha 10-Turquesa chegar a Paranapiacaba

Paranapiacaba está localizada em Santo André, no ABC Paulista. Foto: Helber Aggio / PSA.

Segundo presidente da Companhia, trecho pertence à MRS Logística, empresa de carga

JESSICA MARQUES

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) não tem planos para a Linha 10-Turquesa, que liga o ABC à capital paulista, chegar à vila histórica ferroviária de Paranapiacaba, em Santo André.

A informação é do presidente da Companhia, Pedro Moro, e foi divulgada nesta segunda-feira, 03 de fevereiro de 2020, em entrevista exclusiva à Rádio ABC e ao Diário do Transporte.

Atualmente, a Linha 10 parte do Brás, na capital, e vai até Rio Grande da Serra, no ABC paulista. Ao ser questionado sobre planos para ampliação até Paranapiacaba, o presidente da CPTM disse que não há estudos sobre o assunto.

“A ligação entre Rio Grande da Serra e Paranapiacaba não pertence à CPTM, é da MRS Logística, emprega de carga, e tampouco há eletrificação do trecho. É muito difícil a chegada do trem até lá porque não é infraestrutura da CPTM, é da MRS”, afirmou.

Entretanto, a CPTM dispõe de um serviço chamado Expresso Turístico de Paranapiacaba. Neste caso, uma locomotiva a diesel, modelo Alco RS-3 de 1952, faz um passeio até a vila ferroviária.

O problema é que o passeio ocorre apenas aos finais de semana e o preço unitário da passagem é de R$ 44 para o embarque na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André, com destino a Paranapiacaba.

Criado em 2009 pela CPTM e pela STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos), o serviço oferece 174 poltronas divididas em dois carros de passageiros, feitos de aço inoxidável.

Recentemente, a CPTM anunciou que o serviço passou a oferecer água gratuita aos passageiros.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2020/01/01/expresso-turistico-da-cptm-passa-a-oferecer-agua-para-os-passageiros/

DIFÍCIL ACESSO A PARANAPIACABA

Atualmente, os moradores de Paranapiacaba, assim como os turistas, têm duas opções para chegar à vila histórica de transporte público. Ambas têm alto custo e levam muito tempo de espera em pontos de ônibus.

Duas linhas intermunicipais gerenciadas pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) atendem a região. Os intervalos entre os veículos superam uma hora.

Uma delas é a 424, que liga Rio Grande da Serra a Paranapiacaba e tem tarifa de R$ 4,80. A outra parte de Prefeito Saladino, passando pelo centro de Santo André, e custa R$ 7,40.

Para chegar até a estação Rio Grande da Serra, os moradores levariam em média três horas se fossem a pé, tendo que percorrer cerca de 14 quilômetros em um acostamento de rodovia. Desta forma, os ônibus intermunicipais são a única opção de transporte coletivo.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Marcos Plaza disse:

    Realmente a reportagem é excelente e vimos que não adianta eleições,mentiras etc… sobre a possibilidade do retorno do trem…
    Agora e esperar uma rígida vistoria nos ônibus que nos transporta diariamente e fiscalização sobre os motoristas que nos períodos noturno e dias chuvosos, não passam corretamente no horário previsto no site oficial da EMTU, reclamações ao órgão não resolvem se não tivermos apoido das mídias para provar o que realmente eles fazem….

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite,

    Planos? Praque?

    Tem é de chegar até a baixada.

    Afinal essa foi a primeira estrada de ferro de Sampa.

    Acorda CPTM

    Mas cuidado com o vão e a altura entre o trem e a plataforma.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Luis Numez disse:

    Chegar não, voltar porque da mesma forma que tiraram a linha 10 da Luz, tiraram também de Paranapiacaba, prejudicando o ABC naa duas pontas. Alias antigamente no tempo que a via férrea era da RFFSA / CBTU, os trens iam de Paranapiacaba até Jundiaí.

  4. Erick Tamberg disse:

    Tremenda irresponsabilidade da CPTM. Como o “trecho não é eletrificado” se os trens chegavam lá até 2001?
    Alguém já deveria estar na cadeia pelo que fazem com Paranapiacaba!

  5. Lucas Veiga disse:

    A MRS tirou toda a fiação da rede aérea do trecho entre Rio Grande da Serra e Paranapiacaba para facilitar a passagem de suas locomotivas mais altas como as GE AC44i – o que é o direito dela já que o trecho em questão pertence a MRS. Além disso, mesmo que a rede aérea não fosse retirada, o trecho já não é usado pela CPTM há tanto tempo que seria tão boa quanto se estivesse, ou seja, teria que trocar toda a fiação da rede aérea para que os trens da CPTM voltassem até lá.

  6. Lucas Veiga disse:

    Observação sobre o comentário acima: as GE AC44i da MRS chegam até Paranapiacaba por meio do ramal ferroviário Manuel Feio – Suzano – Rio Grande da Serra, que liga Paranapiacaba à linha do Vale do Paraíba. A CPTM quase nunca permite a passagem dessas locomotivas em seu trecho principalmente devido ao risco de danos à rede aérea já que elas são muito altas, além de serem mais pesadas. Após a MRS construir uma ligação direta entre Rio Grande da Serra e Manuel Feio sem ter que usar a linha da CPTM as GE AC44i passaram a circular frequentemente até Paranapiacaba, daí a retirada da rede aérea.

  7. Renato disse:

    O Brasil acabou com as ferrovias.
    A máfia do transporte rodoviário é muito forte e rende muito dinheiro para os interessados inclusive os politicos

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